Detentos cavam túnel em presídio de MT e estocam terra em sacos dentro de cela

Buraco foi encontrado na cela 3 do raio 1 — Foto: Divulgação

Buraco foi encontrado na cela 3 do raio 1 — Foto: Divulgação

Segundo o governo, o túnel foi encontrado na cela 3 do raio azul.

A terra retirada durante a escavação foi estocada dentro da cela. Cerca de 80 detentos de duas celas poderiam escapar pelo buraco.

Terra da escavação foi estocada em sacos dentro da cela — Foto: Divulgação

Terra da escavação foi estocada em sacos dentro da cela — Foto: Divulgação

A Polícia Civil está investigando quais detentos participaram da ação. Os detentos foram encaminhados para outra ala, após o local ser isolado e túnel concretado.

Um Procedimento Administrativo Disciplinar (PAD) deve ser instaurado para apurar a responsabilidade pela tentativa de fuga.

Fonte: G1 Mato Grosso

Quatro suspeitos de roubo a agência bancária de MT são mortos pela PM; R$ 200 mil e forte armamento são apreendidos

Armas e dinheiro foram recuperados pela Polícia Militar. — Foto: PM-MT/Assessoria

Armas e dinheiro foram recuperados pela Polícia Militar. — Foto: PM-MT/Assessoria

Quatro suspeitos de explodir caixas eletrônicos e o cofre de um banco nessa quarta-feira (19) em Ipiranga do Norte, a 455 km de Cuiabá, foram mortos em confronto com a Polícia Militar nesta quinta-feira (20).

O confronto foi registrado na zona rural de Itanhangá, a 447 km de Cuiabá.

As equipes da Força Tática do 3° Comando Regional (Sinop e Sorriso) foram recebidas a tiros pelos suspeitos.

Segundo a Polícia Militar, a quadrilha estava armada com fuzil, espingarda e pistola. Eles atacaram a agência bancária por volta de 3h30. Os assaltantes renderam um guarda que estava na rua, quebraram lâmpadas e a porta dianteira do banco.

De acordo com a PM, após a explosão, a quadrilha fugiu em uma picape e levou o refém. Ele foi liberado em seguida sem ferimentos.

A polícia apreendeu um fuzil AK-47 contendo três carregadores e mais de 80 munições calibre 7,62; duas espingardas e 30 munições; uma pistola calibre.9mm contendo 17 munições; 75 munições calibre .40; quatro balas clavas; um colete balístico; diversos explosivos; além de mais de R$ 200 mil.

Fonte: G1 Mato Grosso

Grupo suspeito de monopolizar saúde em MT é alvo de 2ª fase de operação

Segunda fase da Operação Sangria — Foto: Tiago Terciotty/TV Centro América

Segunda fase da Operação Sangria — Foto: Tiago Terciotty/TV Centro América

Oito integrantes da organização criminosa que montou um esquema para monopolizar a saúde em Mato Grosso, por meio de serviços médicos hospitalares, são alvos da segunda fase da operação ‘Sangria’, deflagrada na manhã desta terça-feira (18), pela Polícia Civil de Mato Grosso.

De acordo com a Polícia Civil, devem ser cumpridos oito mandados de prisão preventiva e quatro buscas e apreensão.

Os alvos da segunda fase, entre eles três médicos, um gerente de licitação, um coordenador financeiro e funcionários das empresas prestadoras de serviços médicos hospitalares, são investigados em crimes de obstrução à justiça praticada por organização criminosa e coação no curso do processo.

A operação, feita a partir de investigação da Delegacia Especializada de Crimes Fazendários e Contra a Administração Pública (Defaz), é desdobramento do cumprimento de onze mandados de busca e apreensão da primeira fase da operação, no dia 4 de dezembro.

Segunda fase da Operação Sangria é realizada em Mato Grosso pela Polícia Civil — Foto: Tiago Terciotty/TV Centro América

Segunda fase da Operação Sangria é realizada em Mato Grosso pela Polícia Civil — Foto: Tiago Terciotty/TV Centro América

A operação apura irregularidades em licitações e contratos firmados com as empresas Proclin, Qualycare e a Prox Participações, firmados com o município de Cuiabá e o governo estadual.

Um segundo inquérito policial foi aberto no dia 14 de dezembro depois que a Polícia Civil detectou que os investigados estavam obstruindo o trabalho da Justiça.

A delegada da Defaz, Maria Alice Barros Martins Amorim, disse que os investigados destruíram, ocultaram e coagiram testemunhas, além de usar força política para atrapalhar a operação. Outros suspeitos, ainda, fizeram pagamentos pendentes para encobrir as fraudes.

