Primavera do Leste / MT - Quinta-Feira, 30 de Abril de 2026

HOME / NOTÍCIAS

cidade

O Melhor de Mim – projeto de auriculoterapia vai contribuir com a rotina do autista



A Secretaria de Saúde colocou mais essa ferramenta a serviço da população

Foi com a ideia de duas servidoras comprometidas em levar bem-estar à população e, de maneira especial a um público específico, os autistas, que surgiu o projeto que recebeu apoio incondicional da secretária Laura Kelly e do prefeito Léo Bortolin e, pode ser um divisor de águas nas práticas oferecidas aos autistas. A auriculoterapia pode ser uma ferramenta eficiente para amenizar a ansiedade e o dia a dia das crianças e, conseqüentemente a rotina das famílias.

Roberta Bernadelli e Priscila Akemi Ogasawara, enfermeira e nutricionista, idealizadoras do Projeto O Melhor de Mim, explicam que aauriculoterapia é uma especialidade da Medicina Tradicional Chinesa, um sistema independente que pode, além de aliviar dores, tratar cerca de 200 enfermidades. Segundo manuscritos antigos encontrados na China, o pavilhão auricular – orelha – possui estreita relação com o resto do corpo. No final dos anos 40, o médico francês Paulo Nogier, desenvolveu um sistema de diagnóstico a partir de diversos estudos em que ele mostra as semelhanças dos pontos da auriculoterapia com a anatomia de um feto.

Segundo estudos com teses devidamente comprovadas, a auriculoterapia é uma técnica da acupuntura que utiliza a orelha para efetuar o tratamento de diversas enfermidades. Ela trabalha apenas com pontos situados na orelha, que compreendem um microssistema do organismo humano – ou seja, a representação de todo o corpo está contida no pavilhão auricular,
um “mapa” que corresponde a todos os órgãos e estruturas do corpo e permite com que se atue no organismo de maneira ampla.

A secretária de Saúde, Laura Kelly, apoiou incondicionalmente a iniciativa das servidoras por entender que a auriculoterapia vai oferecer benefícios para os autistas que merece atenção especial do serviço público de saúde – “queremos oferecer a população outros projetos que possam levar conforto para o cidadão, temos compromisso com a saúde e o bem estar das famílias que precisam de políticas públicas e, estamos orgulhosas das  servidoras que demonstraram um alto grau de comprometimento com o serviço público”.

A representante da AMA no evento, Renata Polato, psicóloga, reconheceu a importância do poder público em se atentar para esse problema, que necessita de várias intervenções e a auriculoterapia será mais um instrumento a serviço das famílias, “não conheço ainda os benefícios desse tratamento para os autistas especificamente, mas pesquisei e, vamos acreditar no sucesso dessa iniciativa”.

As idealizadoras Roberta e Priscila montaram o projeto imaginando um atendimento mais abrangente, embora quisessem algo mais específico, para poder avaliar com mais precisão os resultados desse trabalho. “Tivemos a feliz ideia de trabalhar, aplicar a auriculoterapia nas crianças autistas e, estamos vivendo a expectativa natural, mas confiantes quanto aos resultados”.

O prefeito Léo Bortolin reiterou que ao tomar conhecimento do projeto, “deferi imediatamente por acreditar que iniciativas dessa natureza, com perfil inovador terá sempre o apoio da nossa gestão, precisamos sair do automático, do óbvio e avançar, ousar e, nesse momento só tenho que agradecer toda a equipe envolvida nesse projeto”.

O projeto prevê atendimento toda segunda-feira, durante três meses, para cada paciente – ou seja, 12 sessões.

 



COMENTÁRIOS

0 Comentários

Deixe o seu comentário!





*

HOME / NOTÍCIAS

Opinião - política

Diárias oficiais coincidem com evento político em Cuiabá e levantam questionamentos


Relatórios apontam viagens institucionais, mas datas coincidem com lançamento de campanha eleitoral; ausência em programa de saúde local também chama atenção

Viagens oficiais com destino a Cuiabá, justificadas como cumprimento de agenda institucional, têm levantado questionamentos após análise de documentos públicos. Relatórios assinados por assessores e servidores indicam participação em reuniões na Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), com retorno ao município no dia seguinte.

No entanto, as datas dessas viagens coincidem com o período do lançamento da campanha de Léo, realizado na capital. A sobreposição entre compromissos oficialmente descritos como institucionais e um evento político levanta dúvidas sobre a real natureza das agendas cumpridas.

Os documentos registram pagamentos de diárias, incluindo R$ 1.500,00 destinados a Gisely Fernanda Pereira da Silva e R$ 250,00 para Elnatan Oliveira Reis Medeiros, além de outros valores vinculados a deslocamentos com roteiro semelhante: ida à capital, participação em reunião e retorno no dia seguinte.

Relatórios assinados por Gustavo Saint Clair Ferreira Caldeira e Valmislei Alves dos Santos reforçam a justificativa de “cumprimento de agenda parlamentar”, enquanto registros adicionais indicam participação de Gisele Ferreira Ferraz em reuniões na AMM e no INCRA.

Do ponto de vista formal, a documentação apresenta todos os elementos exigidos: declarações de comparecimento, assinaturas e descrição das atividades realizadas.

Ainda assim, a coincidência com um evento político relevante levanta questionamentos sobre o uso de recursos públicos para deslocamentos que podem não ter caráter exclusivamente institucional.

Contraste com agenda local de saúde

Outro ponto que chama atenção é o contraste entre essas agendas na capital e a atuação local dos envolvidos.

Parte dos nomes associados às viagens aparece com frequência em críticas à situação da saúde pública em Primavera do Leste. No entanto, não há registro de presença de alguns desses críticos no lançamento do programa “Vira Saúde”, iniciativa voltada à melhoria do atendimento à população no próprio município.

A ausência em um evento diretamente ligado à saúde pública local reforça o debate sobre prioridades e coerência entre discurso e prática.

Transparência e resultado

Embora os documentos estejam formalmente corretos, especialistas em gestão pública destacam que a transparência não se limita à comprovação de deslocamentos e reuniões, mas também envolve a demonstração de resultados concretos dessas agendas.

Até o momento, não há detalhamento público sobre os impactos diretos dessas viagens para a população.

Diante disso, permanecem as perguntas:

Qual foi o retorno efetivo dessas agendas?
E qual o limite entre compromisso institucional e participação em atividades de natureza política?


Antenado News