Primavera do Leste / MT - Quinta-Feira, 30 de Abril de 2026

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Deputado estadual Ulysses Moraes é acionado na justiça por vídeos difamando vereadores de Primavera do Leste



O deputado estadual Ullysses Moraes (DC), esteve no Fórum de Primavera do Leste na tarde desta quarta-feira 04, a sua vinda ao município se deu por ser réu em uma ação de indenização por dano moral e direito de imagem, a ação foi movida pelo os vereadores Antônio Marcos (PP), Carlos Instrutor (PSD), e Luis Costa (PR).
Segundo um dos requerentes da audiência, vereador Luis Costa o deputado mostrou-se mais uma vez esta despreparado para tamanha função que exerce, pois durante a audiência de conciliação Ullysses se mostrou autoritário com ar de superioridade aos demais colegas citando quem ele era, “o deputado se mostra superior ao próximo, não retirando as palavras já ditas por ele em vídeo quando chama os vereadores de analfabetos funcionais e burros, principalmente ao citar que era deputado, advogado e professor de direito, e por seu títulos exigia respeito”.
A audiência precisou ser obstruída por varias vezes, devido ao réu Ullysses Moraes interromper em elevado tom de voz, segundo Costa o deputado desmereceu os colegas vereadores utilizando dos títulos que carrega, pedindo para seu pai e advogado de defesa Dr. Naime Marcio Martins Moraes que encerrasse audiência por que a mesma não daria em nada, ao que foi repreendido pelo advogado Dr. Marcelo Campos que insistiu em pedir respeito a seus clientes.
A audiência terminou sem acordo e agora segue para tramites judiciais.

Da Redação



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Opinião - política

Diárias oficiais coincidem com evento político em Cuiabá e levantam questionamentos


Relatórios apontam viagens institucionais, mas datas coincidem com lançamento de campanha eleitoral; ausência em programa de saúde local também chama atenção

Viagens oficiais com destino a Cuiabá, justificadas como cumprimento de agenda institucional, têm levantado questionamentos após análise de documentos públicos. Relatórios assinados por assessores e servidores indicam participação em reuniões na Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), com retorno ao município no dia seguinte.

No entanto, as datas dessas viagens coincidem com o período do lançamento da campanha de Léo, realizado na capital. A sobreposição entre compromissos oficialmente descritos como institucionais e um evento político levanta dúvidas sobre a real natureza das agendas cumpridas.

Os documentos registram pagamentos de diárias, incluindo R$ 1.500,00 destinados a Gisely Fernanda Pereira da Silva e R$ 250,00 para Elnatan Oliveira Reis Medeiros, além de outros valores vinculados a deslocamentos com roteiro semelhante: ida à capital, participação em reunião e retorno no dia seguinte.

Relatórios assinados por Gustavo Saint Clair Ferreira Caldeira e Valmislei Alves dos Santos reforçam a justificativa de “cumprimento de agenda parlamentar”, enquanto registros adicionais indicam participação de Gisele Ferreira Ferraz em reuniões na AMM e no INCRA.

Do ponto de vista formal, a documentação apresenta todos os elementos exigidos: declarações de comparecimento, assinaturas e descrição das atividades realizadas.

Ainda assim, a coincidência com um evento político relevante levanta questionamentos sobre o uso de recursos públicos para deslocamentos que podem não ter caráter exclusivamente institucional.

Contraste com agenda local de saúde

Outro ponto que chama atenção é o contraste entre essas agendas na capital e a atuação local dos envolvidos.

Parte dos nomes associados às viagens aparece com frequência em críticas à situação da saúde pública em Primavera do Leste. No entanto, não há registro de presença de alguns desses críticos no lançamento do programa “Vira Saúde”, iniciativa voltada à melhoria do atendimento à população no próprio município.

A ausência em um evento diretamente ligado à saúde pública local reforça o debate sobre prioridades e coerência entre discurso e prática.

Transparência e resultado

Embora os documentos estejam formalmente corretos, especialistas em gestão pública destacam que a transparência não se limita à comprovação de deslocamentos e reuniões, mas também envolve a demonstração de resultados concretos dessas agendas.

Até o momento, não há detalhamento público sobre os impactos diretos dessas viagens para a população.

Diante disso, permanecem as perguntas:

Qual foi o retorno efetivo dessas agendas?
E qual o limite entre compromisso institucional e participação em atividades de natureza política?


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