Primavera do Leste / MT - Sábado, 25 de Julho de 2026

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Jayme tem 58% e lidera com folga disputa ao Senado; procurador Mauro vem em 2º



O instituto Voice Pesquisas realizou um estudo sobre o cenário das eleições ao Senado em Várzea Grande, segundo maior colégio eleitoral de Mato Grosso. Neste pleito, os eleitores poderão eleger dois candidatos.

O ex-governador Jaime Campos (DEM) lidera a disputa, com 58% das intenções de voto, somando-se a primeira e a segunda escolha, na modalidade estimulada, em que é mostrada ao eleitor uma relação com os nomes dos candidatos.

Ele é seguido pelo procurador Mauro (PSOL), com 20%; e pela ex-juíza Selma Arruda (PSL), com 13%.

Na sequência estão o deputado federal Nilson Leitão (PSDB), com 6%; a ex-reitora da UFMT, Maria Lúcia Neder (PCdo B), com 4%; Gilberto Lopes (PSOL), com 2%; Waldir Caldas (NOVO), com 2%; o deputado federal Adilton Sachetti ( PRB), com 2%, o ex-vice-governador Carlos Fávaro (PSD), com 1%; e Sebastião Carlos (REDE), com 1%.

O candidato Aladir Albuquerque (PP) não pontuou. Os eleitores que se disseram indecisos somam 71%; os votos em branco e nulo, 13%; outros 7% não responderam.

Como o eleitor poderá votar em dois candidatos para senador, a soma dos cenários de primeiro e segundo votos é igual a 200%. A margem de erro do estudo é de 5%, para mais ou para menos e o intervalo de confiança é de 95%. O Voice Pesquisas ouviu 400 eleitores em de todas as regiões de Várzea Grande, entre os últimos dias 29 e 31 de agosto. O levantamento foi contratado pelo próprio instituto e está registrado no TRE-MT sob o nº MT – 00144/2018.

Voto espontâneo

O instituto também realizou a pesquisa na modalidade espontânea, quando o pesquisador apenas pergunta em quem o eleitor irá votar para o Senado, sem apresentar uma relação de nomes. O resultado foi o seguinte: Jaime aparece com 23%; procurador Mauro, com 5%; Selma Arruda, com 3%; Leitão, com 2%; e Maria Lúcia, com 1%. Os eleitores indecisos somaram 154% (primeiro mais segundo voto); os nulos e brancos, 9%; outros 3% não responderam.

Rejeição

O Voice também mediu a rejeição entre os candidatos ao Senado. Jaime Campos foi o mais rejeitado, com 5%; seguido por Nilson Leitão, com 4%; Procurador Mauro, com 2%; Carlos Fávaro, com 2%; Aladir Albuquerque, com 1%; Waldir Caldas, com 1%; Adilton Sachetti, com 1%; Maria Lúcia Neder, com 1%; Sebastião Carlos, com 1%; Gilberto Lopes, com 1% e Selma, com 1%. Dos entrevistados, 60% disseram que não rejeitam ninguém; 13% não responderam e 7% afirmaram votar nulo ou branco.

Fonte Midia News



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A Palavra - Opinião

O poderoso chefinho de Primavera?


Conversas de bastidores, nem Riva escapou da busca pelo poder do pré candidato Leonardo

 

No dia 23 de julho, Léo Bortolin lançou oficialmente sua pré-candidatura a deputado estadual. O evento reuniu boa parte dos vereadores de Primavera do Leste, deixando claro que a base política construída ao longo de seus dois mandatos como prefeito continua firme ao seu lado.

 

Léo sempre foi um político acostumado a vencer. Em Primavera do Leste, governou praticamente sem enfrentar adversários com a mesma estrutura política e financeira. Agora, a realidade é diferente. A disputa é estadual, o jogo é mais pesado e os adversários conhecem bem os bastidores do poder.

 

E bastidores, por sinal, é o que não faltam. O comentário que circula nos meios políticos é de que Léo estaria disposto a enfrentar até antigos aliados e lideranças tradicionais do MDB. Há quem diga que nem mesmo o experiente José Riva escapou da disposição de Léo em ampliar seu espaço político, especialmente em regiões onde existem apoios historicamente ligados ao grupo de Riva, como Juara.

 

A impressão que fica é a de que nasceu o “poderoso chefinho” de Primavera do Leste. Um líder que concentra influência, articula apoios e busca ampliar seu domínio político para além das fronteiras do município.

Mas uma pergunta inevitável permanece no ar: por que tantos vereadores caminham ao seu lado? É apenas pela convicção de que Léo representa o melhor projeto para Mato Grosso? É pela força política construída durante seus mandatos? Ou existem outros interesses políticos em jogo?

 

Na democracia, apoio político é legítimo. O que também é legítimo é que a população questione quais são as motivações que unem um grupo tão expressivo em torno de um único projeto. Afinal, política também se faz com transparência, coerência e prestação de contas.

 

A corrida para a Assembleia Legislativa apenas começou. Até a eleição, os discursos serão muitos. Mas os eleitores têm o direito de olhar além dos palanques, observar os movimentos de bastidores e tirar suas próprias conclusões.


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