Primavera do Leste / MT - Quinta-Feira, 15 de Janeiro de 2026

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Que comecem os jogos, os Vianas definiram colocar o time em campo



Desde as convenções municipais realizada no dia 08/10 para eleições atípicas em Primavera do Leste em decorrência do ex-prefeito Getúlio Viana ter seu registro cassado de vez pelo TSE-Tribunal Superior Eleitoral, enquanto a coligação rival dos Vianas já estavam nas ruas, eles discutiam entre eles quem seria o candidato da coligação “avante Primavera”, coligação com mesmo nome da coligação encabeçada por Getúlio nas eleições que concorreu sub judice e teve a maioria dos votos assumindo por força de liminar. Enquanto discutiam, o presidente do PSC – Partido Social Cristão Oziel de Oliveira garantia que Carmen que é sua esposa e ocupa o cargo de vereadora seria a candidata ao cargo, chegando a ser desmentido pela presidente do diretório municipal do PDT- Partido Democrático Trabalhista, mas veio um entendimento na sexta-feira, 20, e escolheram Carmem Borges como candidata a prefeita e o vereador Neri Gaiteiro para vice. Os histórico das disputas eleitorais no município de Primavera não é nada animador, regado a acusações, denúncias até ameaças e espancamento como no caso do ex-vereador Manoel Messias, tudo isso fazem parte da biografia das disputas, e agora com as redes sociais, verdadeiras gangues virtuais se mantem de plantão, alguns acusam outros defendem, outros mostram proposta e segue o jogo.

Getúlio quando foi afastado do cargo que era mantido por liminar, afirmou que iria indicar alguém para votarem, que ele e seu grupo ajudariam administrar a cidade, algo inédito aconteceu, lançaram uma candidata sem ter o sobrenome do grupo político deles, evangélica, nada contra religião de ninguém, mas os conceitos não batem muito com estilo do grupo administrar.

De fato a coligação “Renovação que Une”, tem adversários em campo, e os eleitores tem opção de escolher, ouvir propostas, olhar o passado dos candidatos e apoiadores, pois a política tem por obrigação de servir a toda comunidade acima de pequenos grupos ou família tornando a democracia possível, separando o bem do mau deixados nos ensinamentos bíblicos, “1 Pedro 3,11 afaste-se do mal e pratique o bem; busque a paz e nela persevere”.

Esta mesma disposição de campanha tem que ocorrer no exercício da cidadania durante todo o mandato, diálogo com os poderes e o povo, pois o poder emana do povo, e todos tem o direito de falar com seus representantes na busca de melhorias coletivas. Agora que tem uma disputa é ouvirmos as propostas, possibilidades de cumpri-las legalmente e praticar a justiça em nosso município.

Confira o áudio da entrevista de Getúlio afirmando que iria indicar e ajudar administrar.  

Foto: Internet 

Com A Palavra / Editorial / Opinião 

 

 



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A Palavra - política

POLÍTICA: Primavera do Leste: caso das 34 casas do TAC expõe omissão da gestão passada e desmonta ataque de vereador


Vereador que hoje posa de fiscal foi líder do governo Léo Bortolin na Câmara até 31 de dezembro de 2024, período em que a prefeitura era alvo apenas de elogios; agora, atua para defender o mesmo grupo político que deixou passivos urbanos e administrativos e tenta transferir a responsabilidade à gestão atual.

 

A discussão sobre as 34 casas populares voltou ao centro do debate político em Primavera do Leste, mas precisa ser tratada com honestidade histórica. O problema existe, é real e precisa ser enfrentado com seriedade: moradias sem a devida ligação de água e esgoto expõem famílias a riscos sanitários, comprometem a dignidade e evidenciam falhas graves de planejamento. O que não se pode admitir é a tentativa de atribuir esse cenário exclusivamente à atual gestão, ignorando deliberadamente como — e por quem — ele foi construído.

 

Essas 34 casas não surgiram como um projeto habitacional convencional. Elas foram edificadas a partir de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), firmado para corrigir uma situação anterior e garantir uma compensação social concreta. O acordo estabelecia obrigações claras: a construção das unidades habitacionais e, por parte do Município, a entrega do terreno em condições adequadas, com infraestrutura mínima que permitisse a ocupação digna das moradias.

 

Esse ponto é central — e costuma ser convenientemente omitido nos ataques recentes. A Prefeitura, sob a gestão do ex-prefeito Léo Bortolin, não entregou o terreno conforme previsto no TAC, nem no tempo nem nas condições pactuadas. A consequência foi direta: casas avançaram, mas o entorno urbano não acompanhou, criando o impasse que hoje afeta as famílias já sorteadas.

