Primavera do Leste / MT - Quinta-Feira, 30 de Abril de 2026

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Facções criminosas estão atuando em Primavera do Leste



Há menos de dez dias três jovens foram assassinados em Primavera do Leste. Um deles, menor de idade, foi morto possivelmente em um acerto de conta entre criminosos e enterrado em uma cova rasa região de mato próximo ao bairro Primavera III e os outros dois, foram mortos em confronto com  Polícia Militar, mas os crimes têm ligação, já que investigações da Polícia Civil revelaram que os dois jovens de 18 e 21 anos de idade abatidos pela PM, estariam tentando vingar a morte do menor de idade mas foram abordados e mortos antes da vingança pelos militares que durante a abordagem foram recebidos a tiros e revidaram. No confronto, um policial militar ficou ferido.

Ao falar sobre o assunto, o delegado regional de Primavera do Leste Rafael Sippel Fossari, disse, sem citar nomes, que membros de facções criminosas estão agindo em Primavera do Leste, principalmente no que se ao tráfico de drogas. De acordo com Fossari, os líderes dessas facções estaria cobrando para permitir o tráfico de drogas em determinados pontos da cidade, como por exemplo, em determinados pontos da avenida Belo Horizonte e bairro Primavera III e essas cobranças estaria gerando descontentamento entre a bandidagem e culminando com os assassinatos.

Rafael Fossari não revelou que facções são essas, mas há informações que são células do Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) que disputam o território e em bairros mais distantes do centro da cidade é fácil encontrar muros e postes pichados com as iniciais das facções. Na região do São Cristóvão, por exemplo, estariam atuando membros do CVRL (Comando Vermelho Região Leste), inclusive, há vários postes pichados com essas iniciais. Os componentes desta facção, além do tráfico de drogas, também praticam roubos e furtos por toda a cidade.

Para combater a ação dos membros dessas facções, que também atuam em Paranatinga e Gaúcha do Norte, o Delegado Regional diz que está intensificando as ações contra o tráfico e roubo, pois são as fontes onde mais eles arrecadam. O delegado entende que ao apreender as drogas e armas dos criminosos, além de manda-los para a cadeia, vai minando a força e o poder dessas facções que geram terror e medo na população desses municípios. Á Polícia Civil está atenta e não medirá esforções para deter os criminosos e inibir suas ações”, diz Fossari.

Pereira Alves 



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Opinião - política

Diárias oficiais coincidem com evento político em Cuiabá e levantam questionamentos


Relatórios apontam viagens institucionais, mas datas coincidem com lançamento de campanha eleitoral; ausência em programa de saúde local também chama atenção

Viagens oficiais com destino a Cuiabá, justificadas como cumprimento de agenda institucional, têm levantado questionamentos após análise de documentos públicos. Relatórios assinados por assessores e servidores indicam participação em reuniões na Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), com retorno ao município no dia seguinte.

No entanto, as datas dessas viagens coincidem com o período do lançamento da campanha de Léo, realizado na capital. A sobreposição entre compromissos oficialmente descritos como institucionais e um evento político levanta dúvidas sobre a real natureza das agendas cumpridas.

Os documentos registram pagamentos de diárias, incluindo R$ 1.500,00 destinados a Gisely Fernanda Pereira da Silva e R$ 250,00 para Elnatan Oliveira Reis Medeiros, além de outros valores vinculados a deslocamentos com roteiro semelhante: ida à capital, participação em reunião e retorno no dia seguinte.

Relatórios assinados por Gustavo Saint Clair Ferreira Caldeira e Valmislei Alves dos Santos reforçam a justificativa de “cumprimento de agenda parlamentar”, enquanto registros adicionais indicam participação de Gisele Ferreira Ferraz em reuniões na AMM e no INCRA.

Do ponto de vista formal, a documentação apresenta todos os elementos exigidos: declarações de comparecimento, assinaturas e descrição das atividades realizadas.

Ainda assim, a coincidência com um evento político relevante levanta questionamentos sobre o uso de recursos públicos para deslocamentos que podem não ter caráter exclusivamente institucional.

Contraste com agenda local de saúde

Outro ponto que chama atenção é o contraste entre essas agendas na capital e a atuação local dos envolvidos.

Parte dos nomes associados às viagens aparece com frequência em críticas à situação da saúde pública em Primavera do Leste. No entanto, não há registro de presença de alguns desses críticos no lançamento do programa “Vira Saúde”, iniciativa voltada à melhoria do atendimento à população no próprio município.

A ausência em um evento diretamente ligado à saúde pública local reforça o debate sobre prioridades e coerência entre discurso e prática.

Transparência e resultado

Embora os documentos estejam formalmente corretos, especialistas em gestão pública destacam que a transparência não se limita à comprovação de deslocamentos e reuniões, mas também envolve a demonstração de resultados concretos dessas agendas.

Até o momento, não há detalhamento público sobre os impactos diretos dessas viagens para a população.

Diante disso, permanecem as perguntas:

Qual foi o retorno efetivo dessas agendas?
E qual o limite entre compromisso institucional e participação em atividades de natureza política?


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