Primavera do Leste / MT - Quarta-Feira, 14 de Janeiro de 2026

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Dois homens são presos com diamantes e pedras preciosas em carro furtado de locadora



Dois homens foram presos na noite desse domingo (20) com diamantes e pedras preciosas na BR-364 em Rondonópolis, a 218 km de Cuiabá. Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), eles estavam em um carro que foi furtado de uma locadora de automóveis.

A apreensão ocorreu às 23h (horário de Mato Grosso), no km 211.

O veículo, Sandero Auth, era conduzido por um homem de 34 anos e tinha como passageiro um homem de 44 anos.

Os policiais consultaram o sistema da PRF e descobriu que o carro tinha registro de furto no dia 27 de abril, em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul.

Eles foram detidos e encaminhados para a delegacia da Polícia Federal de Rondonópolis (Foto: Polícia Rodoviária Federal de MT)

Eles foram detidos e encaminhados para a delegacia da Polícia Federal de Rondonópolis (Foto: Polícia Rodoviária Federal de MT)

Ainda, os dois homens demonstravam nervosismo e contradição a respeito da viagem. A empresa locadora do veículo informou que de fato o carro ainda constava como furtado na central de dados. O contrato do aluguel estava no nome de outra pessoa, que não era nenhum dos dois homens abordados.

Durante uma revista, os policiais encontraram pedras preciosas embaladas para comercialização. As pedras, nas cores verde, vermelho e transparentes, estavam nas bagagens e demais compartimentos do carro.

As transparentes, similares a diamantes, tinham valor total aproximado de R$ 150 mil. Também foram encontrados R$ 2,6 mil 100 pesos bolivianos. Ao serem questionados a respeito, não souberam informar a origem do dinheiro.

Eles foram detidos e encaminhados para a delegacia da Polícia Federal de Rondonópolis. Conforme a PRF, foram constatados os seguintes crimes: receptação; usurpação de bem ou matéria-prima da união; extrair de florestas pedra, areia, cal ou qualquer espécie de minerais e descaminho.

Fonte: G1 Mato Grosso



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PISCICULTURA: Deputado Nininho mobiliza Assembleia Legislativa, Governo do Estado e agricultores para fomentar produção de peixe em Mato Grosso


Com recursos do Banco Mundial, deputado trabalha para organizar cadeia produtiva, implantar cooperativas e fortalecer piscicultura em Mato Grosso; iniciativa prevê projeto piloto na Baixada Cuiabana

O deputado estadual Ondanir Bortolini – Nininho (Republicanos) está mobilizando a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), o governo estadual e o setor produtivo para reestruturar a piscicultura em Mato Grosso, com foco na Baixada Cuiabana. O parlamentar defende a integração de políticas públicas e a formação de cooperativas para absorver parte dos US$ 100 milhões garantidos junto ao Banco Mundial para a agricultura de pequena escala. A estratégia aponta para a verticalização da produção para retomar o protagonismo do Estado, que atualmente ocupa o sétimo lugar no ranking nacional.

 

Segundo Nininho, a Baixada Cuiabana possui características geográficas que favorecem o pequeno produtor em detrimento da agricultura de larga escala. “A aptidão das áreas aqui é mais voltada para a agricultura familiar e pequena propriedade. Não tem aptidão, muitas vezes, para a agricultura de grande escala. Precisamos achar uma maneira de fomentar essa atividade”, afirma Nininho.

 

A proposta do deputado envolve um consórcio entre a Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf), a Empaer e universidades. O objetivo é criar uma estrutura que reduza custos operacionais, incluindo a produção regional de alevinos e a instalação de fábricas de ração próprias. “Nós vamos agregar mais valor no nosso produto e diminuir o custo dos insumos, o que faz com que a rentabilidade e a margem de lucro fiquem maiores para os nossos produtores”, explica Nininho.

CRÉDITO E COOPERATIVAS

Um dos pilares do projeto de Nininho visa o acesso a recursos internacionais. De acordo com a Seaf, os investimentos do Banco Mundial serão aplicados nos próximos cinco anos, priorizando ações sustentáveis. Para o deputado, a organização em cooperativas é a chave para que o pequeno piscicultor acesse esses fundos. “Nosso objetivo é estruturar toda essa cadeia. A ideia é criarmos cooperativas para incluir no programa do Banco Mundial, buscando recursos a fundo perdido para apoiar o pequeno produtor”, destaca.

 

A industrialização também está no radar do parlamentar. O parlamentar defende a criação de frigoríficos com certificação federal (Sisp/Sif) para que o peixe mato-grossense alcance novos mercados. “Essa cooperativa vai tirar o selo para poder ter a inspeção federal e vender esse pescado lá fora, não somente no mercado interno, mas no externo também”, projeta Nininho.

 

INTEGRAÇÃO TÉCNICA

 

A viabilidade do plano conta com o suporte da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), que propõe um diagnóstico de 800 propriedades para identificar gargalos tecnológicos. “O estudo vai permitir compreender as necessidades dos produtores, aprimorar a compra de insumos e desenvolver tecnologias adequadas à realidade local. O sucesso depende da integração entre pesquisa e produção”, explica o professor Márcio Hoshiba, da UFMT e integrante do Núcleo de Estudos em Pesca e Aquicultura (Nepes).

 

O presidente da Associação Mato-grossense dos Aquicultores (Aquamat), Darci Fornari, defende a integração e a verticalização da produção para aumentar a competitividade. “Temos potencial para sermos o maior produtor de peixe do Brasil. O desafio é fortalecer as cooperativas e reduzir a atuação isolada dos pequenos produtores, que representam 80% do setor. Queremos aplicar o modelo de sucesso das grandes operações também aos pequenos”, comenta.

 

 

 

PROTAGONISMO

 

Mato Grosso produziu 44,5 toneladas de peixe em 2024, com receita estimada em R$ 600 milhões, ocupando atualmente a sétima posição no ranking nacional. Para Nininho, o Estado reúne condições para recuperar o protagonismo no setor, desde que haja planejamento e políticas contínuas de apoio à produção.

 

“Mato Grosso tem os ativos necessários, água e tecnologia, mas carece de gestão integrada. Temos água em abundância e profissionais qualificados. Falta apenas organização e incentivo para retomarmos a liderança”, conclui o parlamentar.

Redação: Sérgio Ober


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