Primavera do Leste / MT - Sábado, 13 de Junho de 2026

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Bandidos morrem em troca de tiros com a polícia no Primavera 3



Dois homens morreram e outros dois ficaram feridos, entre eles um policial militar, após um confronto entre bandidos e Polícia Militar e Civil, no Bairro Padre Onesto Costa, em Primavera do Leste, na madrugada desta quinta-feira (13). De acordo com informações do delegado Regional Rafael Fossari, a Polícia Civil já vinha monitorando os suspeitos, que tinham a intenção de vingar a morte do menor Vitor Gabriel. “As investigações iniciaram logo após a Polícia encontrar o corpo do menor Vitinho há dois dias. A partir da localização do corpo alguns amigos dele se colocaram no direito de querer vingar a morte do menor e ir atrás de pessoas que eles julgaram ser culpadas pela morte. Assim começaram a aterrorizar pessoas do Bairro Primavera III e a entrar em casas em buscas dessas pessoas que eles julgavam serem as culpadas”, explicou Fossari.

Depois de um monitoramento, a Polícia chegou até a uma residência no bairro Padre Onesto Costa, onde estavam cinco pessoas, e devido à alta periculosidade, a Polícia Civil pediu o apoio da Força Tática, que ao chegar a residência foi recebida a tiros, iniciando assim o confronto. Na troca de tiros, morreram Marcos Antônio Vieira de Oliveira – Vulgo Cebola e Luís Victor de Sa Cruz da Silva – Gordinho, um outro suspeito que não foi identificado foi baleado na coxa e encaminhado a Unidade de Pronto Atendimento – UPA . Durante a troca de tiros, um policial militar também foi ferido, mas não corre risco de morte. “Ele foi atingido no peito, mas como estava de colete o ferimento não foi grave”, ressaltou Fossari. O major Emmanuel da Polícia Militar ressaltou que é comum essas parcerias entre Polícia Militar e Civil. “Há tempos a Polícia Militar e Civil vem realizando operações integradas, tivemos presentes no local para fazer a parte da Polícia Judiciária, porém, da forma que fomos recebidos não nos restou outra alternativa”. De acordo com o delegado os homens mortos são considerados de alta periculosidade, integravam uma facção de criminosa e tinham uma extensa ficha criminal.

Informações Clique F5 /Jaqueline Hatamoto



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Brasil

Justiça dá prazo de 24 meses para União e Funai demarcarem terra indígena no Nortão


A Justiça Federal em Mato Grosso determinou que a União e a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) concluam o processo de demarcação da terra indígena do povo Kajkwakratxi (Tapayuna), na região de Brasnorte e Juara (cerca de 300 quilômetros de Sinop), num prazo de 24 meses. O juiz federal Pablo Kipper Aguilar ordenou ainda o pagamento de R$ 10 milhões em danos morais coletivos e a realização de uma cerimônia pública de pedido de desculpas aos indígenas.

 

Na decisão, o magistrado reconheceu violações de direitos humanos cometidas contra o povo Kajkwakratxi. O juiz mandou a União reunir toda a documentação disponível no Arquivo Nacional sobre violências ocorridas durante o processo de colonização da região do Rio Arinos e a remoção forçada desse povo ao Parque Indígena do Xingu. No processo, os indígenas contaram com o apoio da Defensoria Pública da União (DPU) e do Ministério Público Federal (MPF).

 

O magistrado afastou o argumento da Funai e da União de que o Supremo Tribunal Federal (STF) já estabeleceu prazo de dez anos para a conclusão das demarcações em andamento. Para ele, tal prazo tem natureza administrativa e não impede a atuação da Justiça quando há demora excessiva. “Agradeço a luta coletiva, fico muito feliz, a comunidade fica muito feliz, é uma surpresa”, disse Wetaktxi Tapayuna, presidente da Associação Indígena Tapayuna (AIT), de acordo com mensagem divulgada pela DPU.

 

Ele acrescentou que a comunidade considera a decisão “emocionante”. “É muita alegria ver toda essa trajetória que passamos até chegar nesse ponto tão importante, com relação ao nosso povo, com as gerações que estão lutando pelo território tradicional, para demarcação do território tradicional, com expectativa de viver em cima dos seus parentes que deixaram naquele tempo. Para defender nossa ancestralidade, para viver com a alma dos parentes”, completou Wetaktxi Tapayuna.

 

De acordo com o MPF, os indígenas Kajkwakratxi foram alvo de uma série de violências ao longo do século 20, que resultaram na desestruturação social do grupo. Na década de 1970, eles foram removidos à força, pelo Estado, de seu território tradicional para o Parque Nacional do Xingu.

 

Em seguida, uma Reserva Indígena Tapayuna chegou a ser criada em 1968, mas foi extinta em 1976 sob o argumento de que não haveria indígenas na área. Há indícios, porém, de que até o presente momento existem indígenas da etnia isolada na região de ocupação tradicional.


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