Primavera do Leste / MT - Quinta-Feira, 21 de Maio de 2026

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Jayme tem 58% e lidera com folga disputa ao Senado; procurador Mauro vem em 2º



O instituto Voice Pesquisas realizou um estudo sobre o cenário das eleições ao Senado em Várzea Grande, segundo maior colégio eleitoral de Mato Grosso. Neste pleito, os eleitores poderão eleger dois candidatos.

O ex-governador Jaime Campos (DEM) lidera a disputa, com 58% das intenções de voto, somando-se a primeira e a segunda escolha, na modalidade estimulada, em que é mostrada ao eleitor uma relação com os nomes dos candidatos.

Ele é seguido pelo procurador Mauro (PSOL), com 20%; e pela ex-juíza Selma Arruda (PSL), com 13%.

Na sequência estão o deputado federal Nilson Leitão (PSDB), com 6%; a ex-reitora da UFMT, Maria Lúcia Neder (PCdo B), com 4%; Gilberto Lopes (PSOL), com 2%; Waldir Caldas (NOVO), com 2%; o deputado federal Adilton Sachetti ( PRB), com 2%, o ex-vice-governador Carlos Fávaro (PSD), com 1%; e Sebastião Carlos (REDE), com 1%.

O candidato Aladir Albuquerque (PP) não pontuou. Os eleitores que se disseram indecisos somam 71%; os votos em branco e nulo, 13%; outros 7% não responderam.

Como o eleitor poderá votar em dois candidatos para senador, a soma dos cenários de primeiro e segundo votos é igual a 200%. A margem de erro do estudo é de 5%, para mais ou para menos e o intervalo de confiança é de 95%. O Voice Pesquisas ouviu 400 eleitores em de todas as regiões de Várzea Grande, entre os últimos dias 29 e 31 de agosto. O levantamento foi contratado pelo próprio instituto e está registrado no TRE-MT sob o nº MT – 00144/2018.

Voto espontâneo

O instituto também realizou a pesquisa na modalidade espontânea, quando o pesquisador apenas pergunta em quem o eleitor irá votar para o Senado, sem apresentar uma relação de nomes. O resultado foi o seguinte: Jaime aparece com 23%; procurador Mauro, com 5%; Selma Arruda, com 3%; Leitão, com 2%; e Maria Lúcia, com 1%. Os eleitores indecisos somaram 154% (primeiro mais segundo voto); os nulos e brancos, 9%; outros 3% não responderam.

Rejeição

O Voice também mediu a rejeição entre os candidatos ao Senado. Jaime Campos foi o mais rejeitado, com 5%; seguido por Nilson Leitão, com 4%; Procurador Mauro, com 2%; Carlos Fávaro, com 2%; Aladir Albuquerque, com 1%; Waldir Caldas, com 1%; Adilton Sachetti, com 1%; Maria Lúcia Neder, com 1%; Sebastião Carlos, com 1%; Gilberto Lopes, com 1% e Selma, com 1%. Dos entrevistados, 60% disseram que não rejeitam ninguém; 13% não responderam e 7% afirmaram votar nulo ou branco.

Fonte Midia News



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Brasil - Polícia

Bilhetes com ordens do PCC mostram ligação de Deolane com facção


Investigação aponta relação com outras vertentes do crime organizado

Bilhetes que continham ordens internas dos integrantes da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) apreendidos em 2019 em um presídio em Presidente Venceslau, no interior de São Paulo, levaram a polícia a abrir a investigação que culminou na Operação Vérnix, deflagrada nesta quinta-feira (21) pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP) e pela Polícia Civil.

Segundo as informações da Secretaria de Segurança Pública do estado de São Paulo (SSP-SP), os bilhetes não mencionavam o nome da influenciadora e advogada Deolane Bezerra, presa hoje na operação, mas foram o pontapé inicial para as investigações mostrarem que ela recebia valores provenientes de uma transportadora criada pelo PCC, com sede em Presidente Venceslau.

O dinheiro era repassado para outras contas para dificultar o rastreio. Duas dessas contas estão em nome de Deolane, que, segundo as investigações, fazia a lavagem do dinheiro.

Também foram alvo da operação Marco Herbas Camacho, o Marcola, chefe do PCC, que está preso na Penitenciária Federal de Brasília; Alejandro Camacho, irmão de Marcola, também preso em Brasília e notificado sobre a nova ordem de prisão; Paloma Sanches Herbas Camacho, sobrinha de Marcola e apontada como intermediária nos negócios da família, foragida na Espanha; e Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho, sobrinho de Marcola e apontado como o destinatário do dinheiro lavado da família, que estaria na Bolívia.

Interpol

A Polícia Federal e o Ministério Público auxiliam nas buscas internacionais e os investigados entraram na Lista Vermelha da Interpol. Foram expedidos seis mandados de prisões preventivas, além do bloqueio de valores superiores a R$ 327 milhões e apreensão de 17 veículos de luxo e quatro imóveis.

De acordo com o Promotor de Justiça do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) e membro do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), Lincoln Gakiya, as investigações terem chegado até Marcola e seu irmão Alejandro é importante porque mostram que, apesar de presos, ambos deixaram ordens pendentes e comunicações fora da cadeia.

Gokiya ressalta que as cartas encontradas na penitenciária em 2019 levaram as investigações até a transportadora.

“A empresa pertencia de fato à família Camacho, onde foi lavado esse dinheiro. O Marcola tem mais de 300 anos de pena para cumprir e ele certamente responderá a um novo processo, provavelmente sofrendo condenação nesse caso”, disse.

O promotor ressaltou que certamente haverá desdobramentos da Operação Vérnix, com o envolvimento de Deolane com outras pessoas e também com empresas ligadas a apostas – as bets.

“Nesse período de sete anos, mas principalmente de 2022 em diante, ela teve um aumento muito grande em seu faturamento. Inclusive sem correlação com o trabalho prestado. Então, isso vai gerar sonegação fiscal, vai gerar outras lavagens”, explicou.

Segundo o procurador-geral de Justiça de São Paulo, Paulo Sérgio de Oliveira e Costa, com a abertura dos sigilos bancário e fiscal, a investigação descobriu que Deolane mantém relacionamento com outras vertentes do crime organizado. As investigações revelaram que a influenciadora funciona como uma espécie de caixa do crime organizado.

Costa explica que, pelo poder econômico que a advogada adquiriu ao longo do tempo e influência, o crime organizado deposita esses valores nessa figura pública, e esse dinheiro acaba se misturando com o dinheiro de outras atividades.

“Quando é necessário, esses recursos retornam para o crime organizado. A prisão de uma influencer como essa, com mais de 20 milhões de seguidores, tem caráter pedagógico. Esperamos que cause um efeito de inibição”, afirmou o procurador.

Flávia Albuquerque – Repórter da Agência Brasil


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