Ainda conforme a Polícia Civil, ficou constatado que o grupo criminoso teria destruído provas e apagado arquivos de computadores para dificultar as investigações, além de ameaças feitas às testemunhas.

A investigação da operação Sangria apura fraudes em licitação, organização criminosa e corrupção ativa e passiva, referente a condutas criminosas praticadas por médicos, administrador de empresa, funcionários públicos e outros, tendo como objeto lesão ao erário, vinculados a Secretaria de Estado de Saúde e a Secretaria Municipal de Saúde, através de contratos celebrados com as empresas usadas pela organização.

Segundo a apuração, a organização mantém influência dentro da administração pública, no sentido de desclassificar concorrentes, para que ao final apenas empresas pertencentes a eles possam atuar livremente no mercado.

A investigação demonstra que a organização criminosa, chefiada por médicos, estão deteriorando a saúde pública de Cuiabá e de Mato Grosso.

Levantamento feito pela Central de Regulação de Cuiabá, em 2017, aponta que 1.046 pessoas aguardavam por uma cirurgia cardíaca de urgência e outras 390 por um procedimento cardíaco eletivo.

Huark Douglas foi afastado e exonerado após a 1ª fase da Operação Sangria — Foto: Luis Alves/Prefeitura de Cuiabá

Huark Douglas foi afastado e exonerado após a 1ª fase da Operação Sangria — Foto: Luis Alves/Prefeitura de Cuiabá

Primeira fase

Na primeira fase da operação, o secretário municipal de Saúde, Huark Douglas Correia, foi alvo da polícia. Ele acabou afastado e exonerado do cargo um dia depois da operação.

Nome da Operação

O nome da operação ‘Sangria’ remete a uma modalidade de tratamento médico que estabelece a retirada de sangue do paciente como tratamento de doenças, que pode ser de diversas maneiras, incluindo o corte de extremidades, o uso de sanguessugas ou a flebotomia.

Fonte: G1 Mato Grosso

Assaltantes roubam posto de combustível e sofrem acidente durante fuga

Suspeito sofre acidente após assalto — Foto: Polícia Militar - MT

Suspeito sofre acidente após assalto — Foto: Polícia Militar – MT

Dois homens assaltaram um posto de combustíveis, na tarde desta segunda-feira (17), na Rodovia Mário Andreazza, em Cuiabá. Na fuga, sofreram um acidente, ficaram feridos e foram encaminhados para o Pronto Socorro da capital.

De acordo com a Polícia Militar, os suspeitos invadiram um posto de combustíveis, renderam uma funcionária com uma coronhada na cabeça, pegaram o malote e um resolver calibre 38, e fugiram.

Na fuga, os dois sofreram o acidente. As causas do acidente ainda estão sendo apuradas. Testemunhas disseram à polícia que a filha do proprietário do posto teria seguido os assaltantes e batido na traseira da moto, provocando o acidente.

Segundo suspeito também fica ferido em acidente após assalto — Foto: Polícia Miltiar- MT

Segundo suspeito também fica ferido em acidente após assalto — Foto: Polícia Miltiar- MT

No entanto, essa versão não foi comprovada pela polícia.

Os policiais confirmaram, no entanto, que o malote foi recuperado por um dos funcionários do posto que esteve no local do acidente.

Fonte: G1 Mato Grosso

Com “bagagem recheada”, mulher é presa com 55 kg de maconha na rodoviária

Uma mulher de 36 anos, acabou presa pela Polícia Militar (PM) na noite deste domingo (16), após uma denúncia relatando que ela estaria com cerca de 55 quilos de maconha em duas malas; e que tinham sido deixadas no guarda volume do Terminal Rodoviário Alberto Luiz, no bairro Jardim Belo Horizonte, em Rondonópolis. A mulher disse aos policiais que está em cumprimento de pena de prisão domiciliar na cidade de Bela Vista, Goiás.

De acordo com os dados que constam no Boletim de Ocorrência (BO) de número: 2018388219, PM foi acionada via Centro Integrado de Operações de Segurança Pública de Mato Grosso (CIOSP) relatando sobre o peso das malas que estava acima do convencional transportado.

Os Policiais se deslocaram até a o terminal e encontraram a mulher com nervosismo aparente, disse aos policiais que a droga teria sido deixada no guarda volume da rodoviária e que tinha saído do Paraguai com destino ao Estado de Goiás.

A mulher acabou detida e o material apreendido foi encaminhado até a 1ª Delegacia de Polícia (1ªDP) em Rondonópolis.