 

A cronologia desmonta qualquer tentativa de distorção. Somente em agosto de 2024, já no apagar das luzes da gestão passada, é que foram executadas as ruas da área onde estão localizadas as casas. Ou seja, a infraestrutura básica do terreno só começou a ser regularizada quando o mandato estava no fim e a responsabilidade já estava sendo empurrada para o governo seguinte. Não se trata de interpretação política, mas de sequência objetiva dos fatos.

 

É nesse contexto que ganha contorno a atuação do vereador conhecido como Crocodilo. Hoje, ele usa redes sociais para atacar a gestão do prefeito Sérgio Machnic como se fosse um agente externo, recém-chegado à política municipal. Não é. Crocodilo foi líder do governo Léo Bortolin na Câmara Municipal, cargo que não se ocupa por acaso. Líder de governo é articulador, defensor político e operador direto das decisões do Executivo dentro do Legislativo.

 

Mais do que isso, Crocodilo sempre foi o braço direito político do ex-prefeito. Registros públicos, agendas e a própria atuação parlamentar mostram que sua relação com Léo Bortolin vai além da formalidade institucional. Ele não apenas apoiava: participava das decisões, ajudava a sustentar a gestão e atuava como linha de frente na defesa do governo passado.

 

Durante todo o período em que exerceu essa função, até 31 de dezembro de 2024, não houve um único movimento público do vereador denunciando falhas na infraestrutura das casas do TAC. Não houve cobrança, não houve alerta, não houve indignação. Ao contrário: o tom era de elogios, alinhamento e defesa irrestrita da prefeitura. Os mesmos problemas que hoje viraram discurso inflamado simplesmente não existiam na narrativa do líder do governo.

 

Essa mudança de postura não é fruto de “descoberta tardia”, mas de conveniência política. O grupo que comandou a prefeitura deixou pendências estruturais, secretarias sucateadas e problemas empurrados para frente. Agora, fora do poder, tenta se reposicionar como fiscal severo, usando as famílias já sorteadas como instrumento de pressão política e emocional contra a gestão que herdou o passivo.

 

Esse contexto ajuda a explicar por que a entrega das 34 casas só está se viabilizando agora, em 2026, com previsão de ocorrer nos próximos dias. O avanço só foi possível após a gestão do prefeito Sérgio Machnic abrir diálogo direto com o empresário responsável pela obra, ainda em fevereiro de 2025. Na ocasião, mesmo diante da ausência de infraestrutura que deveria ter sido garantida pela Prefeitura na gestão do ex-prefeito Léo Bortolin — como ruas asfaltadas, rede de água e esgoto —, o empresário aceitou ir adiantando a conclusão das casas, evitando que o processo permanecesse completamente paralisado. Se hoje existe perspectiva real de entrega, isso se deve à articulação da atual gestão para destravar um impasse herdado.

 

Há ainda um dado decisivo que desmonta por completo a tentativa de transferência de culpa. Se dependesse exclusivamente da condução da gestão do ex-prefeito Léo Bortolin, a previsão real é que essas casas só seriam entregues em 2027. Isso porque, nos termos do próprio TAC, o empresário só seria formalmente notificado para as correções finais depois de concluídas etapas que cabiam ao Município. Em outras palavras: se a Prefeitura não entregou o terreno conforme acordado — com ruas, água e esgoto —, não havia como imputar ao empresário a responsabilidade por atrasos decorrentes dessa omissão. A lógica é simples e objetiva: quem não cumpre a própria obrigação não pode cobrar cumprimento alheio.

 

Há uma diferença clara entre fiscalizar e fingir que não se fez parte do problema. Cobrar água e esgoto é legítimo. Fazer isso omitindo que a origem das 34 casas está num TAC, que o terreno não foi entregue conforme o acordo e que as ruas só foram abertas às pressas no fim do mandato anterior é desonesto com o eleitor e cruel com os beneficiários.

 

Primavera do Leste não precisa de encenação nem de salvadores tardios. Precisa de solução concreta para as famílias, responsabilidade histórica e verdade. Quem ajudou a criar o problema — como líder de governo, aliado político e braço direito do ex-prefeito — não pode agora posar de herói. Principalmente quando o ataque tem endereço político claro: proteger o grupo de Léo Bortolin e tentar fragilizar quem assumiu a prefeitura enfrentando o estrago deixado.


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