Primavera do Leste / MT - Domingo, 01 de Novembro de 2026

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Opinião

Abóboras, lorotas e politicagem.



Veja vídeos, ouça áudios e entenda todo episódio

Fatos e versões, estória, fofocas e muita politicagem, isto tudo é que a população de Primavera do Leste tem ouvido e vistos nos últimos dias, chegando ao episódio anunciado com antecedência em redes sociais, por simpatizantes de pré-candidatos, suplente de vereador e candidatos que perderam eleições.

A Câmara de Vereadores tem sido alvo destes ataques, em especial o vereador Luis Costa, ataques contra o vereador são constantes, pela forma ativa que defende a transparência e aplicações dos recursos, aliados a muitas cobranças, no entanto os ataques se multiplicaram após o vereador ser um possível pré-candidato a deputado estadual, chegando um dos asseclas irem à sessão parlamentar de segunda feira (07), com intenção de jogar abóbora no vereador, fato inibidos pela presença da Policia Militar. O vereador registrou Boletim de Ocorrência contra o cidadão que o ameaçou e também chegando a ameaçar e difamar a família do vereador. O caso é investigado pela polícia.

Nos áudios e vídeos postados em um grupo denominado “Políticas e Polêmicas”, fica claro o porquê dos ataques aos vereadores, dois são os ideais, a cassação de um vereador e manchar a imagem dos edis casos sejam candidatos a deputado, em áudios de ódios o “manifestante” fala que vai pagar carro de som para falar criticar os vereadores e afirma quem é seu candidato.

Veja vídeos e ouça abaixo áudios do cidadão Welton Rodrigues e possível encenação de um vídeo com suplente de vereador.



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Brasil

Vales-alimentação e refeição mudam em novembro: entenda o que altera

Nova regra de interoperabilidade permite o uso de diferentes bandeiras em qualquer maquininha habilitada para o benefício.


A partir do dia 7 de novembro, o sistema de utilização dos cartões de vale-refeição (VR) e vale-alimentação (VA) passará por uma transformação significativa no Brasil. A principal mudança é a implementação da interoperabilidade, que permitirá que cartões de diferentes operadoras sejam aceitos em qualquer maquininha que esteja devidamente habilitada para processar esse tipo de transação, eliminando a necessidade de contratos exclusivos para cada bandeira.

O funcionamento da interoperabilidade

Essa medida, que integra o Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT), visa facilitar a rotina do trabalhador ao ampliar a rede de aceitação em restaurantes e supermercados. Marcas como Alelo, Ticket, VR Benefícios, Pluxee, Flash e Swile estão incluídas nas novas normas. Vale ressaltar que a mudança não obriga os estabelecimentos a aceitarem os vales, mas determina que, caso o comércio esteja habilitado para a modalidade, ele deverá processar as bandeiras integradas ao sistema.

Impactos financeiros e operacionais

Além da flexibilidade de uso, o governo estabeleceu novas diretrizes para o setor visando aumentar a concorrência. Entre as regras impostas, destacam-se:

  • Taxa máxima de 3,6% sobre as transações;
  • Tarifa de intercâmbio limitada a 2%;
  • Prazo máximo de 15 dias corridos para o repasse dos valores aos estabelecimentos.

Anteriormente, os comerciantes enfrentavam taxas elevadas e prazos de pagamento que, em muitos casos, superavam os 30 dias. É importante destacar que os valores dos benefícios pagos pelas empresas não sofrerão alterações automáticas, mantendo-se a exclusividade para a compra de alimentos e refeições prontas.

Desafios e críticas do setor

Apesar do cronograma, a implementação enfrenta obstáculos técnicos. A Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) aponta que os sistemas das operadoras e das empresas de pagamento ainda não estão totalmente integrados. Segundo a associação, um dos problemas envolve o canal específico utilizado para processar transações com vales, que ainda não estaria funcionando plenamente.

Além disso, a Abrasel aponta que a falta de integração pode dificultar a identificação das modalidades de benefício utilizadas pelos consumidores e o controle financeiro dos estabelecimentos.

A entidade afirma que parte das empresas teria migrado operações para o auxílio-alimentação após a regulamentação, modalidade que não está sujeita aos mesmos limites de taxas e prazos previstos para o PAT.

Fiscalização e penalidades

O descumprimento das normas do PAT pode acarretar diversas sanções, incluindo multas, autuações, o descredenciamento do programa e a cobrança de benefícios fiscais anteriormente utilizados. Enquanto o governo busca a modernização do setor, operadoras contestam judicialmente pontos do decreto, argumentando sobre a complexidade da imposição de mudanças estruturais dessa magnitude. Para o trabalhador, a efetiva disponibilidade da nova rede de aceitação dependerá da conclusão total da integração técnica entre as empresas envolvidas.