Fonte: AgoraMT

Força-tarefa fecha 2 clínicas para dependentes químicos e uma delas amarrava pacientes

Duas clínicas de reabilitação de dependentes químicos em Várzea Grande foram fechadas após uma fiscalização feita pela força-tarefa montada pelo Ministério Público Estadual em parceria com a Polícia Civil, Politec, Vigilância Sanitária em Saúde e a Coordenação de Saúde Mental. Na ocasião, a dona de uma das clínicas e um funcionário foram presos em flagrante.

Foram fechadas a Clínica de Recuperação Nova Mulher (que abrigava 14 adolescentes do sexo feminino) e a Clínica de Recuperação Liberdade (com 53 adultos e 10 adolescentes do sexo masculino).

Entre os problemas detectados está o funcionamento sem alvará sanitário, a ausência de responsável técnico perante o Conselho Regional de Medicina, medicamentos sem conhecimento de origem e armazenados em locais impróprios e internos que informaram sofrer maus-tratos.

Conforme relatos colhidos no local, nos casos em que os pacientes ficavam agressivos eles eram amarrados até se “acalmarem” ou, ainda, eram obrigados a ingerir medicação (calmantes). Os que se negavam a fazer uso via oral recebiam a sedação de forma intravenosa.A fiscalização integrada encontrou também dois pacientes que eram mantidos em cárcere privado. Eles não sabiam quem os levou e nem ao certo a quanto tempo estavam ali. Além disso, foi constatado que as clínicas não comunicavam ao Ministério Público Estadual, no prazo de 72 horas, a internação involuntária de pacientes.

“Realizamos essa força-tarefa, em parceria com outras instituições, com o objetivo de assegurar a qualidade do tratamento oferecido por estas clínicas aos pacientes. Várias denúncias envolvendo essas comunidades terapêuticas chegaram até o Ministério Público. Fomos in loco fazer as averiguações porque é nosso papel resguardar a integridade física e psicológica do indivíduo”, disse o promotor de Justiça Marcelo Lucindo.

Com a interdição das duas clínicas os pacientes estão sendo encaminhados às suas cidades de origem, já que a maioria deles é do interior do Estado. Os municípios mantêm convênios que variam de 6 a 9 meses com as comunidades terapêuticas para encaminhar pacientes para tratamentos.

Outro problema constatado pela fiscalização é que as pessoas ficavam nas clínicas até o fim do prazo do contrato. Quem, por exemplo, estivesse recuperado em 4 meses tinha que ficar até o fim do prazo do convênio. Por outro lado, quem ainda não estava bem e o convênio expirava era mandado para casa da mesma forma, não tendo assim nenhum tipo de critério técnico para dar alta ou manter uma pessoa internada no local.

Conforme o delegado que acompanhou a fiscalização integrada, Bruno Barcellos, da 1ª Delegacia de Polícia de Várzea Grande, assim que chegaram à Clínica Liberdade, a equipe de fiscalização recebeu a informação de que um funcionário teria escondido medicamentos no porta-malas de um carro.

Ao checarem a informação encontraram diversos medicamentos (tarja preta) guardados dentro do carro. A fiscalização constatou, ainda, que, na Clínica Liberdade dos 59 internos a maioria precisava de acompanhamento medicamentoso com fármacos de controle especial.

No entanto, os medicamentos utilizados pelos internos encontravam-se de forma desorganizada, muitos sem identificação. Apesar de ficarem armazenados em sala que se apresentava como enfermaria, a clínica não tinha nenhum responsável farmacêutico para a guarda adequada.

“A Vigilância Sanitária fez a apreensão dos medicamentos e repassou para nós, que remetemos para a perícia. Esta prática delitiva está prevista no artigo 273 do Código Penal”, explica o delegado.

Fonte: RD News

PF cumpre 8 mandados em operação para combater crimes previdenciários

PF cumpre mandados de busca e apreensão durante operação — Foto: PF/Divulgação

PF cumpre mandados de busca e apreensão durante operação — Foto: PF/Divulgação

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira (13), uma operação para combater crimes previdenciários em Mato Grosso. Ao todo, devem ser cumpridos oito mandados de busca e apreensão. Os alvos da Operação Opus Ficta não foram divulgados.

As ordens judiciais foram expedidas pela 5ª Vara da Justiça Federal em Mato Grosso. Os mandados são cumpridos em Cuiabá e Várzea Grande, na região metropolitana da capital.

As investigações da operação tiveram início em 2017. À época, informações fornecidas pela Coordenação de Inteligencia Previdenciária (Coinp-MT) denunciavam a inserção de vínculos empregatícios falsos no sistema previdenciário, através da Guia de Recolhimento do FGTS.

