Primavera do Leste / MT - Quinta-Feira, 30 de Abril de 2026

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Internado desde o nascimento, bebê de dois meses espera tratamento em Cuiabá



Um recém-nascido de dois meses está a espera de transferência para hospital em Cuiabá para a realização de procedimentos cirúrgicos. A família já obteve decisão judicial para a remoção à unidade especializada, mas até o momento não foi cumprida.


Segundo a tia do bebê, que mora em Cuiabá, Alberth Valentim está na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) neonatal do Hospital Regional de Sorriso (420 km de Cuiabá) desde o nascimento e precisa de tratamento que não é disponibilizado no interior do estado.

 

O bebê nasceu com distúrbio respiratório precoce e foi intubado logo após o nascimento. Para viver, ele segue em ventilação mecânica.


Alberth precisa realizar uma traqueostomia e uma broncoscopia e ambos os procedimentos não são realizados na unidade em que está.


Para o GD, a tia da criança relatou que chegou a passar por tentativas de extubação, mas sem sucesso, pois que o sobrinho não consegue respirar sem ajuda ainda. A condição de saúde do bebê ainda está em investigação.

Agora a mãe e bebê aguardam uma que uma UTI pediátrica da Capital para que seja feito o acompanhamento adequado.

Procurada pela equipe do GD, a Secretaria de Saúde do Estado (SES) ainda não se manifestou a respeito do caso. 

Gazeta Digital 


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Opinião - política

Diárias oficiais coincidem com evento político em Cuiabá e levantam questionamentos


Relatórios apontam viagens institucionais, mas datas coincidem com lançamento de campanha eleitoral; ausência em programa de saúde local também chama atenção

Viagens oficiais com destino a Cuiabá, justificadas como cumprimento de agenda institucional, têm levantado questionamentos após análise de documentos públicos. Relatórios assinados por assessores e servidores indicam participação em reuniões na Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), com retorno ao município no dia seguinte.

No entanto, as datas dessas viagens coincidem com o período do lançamento da campanha de Léo, realizado na capital. A sobreposição entre compromissos oficialmente descritos como institucionais e um evento político levanta dúvidas sobre a real natureza das agendas cumpridas.

Os documentos registram pagamentos de diárias, incluindo R$ 1.500,00 destinados a Gisely Fernanda Pereira da Silva e R$ 250,00 para Elnatan Oliveira Reis Medeiros, além de outros valores vinculados a deslocamentos com roteiro semelhante: ida à capital, participação em reunião e retorno no dia seguinte.

Relatórios assinados por Gustavo Saint Clair Ferreira Caldeira e Valmislei Alves dos Santos reforçam a justificativa de “cumprimento de agenda parlamentar”, enquanto registros adicionais indicam participação de Gisele Ferreira Ferraz em reuniões na AMM e no INCRA.

Do ponto de vista formal, a documentação apresenta todos os elementos exigidos: declarações de comparecimento, assinaturas e descrição das atividades realizadas.

Ainda assim, a coincidência com um evento político relevante levanta questionamentos sobre o uso de recursos públicos para deslocamentos que podem não ter caráter exclusivamente institucional.

Contraste com agenda local de saúde

Outro ponto que chama atenção é o contraste entre essas agendas na capital e a atuação local dos envolvidos.

Parte dos nomes associados às viagens aparece com frequência em críticas à situação da saúde pública em Primavera do Leste. No entanto, não há registro de presença de alguns desses críticos no lançamento do programa “Vira Saúde”, iniciativa voltada à melhoria do atendimento à população no próprio município.

A ausência em um evento diretamente ligado à saúde pública local reforça o debate sobre prioridades e coerência entre discurso e prática.

Transparência e resultado

Embora os documentos estejam formalmente corretos, especialistas em gestão pública destacam que a transparência não se limita à comprovação de deslocamentos e reuniões, mas também envolve a demonstração de resultados concretos dessas agendas.

Até o momento, não há detalhamento público sobre os impactos diretos dessas viagens para a população.

Diante disso, permanecem as perguntas:

Qual foi o retorno efetivo dessas agendas?
E qual o limite entre compromisso institucional e participação em atividades de natureza política?


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