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Opinião - política

AMM, TCE e prefeituras: relação entre Leonardo Bortolin e Sérgio Ricardo entra no radar após operação da PF


Parceria institucional, agendas conjuntas, encontros com prefeitos e articulação de compras públicas levantam questionamentos sobre a interlocução entre a Associação Mato-grossense dos Municípios e o Tribunal de Contas de Mato Grosso.

Foto internet.

 

A prisão do presidente do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT), Sérgio Ricardo de Almeida, durante a Operação Tomada de Contas, deflagrada pela Polícia Federal em 29 de outubro de 2026, trouxe novos questionamentos sobre as relações institucionais mantidas pelo Tribunal com lideranças políticas e administrações municipais do estado.

Entre os nomes que aparecem nesse histórico está o de Leonardo Tadeu Bortolin, conhecido como Léo Bortolin, ex-prefeito de Primavera do Leste, ex-presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM) e atualmente deputado estadual eleito.

Durante sua passagem pela presidência da AMM, Bortolin manteve uma relação institucional próxima com Sérgio Ricardo. A aproximação está registrada em publicações oficiais das próprias instituições, com reuniões, eventos e projetos desenvolvidos conjuntamente.

A reportagem busca compreender como funcionava essa articulação, quem fazia a interlocução entre o Tribunal e as prefeituras e quais resultados concretos foram produzidos pelas parcerias.

A aproximação começou em janeiro de 2024

Em 9 de janeiro de 2024, Sérgio Ricardo esteve na sede da Associação Mato-grossense dos Municípios, onde foi recebido pelo então presidente Leonardo Bortolin.

Na ocasião, os dois defenderam o fortalecimento da parceria entre AMM e TCE-MT, com propostas de orientação técnica, capacitação de servidores e elaboração de projetos voltados aos 142 municípios mato-grossenses.

O próprio Tribunal de Contas destacou a importância da aproximação com a associação para atuar conjuntamente no desenvolvimento estadual.

A reunião marcou o início de uma série de agendas institucionais entre as duas entidades.

Eventos, encontros e presença nos municípios

Em fevereiro de 2025, AMM e TCE-MT promoveram conjuntamente o Encontro Mato-Grossense de Municípios, em Cuiabá.

O evento reuniu prefeitos, vereadores, secretários, gestores públicos e representantes políticos. Segundo publicação assinada por Leonardo Bortolin na página oficial da AMM, mais de 2.300 pessoas passaram pelo encontro nos dois dias de programação.

Na publicação, Bortolin agradeceu expressamente a parceria com o presidente do Tribunal, Sérgio Ricardo.

Outro ponto que merece atenção é a atuação da AMM Itinerante. Em 2025, o programa percorreu quatro regiões de Mato Grosso e atendeu 55 municípios, aproximando a associação das administrações locais.

A reportagem pretende levantar quais dessas agendas tiveram participação direta ou indireta do Tribunal de Contas e identificar os representantes que conduziram essas articulações.

O consórcio de compras públicas e a participação de 67 municípios

Um dos pontos que merece aprofundamento é a criação do Consórcio Interfederativo de Compras Públicas de Mato Grosso (CINCOP-MT).

A iniciativa surgiu de uma articulação institucional envolvendo a AMM e o Tribunal de Contas, com participação de outros órgãos públicos.

A proposta foi desenvolver um modelo de compras compartilhadas para as prefeituras, permitindo a realização de processos licitatórios conjuntos.

Informações institucionais do próprio consórcio apontam que a entidade chegou a reunir 67 municípios. A equipe jurídica da AMM participou da estruturação do consórcio, incluindo a elaboração do protocolo de intenções e do estatuto.

O assunto merece atenção porque envolve compras públicas, licitações, fornecedores e utilização de atas de registro de preços por administrações municipais.

A reportagem pretende levantar:

– Quais municípios aderiram ao consórcio?
– Quais atas de registro de preços foram utilizadas?
– Quais empresas participaram e venceram os processos?
– Quais valores foram contratados e efetivamente pagos?
– Houve concentração de fornecedores?
– Como ocorreu a participação institucional da AMM e do TCE-MT?

É importante destacar que a existência do consórcio e das parcerias institucionais não representa, por si só, qualquer irregularidade.

O objetivo é verificar documentalmente como essas relações funcionaram e se todos os procedimentos seguiram as exigências legais.

A articulação municipal e o resultado eleitoral

A trajetória de Leonardo Bortolin também foi marcada por uma forte presença no cenário municipalista.

Durante sua gestão, a AMM informou ter ampliado sua atuação junto às prefeituras e alcançado a adesão dos municípios mato-grossenses à entidade.

Em 2026, Bortolin foi eleito deputado estadual com 51.040 votos, tendo recebido votação em 140 dos 142 municípios de Mato Grosso.