A fraude, segundo a PF, era feita com a inserção de vínculos laborais inexistentes com empresas que já tinham encerrado as atividades.

Mandados são cumpridos em Cuiabá e Várzea Grande — Foto: PF/Divulgação

Mandados são cumpridos em Cuiabá e Várzea Grande — Foto: PF/Divulgação

A irregularidade teria possibilitado a concessão e manutenção de benefícios previdenciários fraudulentos.

O suposto esquema teria participação de dois servidores do INSS, um contador e três pessoas. Eles devem responder por estelionato contra a autarquia previdenciária e inserção de dados falsos em sistema de informações.

A estimativa da PF é que os prejuízos aos cofres públicos seja de R$ 3 milhões.

A origem do nome da operação vem do latim e significa ‘trabalho fictício’.

Fonte: G1 Mato Grosso

Assaltantes roubam produtos avaliados em R$ 200 mil de transportadora e fogem com uniforme de funcionários

Funcionários de transportadora são feitos reféns durante assalto — Foto: TVCA/Reprodução

Funcionários de transportadora são feitos reféns durante assalto — Foto: TVCA/Reprodução

Três assaltantes invadiram uma transportadora em Cuiabá, na madrugada desta quinta-feira (13),e roubaram um caminhão com produtos avaliados em R$ 200 mil. Além dos produtos, os ladrões levaram celulares e dinheiro dos funcionários do estabelecimento.

Para deixar o local sem levantar suspeita, os assaltantes ordenaram que os funcionários tirassem os uniformes e fugiram com eles.

Ao todo, os assaltantes levaram 15 toneladas de produtos, entre eletrodomésticos e artigos de supermercado.

Funcionários foram obrigados por assaltantes a tirar uniforme — Foto: TVCA/Reprodução

Funcionários foram obrigados por assaltantes a tirar uniforme — Foto: TVCA/Reprodução

Dois dos três assaltantes estão foragidos. Um adolescente de 17 anos que participou da ação foi apreendido.

O menor havia deixado o Centro Socioeducativo de Cuiabá há 10 dias e já tem passagens por estelionato e violência doméstica. Ele deve ser encaminhado novamente para a unidade.

Fonte: G1 Mato Grosso

Ambulante é detido em Cuiabá com quase 5 mil CDs e DVDs piratas em banca

Ambulante foi detido em Cuiabá com quase 5 mil CDs e DVDs piratas em banca — Foto: Polícia Civil de Mato Grosso/Assessoria

Ambulante foi detido em Cuiabá com quase 5 mil CDs e DVDs piratas em banca — Foto: Polícia Civil de Mato Grosso/Assessoria

Quase 5 mil CDs e DVDs piratas foram apreendidos na tarde de terça-feira (11) pela Delegacia Especializada do Consumidor (Decon), no Bairro Tijucal, em Cuiabá.

De acordo com a Polícia Civil, a apreensão ocorreu após uma denúncia do comércio de produtos pirateados.

Apreensão foi feita no Bairro Tijucal, em Cuiabá — Foto: Polícia Civil de Mato Grosso/Assessoria

Apreensão foi feita no Bairro Tijucal, em Cuiabá — Foto: Polícia Civil de Mato Grosso/Assessoria

Os produtos estavam em uma banca na Avenida Espigão. No local os policiais apreenderam 2,1 mil CDs e 2,5 mil DVDs. O dono do local, de 31 anos, foi conduzido à delegacia.

Ainda conforme a Decon, ele responderá por crime contra a propriedade imaterial, de natureza de violação de direito autoral. Os produtos estavam expostos para venda ao público que transitava pela região.

Fonte: G1 Mato Grosso

PF mapeia 16 fazendas do tráfico e uma delas chama “Branca”, em alusão à “coca”

Organização criminosa liderada por um dos maiores traficantes da América do Sul, Luiz Carlos da Rocha, o “Cabeça Branca” tinha uma mega estrutura em Mato Grosso.

Investigando a atuação dele, a Polícia Federal identificou pelo menos 16 fazendas utilizadas para pousos de aeronaves carregadas de cocaína, vinda da Bolívia, Colômbia e Peru. Um total de 40 mil hectares.

Segundo a PF, um núcleo atuava em Mato Grosso e outro no Paraná.

“Cabeça Branca” foi preso em Sorriso (a 290 km de Cuiabá) em 2017 na Operação Spectrum.

A Spectrum chegou à quarta fase, denominada Sem Saída, desencadeada na quinta (22), envolvendo o ex-prefeito de Brasnorte.

