Primavera do Leste / MT - Quinta-Feira, 30 de Abril de 2026

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Jayme tem 58% e lidera com folga disputa ao Senado; procurador Mauro vem em 2º



O instituto Voice Pesquisas realizou um estudo sobre o cenário das eleições ao Senado em Várzea Grande, segundo maior colégio eleitoral de Mato Grosso. Neste pleito, os eleitores poderão eleger dois candidatos.

O ex-governador Jaime Campos (DEM) lidera a disputa, com 58% das intenções de voto, somando-se a primeira e a segunda escolha, na modalidade estimulada, em que é mostrada ao eleitor uma relação com os nomes dos candidatos.

Ele é seguido pelo procurador Mauro (PSOL), com 20%; e pela ex-juíza Selma Arruda (PSL), com 13%.

Na sequência estão o deputado federal Nilson Leitão (PSDB), com 6%; a ex-reitora da UFMT, Maria Lúcia Neder (PCdo B), com 4%; Gilberto Lopes (PSOL), com 2%; Waldir Caldas (NOVO), com 2%; o deputado federal Adilton Sachetti ( PRB), com 2%, o ex-vice-governador Carlos Fávaro (PSD), com 1%; e Sebastião Carlos (REDE), com 1%.

O candidato Aladir Albuquerque (PP) não pontuou. Os eleitores que se disseram indecisos somam 71%; os votos em branco e nulo, 13%; outros 7% não responderam.

Como o eleitor poderá votar em dois candidatos para senador, a soma dos cenários de primeiro e segundo votos é igual a 200%. A margem de erro do estudo é de 5%, para mais ou para menos e o intervalo de confiança é de 95%. O Voice Pesquisas ouviu 400 eleitores em de todas as regiões de Várzea Grande, entre os últimos dias 29 e 31 de agosto. O levantamento foi contratado pelo próprio instituto e está registrado no TRE-MT sob o nº MT – 00144/2018.

Voto espontâneo

O instituto também realizou a pesquisa na modalidade espontânea, quando o pesquisador apenas pergunta em quem o eleitor irá votar para o Senado, sem apresentar uma relação de nomes. O resultado foi o seguinte: Jaime aparece com 23%; procurador Mauro, com 5%; Selma Arruda, com 3%; Leitão, com 2%; e Maria Lúcia, com 1%. Os eleitores indecisos somaram 154% (primeiro mais segundo voto); os nulos e brancos, 9%; outros 3% não responderam.

Rejeição

O Voice também mediu a rejeição entre os candidatos ao Senado. Jaime Campos foi o mais rejeitado, com 5%; seguido por Nilson Leitão, com 4%; Procurador Mauro, com 2%; Carlos Fávaro, com 2%; Aladir Albuquerque, com 1%; Waldir Caldas, com 1%; Adilton Sachetti, com 1%; Maria Lúcia Neder, com 1%; Sebastião Carlos, com 1%; Gilberto Lopes, com 1% e Selma, com 1%. Dos entrevistados, 60% disseram que não rejeitam ninguém; 13% não responderam e 7% afirmaram votar nulo ou branco.

Fonte Midia News



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Opinião - política

Diárias oficiais coincidem com evento político em Cuiabá e levantam questionamentos


Relatórios apontam viagens institucionais, mas datas coincidem com lançamento de campanha eleitoral; ausência em programa de saúde local também chama atenção

Viagens oficiais com destino a Cuiabá, justificadas como cumprimento de agenda institucional, têm levantado questionamentos após análise de documentos públicos. Relatórios assinados por assessores e servidores indicam participação em reuniões na Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), com retorno ao município no dia seguinte.

No entanto, as datas dessas viagens coincidem com o período do lançamento da campanha de Léo, realizado na capital. A sobreposição entre compromissos oficialmente descritos como institucionais e um evento político levanta dúvidas sobre a real natureza das agendas cumpridas.

Os documentos registram pagamentos de diárias, incluindo R$ 1.500,00 destinados a Gisely Fernanda Pereira da Silva e R$ 250,00 para Elnatan Oliveira Reis Medeiros, além de outros valores vinculados a deslocamentos com roteiro semelhante: ida à capital, participação em reunião e retorno no dia seguinte.

Relatórios assinados por Gustavo Saint Clair Ferreira Caldeira e Valmislei Alves dos Santos reforçam a justificativa de “cumprimento de agenda parlamentar”, enquanto registros adicionais indicam participação de Gisele Ferreira Ferraz em reuniões na AMM e no INCRA.

Do ponto de vista formal, a documentação apresenta todos os elementos exigidos: declarações de comparecimento, assinaturas e descrição das atividades realizadas.

Ainda assim, a coincidência com um evento político relevante levanta questionamentos sobre o uso de recursos públicos para deslocamentos que podem não ter caráter exclusivamente institucional.

Contraste com agenda local de saúde

Outro ponto que chama atenção é o contraste entre essas agendas na capital e a atuação local dos envolvidos.

Parte dos nomes associados às viagens aparece com frequência em críticas à situação da saúde pública em Primavera do Leste. No entanto, não há registro de presença de alguns desses críticos no lançamento do programa “Vira Saúde”, iniciativa voltada à melhoria do atendimento à população no próprio município.

A ausência em um evento diretamente ligado à saúde pública local reforça o debate sobre prioridades e coerência entre discurso e prática.

Transparência e resultado

Embora os documentos estejam formalmente corretos, especialistas em gestão pública destacam que a transparência não se limita à comprovação de deslocamentos e reuniões, mas também envolve a demonstração de resultados concretos dessas agendas.

Até o momento, não há detalhamento público sobre os impactos diretos dessas viagens para a população.

Diante disso, permanecem as perguntas:

Qual foi o retorno efetivo dessas agendas?
E qual o limite entre compromisso institucional e participação em atividades de natureza política?


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