Primavera do Leste concentrou 21.948 votos, enquanto Paranatinga registrou 3.564 votos.

Esses números demonstram a abrangência territorial de sua votação, mas não significam que todos esses municípios tenham participado de articulações institucionais ou políticas com a AMM e o TCE-MT.

A reportagem busca identificar como se construiu essa presença municipalista e quais lideranças participaram das articulações durante sua gestão.

Operação Tomada de Contas: o que está sendo investigado?

A Polícia Federal deflagrou a Operação Tomada de Contas em 29 de outubro de 2026, com o objetivo de investigar possíveis irregularidades na gestão de contratos administrativos e na realização de pagamentos a servidores do Tribunal de Contas.

Foram cumpridos seis mandados de prisão preventiva e 26 mandados de busca e apreensão em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e São Paulo, além de medidas de afastamento de sigilos e sequestro de bens, autorizadas pelo Superior Tribunal de Justiça.

Segundo a Polícia Federal, a investigação apura indícios de utilização da suspensão de contratos administrativos como mecanismo de pressão sobre fornecedores, tratamento diferenciado na liberação de recursos públicos, divergências em pagamentos a empresas e movimentações financeiras atípicas.

Os fatos podem configurar, em tese, crimes contra a Administração Pública, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

A operação colocou sob atenção pública a estrutura administrativa do Tribunal e as relações mantidas por seus integrantes.

Até o momento, a comunicação oficial da Polícia Federal consultada pela reportagem não aponta Leonardo Bortolin como investigado na operação.

Quem fazia a interlocução entre o Tribunal e as prefeituras?

Diante da relação institucional documentada entre Leonardo Bortolin e Sérgio Ricardo, algumas perguntas precisam ser esclarecidas.

Quem conduzia a interlocução entre o Tribunal de Contas e as prefeituras durante a gestão de Bortolin na AMM?

Quais lideranças acompanhavam Sérgio Ricardo nas agendas realizadas nos municípios?

Quais projetos foram desenvolvidos conjuntamente e quais resultados financeiros e administrativos produziram?

Existiram articulações específicas envolvendo atas de registro de preços, fornecedores e contratos municipais?

Há registros de reuniões, documentos ou comunicações que possam esclarecer como essas parcerias eram conduzidas?

São questões de interesse público que merecem respostas, especialmente diante da investigação em andamento.

Reportagem acompanhará novos desdobramentos da Polícia Federal

A investigação jornalística não se encerra com esta publicação.

A reportagem acompanhará os próximos passos da Operação Tomada de Contas e buscará novas informações sobre eventuais nomes de agentes públicos, lideranças políticas, empresários e representantes de administrações municipais que possam aparecer em documentos, decisões judiciais ou manifestações oficiais relacionadas à operação.

Também serão levantados contratos, atas de registro de preços, processos licitatórios, agendas institucionais e possíveis relações administrativas entre os envolvidos.

Caso novos nomes sejam mencionados oficialmente no decorrer das investigações, a reportagem buscará esclarecer a participação de cada pessoa citada, sem antecipar conclusões ou atribuir responsabilidades antes da apresentação de elementos concretos.

Espaço aberto para manifestação

A reportagem deixa aberto o espaço para manifestação do deputado estadual eleito Leonardo Bortolin, do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso, da AMM e de todas as pessoas e instituições mencionadas.

Leonardo Bortolin será questionado sobre sua relação institucional com Sérgio Ricardo, as agendas conjuntas, a articulação com prefeitos e sua participação nos projetos desenvolvidos durante sua gestão na AMM.

É importante ressaltar que a proximidade institucional, a participação em reuniões e a construção de parcerias entre órgãos públicos não representam, isoladamente, prova de envolvimento em práticas criminosas.

Não há, nesta reportagem, afirmação de que Leonardo Bortolin tenha participado dos fatos investigados pela Polícia Federal.

O compromisso é acompanhar os acontecimentos, buscar documentos, ouvir os envolvidos e levar informações verificadas à população.

Quando relações institucionais envolvem órgãos de controle, prefeituras e recursos públicos, a transparência precisa estar acima de qualquer interesse político. A população tem o direito de saber como essas relações foram construídas e quais resultados produziram.

A investigação jornalística continua. Novas informações poderão ser publicadas conforme os desdobramentos oficiais da operação.

Fontes para conferência e documentação

Polícia Federal — comunicado oficial da Operação Tomada de Contas⁠.

TCE-MT/AMM — reunião de Sérgio Ricardo com Leonardo Bortolin em janeiro de 2024⁠.

AMM — Encontro Mato-Grossense de Municípios de 2025⁠.

CINCOP — informações sobre os 67 municípios integrantes⁠.

AMM — manifestação sobre a reeleição de Sérgio Ricardo⁠.

Congresso em Foco — resultado eleitoral de Leonardo Bortolin em 2026⁠.

 


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