Organização extremamente respeitada no mundo do crime”, afirmou o delegado Roberto Biasoli, durante coletiva de imprensa na sede da PF em Curitiba.

De acordo com o delegado coordenador da Operação, Elvis Aparecido Secco, que também participou da coletiva, em Mato Grosso, a maioria dos mandados foi cumprida em fazendas. “Um mar de terras”, comenta.

Fazendeiro do pó

Dos cerca de R$ 665 milhões apreendidos do tráfico pela Polícia Federal em 2017, metade era de Cabeça Branca. O traficante tinha mansões com vista para o mar e carros luxuosos em vários estados, além de fazendas em Mato Grosso. As propriedades rurais ficavam em nomes de laranjas e eram usadas para lavar o dinheiro do crime.

Um mar de terras

Delegado da PF, Elvis Secco

Uma de suas fazendas fica em Tapurah (a 431 km de Cuiabá). Tem cerca de 2 mil hectares de soja. Outra está localizada em Marcelândia (524 km). Também produz soja e, mesmo com o traficante preso, já foi arrendada para outros produtores. Uma terceira propriedade, chamada de Por do Sol, foi abandonada logo após sua prisão, em julho de 2017.

Meses antes de ser preso, o traficante tentou comprar uma propriedade em Campo Novo do Parecis (404 km). O local se chamava “Branca” e já era utilizado como ponto do comércio de drogas. Pilotos que traziam a cocaína da Bolívia de avião passavam pelo local e lançavam os pacotes, que eram recolhidos por uma equipe em terra.

Em maio deste ano a PF deflagrou a operação Efeito Dominó, após a deleção de Carlos Alexandre de Souza Rocha, conhecido como “Ceará”. Ele atuava na Lava Jato com o doleiro Alberto Youssef e firmou acordo de delação premiada com a Procuradoria-Geral da República (PGR). Segundo as investigações da polícia, Cabeça Branca, era “cliente vip” dos doleiros.

narcotr�fico

Aeronave do narcotráfico flagrado pela Polícia Militar em fazenda de MT. Em muitas delas tem pista de pouso. Em outras, a aterrizagem é feita no pasto

De acordo com a PF, a investigação policial apontou uma “complexa e organizada estrutura” destinada à lavagem de recursos provenientes do tráfico internacional de entorpecentes.

As pessoas presas nesta quinta formam o “núcleo principal” da organização ligada ao Cabeça Branca. Quase todos os presos tinham acesso ao criminoso e que o contato com ele era restrito. Os presos, segundo a PF, são doleiros e lavadores de dinheiro.

Ainda de acordo com a PF, Ceará e Cabeça Branca passaram a atuar juntos a partir de 2016. Antes, em 2013, Ceará já trabalhava para traficantes.

2 núcleos

A Sem Saída investiga dois núcleos ligados diretamente ao Cabeça Branca. Um núcleo atuava em Mato Grosso e outro no Paraná. Movimentaram R$ 100 milhões. Delegado Secco afirma que, do total, a maioria é representada por propriedades rurais.

“Apreensão de drogas, por si só, não causa o impacto que a PF deseja”, explica o delegado. Para desmobilizar a criminalidade financeiramente, segundo ele, é preciso atacar a força da organização, que são as fazendas.

Ao longo das etapas da Operação Spectrum, foram apreendidos R$ 600 milhões. O delegado afirmou que a Operação é a maior da história da PF em relação à desarticulação patrimonial de organizações criminosas com atuação no tráfico internacional de drogas e lavagem de dinheiro.

Alvos

Dois dos alvos presos nesta quinta foram identificados por meio de imagens feitas em um shopping em São Paulo, meses antes da prisão do Cabeça Branca. Na época, investigadores chegaram a acreditar que eram seguranças do Cabeça Branca.

A PF admite que a organização criminosa ainda não foi desmantelada no todo, mas está abalada, com o impacto causado com as prisões efetuadas ao longo das quatro etapas e com a desarticulação financeira. Além disso, perdeu o líder, já que Cabeça Branca está preso.

Sem Saída

Nesta nova fase, a Sem Saída, foi marcada pela prisão do ex-prefeito de Brasnorte (a 585 km de Cuiabá), Eudes Tarciso de Aguiar (DEM), do irmão dele, Alessandro Rogério de Aguiar, e do empresário Mauro Laurindo da Silva, sócio da Fama Serviços Administrativos, empresa em Mato Grosso investigada pelo suposto pagamento de propina a políticos e que recebeu repasses de doleiros ligados ao traficante. A Fama está envolvida no esquema de corrupção no Departamento Estadual de Trânsito (Detran-MT).

Fonte: RD News