Primavera do Leste / MT - Quinta-Feira, 30 de Abril de 2026

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Trio é preso com 150 quilos de cocaína



Em ação conjunta do Grupo Especial(Gefron) e a Delegacia Especial de Fronteira (Defron), policiais prenderam três suspeitos e apreenderam cerca de 150 quilos de pasta base de cocaína, no município de Porto Esperidião (330 km de Cuiabá). A droga, dividida em 148 tabletes, estava sendo transportada em um veículo modelo Hyundai, ano 2007, de cor branca.

A interceptação ao veículo ocorreu na estrada Berro D’água, uma vicinal pertencente ao distrito de Vila Cardoso. No carro havia apenas o condutor, que recebia suporte de duas motocicletas, usadas como batedores. Ele foi preso em flagrante delito.

Uma das motocicletas era ocupada por dois suspeitos, que também acabaram presos. A outra motocicleta foi abandonada na via e o piloto fugiu, se embrenhando na mata. Ele continua sendo procurado.

Os presos, a droga e os três veículos utilizados na prática criminosas foram levados para a Delegacia Especial de Fronteira em Cáceres. Entre os antecedentes criminais inicialmente levantados contra os três suspeitos presos, de acordo com registro do Gefron, estão: ameaça, lesão corporal, dano, roubo, direção perigosa resistência, extração de recursos minerais sem autorização, violação de domicílio, receptação e adulteração de sinal de identificação de veículo.

Para o tráfico, essa ação policial gerou um prejuízo estimado de mais de R$ 3 milhões, com a apreensão da droga e dos três veículos, informou a secretaria estadual de Segurança Pública.

Assessoria 



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Opinião - política

Diárias oficiais coincidem com evento político em Cuiabá e levantam questionamentos


Relatórios apontam viagens institucionais, mas datas coincidem com lançamento de campanha eleitoral; ausência em programa de saúde local também chama atenção

Viagens oficiais com destino a Cuiabá, justificadas como cumprimento de agenda institucional, têm levantado questionamentos após análise de documentos públicos. Relatórios assinados por assessores e servidores indicam participação em reuniões na Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), com retorno ao município no dia seguinte.

No entanto, as datas dessas viagens coincidem com o período do lançamento da campanha de Léo, realizado na capital. A sobreposição entre compromissos oficialmente descritos como institucionais e um evento político levanta dúvidas sobre a real natureza das agendas cumpridas.

Os documentos registram pagamentos de diárias, incluindo R$ 1.500,00 destinados a Gisely Fernanda Pereira da Silva e R$ 250,00 para Elnatan Oliveira Reis Medeiros, além de outros valores vinculados a deslocamentos com roteiro semelhante: ida à capital, participação em reunião e retorno no dia seguinte.

Relatórios assinados por Gustavo Saint Clair Ferreira Caldeira e Valmislei Alves dos Santos reforçam a justificativa de “cumprimento de agenda parlamentar”, enquanto registros adicionais indicam participação de Gisele Ferreira Ferraz em reuniões na AMM e no INCRA.

Do ponto de vista formal, a documentação apresenta todos os elementos exigidos: declarações de comparecimento, assinaturas e descrição das atividades realizadas.

Ainda assim, a coincidência com um evento político relevante levanta questionamentos sobre o uso de recursos públicos para deslocamentos que podem não ter caráter exclusivamente institucional.

Contraste com agenda local de saúde

Outro ponto que chama atenção é o contraste entre essas agendas na capital e a atuação local dos envolvidos.

Parte dos nomes associados às viagens aparece com frequência em críticas à situação da saúde pública em Primavera do Leste. No entanto, não há registro de presença de alguns desses críticos no lançamento do programa “Vira Saúde”, iniciativa voltada à melhoria do atendimento à população no próprio município.

A ausência em um evento diretamente ligado à saúde pública local reforça o debate sobre prioridades e coerência entre discurso e prática.

Transparência e resultado

Embora os documentos estejam formalmente corretos, especialistas em gestão pública destacam que a transparência não se limita à comprovação de deslocamentos e reuniões, mas também envolve a demonstração de resultados concretos dessas agendas.

Até o momento, não há detalhamento público sobre os impactos diretos dessas viagens para a população.

Diante disso, permanecem as perguntas:

Qual foi o retorno efetivo dessas agendas?
E qual o limite entre compromisso institucional e participação em atividades de natureza política?


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