Primavera do Leste / MT - Quarta-Feira, 14 de Outubro de 2026

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A Palavra

Vereador Luis Costa espera que a sensação de justiça, com a prisão do ex-presidente, possa se estender para todos



Da Redação

O Legislador Luis Costa (PR), durante Sessão Ordinária (09) desta segunda, falou sobre a prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em tribuna, e lembrou que a corrupção está em todas as esferas da sociedade e se faz necessária justiça.

“Neste final de semana acompanhei pela televisão a prisão do ex-presidente Lula, que foi comemorado por muitas pessoas. Mas em questionamento, decidi não comemorar. Por quê? Eu não quero que apenas ex-presidente vá para cadeia, eu não sou direita e nem esquerda, eu sou centro, sou o povo, e quero que essa mesma justiça se faça com juiz corrupto, ministro corrupto, vereador corrupto, todos que descumprirem a lei, têm que ir para cadeia também”.

Luis Costa continua a sua fala dando uma cutucada a agentes públicos que já passaram por essa Casa de Leis e foram corruptos, seja na vida pessoal, profissional ou pública.

“Pessoas que já estiveram nesta casa, e não tem moral nenhuma, para ficar falando em redes sociais mau do Lula ou que seja de alguém, porque são corruptos também. A corrupção começa com pequenas coisas, furando fila, sonegando impostos, mas tem gente que fala, ‘vamos passar o Brasil a limpo’, contudo isso não adianta. Temos que olhar pra nós mesmos, para nossas atitudes diárias, temos que mudar o nosso caráter”.

Incisivo o legislador dispara, “não é o político que vira ladrão, é o ladrão que vira político”. Luis Costa explica que, quem já tem o comportamento errado no seu dia a dia, quando entra na política, encontra facilidades para fazer coisas erradas e continua propagando a corrupção.

“Este País precisa ter pessoas serias sim, precisa mudar, precisa renovar a política, precisa de pessoas que tem idéias, que faz política para o povo. Eu vou comemorar sim, quando eu ver muito mais pessoas corruptas sendo presas, ai sim vou ter a sensação de justiça. Este País tem que perseverar”. Finaliza Luis Costa.

 



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Polícia

Relatório sigiloso interrompe júri do caso Giovani em Primavera do Leste


Julgamento foi encerrado após apresentação de documento que não constava nos autos; nova sessão está prevista para janeiro de 2027.

O Tribunal do Júri que analisava o caso da morte de Giovani Henrique Oliveira Lopes foi interrompido na terça-feira (13), no Fórum de Primavera do Leste (MT), após a defesa apresentar um relatório sigiloso que, segundo as informações divulgadas, não constava anteriormente no processo.

 

Diante da apresentação do documento durante a sessão, a juíza responsável decidiu dissolver o Conselho de Sentença, encerrando o julgamento sem que os jurados pudessem decidir sobre a responsabilidade criminal dos acusados.

 

Um novo júri está previsto para janeiro de 2027. A data exata ainda não foi divulgada, e o conteúdo do relatório permanece sob sigilo.

 

Depoimentos foram ouvidos antes da interrupção

 

O julgamento começou na manhã de terça-feira, mais de oito anos após a morte de Giovani. Antes de a sessão ser interrompida, os jurados acompanharam depoimentos relacionados ao crime.

 

Durante o julgamento, Giovana Lopes, esposa da vítima, relatou os acontecimentos que antecederam o homicídio. Segundo seu depoimento, Giovani retornou do Encontro de Violeiros, em Poxoréu, com o nariz quebrado, após se envolver em uma briga.

 

Cerca de dez minutos depois, três homens teriam chegado à residência. A testemunha afirmou que tentou impedir a entrada deles e se colocou à frente do marido para protegê-lo.

 

Ainda conforme o relato apresentado em plenário, ela foi puxada e caiu no chão. Na sequência, Giovani foi atingido por um disparo na cabeça. O filho do casal, que tinha quatro anos na época, estava na residência.

 

Crime aconteceu em maio de 2018

 

Giovani Henrique Oliveira Lopes tinha 23 anos quando foi morto, em 1º de maio de 2018, dentro da própria residência, em Poxoréu.

 

De acordo com a denúncia do Ministério Público de Mato Grosso, o caso teria começado após uma colisão entre veículos no estacionamento do Encontro de Violeiros. O episódio teria provocado uma discussão e agressões envolvendo Giovani e o policial penal Fábio Domingos.

 

A acusação sustenta que, depois de deixar o evento e retornar para casa, Giovani teria sido seguido. Homens teriam chegado ao imóvel, se identificado como policiais e entrado na residência.

 

Segundo o Ministério Público, Fábio Domingos é apontado como autor do disparo que matou a vítima. Ele e Carlos Jesus de Oliveira respondem por homicídio qualificado.

 

Josane Francisca Dias de Souza também integra o processo, respondendo por acusação de disparo de arma de fogo relacionada à confusão ocorrida anteriormente no estacionamento da festa.

 

Patrício Francisco Dias, que também respondia pelo homicídio, morreu durante a tramitação do processo. A Justiça declarou extinta sua punibilidade.

 

Novo julgamento deve ocorrer em janeiro de 2027

 

O processo tramitava inicialmente em Poxoréu, mas a Justiça determinou que o Tribunal do Júri fosse realizado em Primavera do Leste.

 

Com a dissolução do Conselho de Sentença, será necessário convocar novos jurados para analisar o caso em outra sessão.

 

A expectativa é que o julgamento seja retomado em janeiro de 2027, quando o crime estará próximo de completar nove anos.

 

Até a realização do novo júri, não haverá veredicto do Conselho de Sentença sobre as acusações analisadas nessa sessão.

 

Antenado News — Informação e jornalismo regional.


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