Primavera do Leste / MT - Quinta-Feira, 21 de Maio de 2026

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A Palavra

Vereador Luis Costa espera que a sensação de justiça, com a prisão do ex-presidente, possa se estender para todos



Da Redação

O Legislador Luis Costa (PR), durante Sessão Ordinária (09) desta segunda, falou sobre a prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em tribuna, e lembrou que a corrupção está em todas as esferas da sociedade e se faz necessária justiça.

“Neste final de semana acompanhei pela televisão a prisão do ex-presidente Lula, que foi comemorado por muitas pessoas. Mas em questionamento, decidi não comemorar. Por quê? Eu não quero que apenas ex-presidente vá para cadeia, eu não sou direita e nem esquerda, eu sou centro, sou o povo, e quero que essa mesma justiça se faça com juiz corrupto, ministro corrupto, vereador corrupto, todos que descumprirem a lei, têm que ir para cadeia também”.

Luis Costa continua a sua fala dando uma cutucada a agentes públicos que já passaram por essa Casa de Leis e foram corruptos, seja na vida pessoal, profissional ou pública.

“Pessoas que já estiveram nesta casa, e não tem moral nenhuma, para ficar falando em redes sociais mau do Lula ou que seja de alguém, porque são corruptos também. A corrupção começa com pequenas coisas, furando fila, sonegando impostos, mas tem gente que fala, ‘vamos passar o Brasil a limpo’, contudo isso não adianta. Temos que olhar pra nós mesmos, para nossas atitudes diárias, temos que mudar o nosso caráter”.

Incisivo o legislador dispara, “não é o político que vira ladrão, é o ladrão que vira político”. Luis Costa explica que, quem já tem o comportamento errado no seu dia a dia, quando entra na política, encontra facilidades para fazer coisas erradas e continua propagando a corrupção.

“Este País precisa ter pessoas serias sim, precisa mudar, precisa renovar a política, precisa de pessoas que tem idéias, que faz política para o povo. Eu vou comemorar sim, quando eu ver muito mais pessoas corruptas sendo presas, ai sim vou ter a sensação de justiça. Este País tem que perseverar”. Finaliza Luis Costa.

 



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Polícia - política

Prefeito é preso em Brasília na marcha dos prefeitos


Prefeito de Piçarras é investigado pelo MP em denúncia de corrupção em obra pública

Prefeito de Balneário Piçarras foi preso em Brasília nesta terça, durante operação do Gaeco (foto: Divulgação MPSC)

O prefeito de Balneário Piçarras, Tiago Baltt (MDB), foi preso por volta das 6h de terça-feira, em Brasília, onde participava da 27ª Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios. O evento começou na segunda e segue até quinta, reunindo prefeitos de todo o país. Organizada pela Confederação Nacional de Municípios, a programação acontece no Centro Internacional de Convenções do Brasil, na capital federal. Baltt foi detido no hotel, antes de seguir pro segundo dia do encontro.

A prisão faz parte da Operação Regalo, do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco). O ex-prefeito de São João Batista, Pedro Alfredo Ramos (MDB), o Pedroca, também é investigado no esquema, mas não foi preso.

As investigações começaram em 2024 e são conduzidas pelo Grupo Especial Anticorrupção (Geac) de Itajaí. Os procedimentos apuram crimes funcionais praticados por prefeitos e outros agentes públicos.

Segundo o Ministério Público, esta fase da investigação quer aprofundar a coleta de provas sobre contratos de obras e urbanização da orla norte de Piçarras, além de outros contratos firmados no município e em São João Batista.

A suspeita é de atuação conjunta entre grupo político e grupo empresarial em um esquema estruturado de corrupção, com divisão de tarefas entre núcleo empresarial e político-administrativo. Conforme a investigação, havia pagamento de propina equivalente a 3% dos contratos públicos ligados à prefeitura de Piçarras e valores variados em contratos de São João Batista.

Só em Piçarras, as vantagens indevidas obtidas pelos investigados com pagamento de propina chegam a cerca de R$ 485,9 mil, valor que, segundo o MP, teria sido bancado pelos cofres públicos. As investigações também apontam indícios de que integrantes da organização criminosa continuavam agindo de forma “ardilosa e sorrateira”, com pagamento de propinas custeadas por meio de suposto superfaturamento de obras públicas em municípios do litoral norte catarinense.

Atendendo pedido do Ministério Público, a Justiça determinou o sequestro dos valores apontados como propina. Segundo os investigadores, os recursos pagos pelo núcleo empresarial ao núcleo político têm origem ilícita e deverão ser devolvidos aos cofres públicos.

Foram cumpridas seis ordens de prisão preventiva e 37 mandados de busca e apreensão em casas, empresas e órgãos públicos de Timbó, Biguaçu, Balneário Piçarras, São João Batista, Tijucas, Indaial, Itapema, Itajaí, Porto Belo, Bombinhas e Colíder, no Mato Grosso.

Além do prefeito, empresários suspeitos de manter as práticas ilícitas também foram presos preventivamente. Houve ainda cumprimento de mandados contra servidores, ex-servidores e agentes políticos investigados. Os materiais apreendidos durante as diligências serão analisados pelo Geac com apoio do Gaeco. O objetivo é identificar outros envolvidos e aprofundar a apuração sobre a possível rede criminosa.

Em nota, a Prefeitura de Piçarras informou que as equipes técnicas da administração municipal acompanharam a coleta de documentos de investigação do MP. “Administração Municipal adotou uma postura de total colaboração com a operação e com os órgãos responsáveis pela investigação”, informou a prefeitura.

No fim desta tarde, o vice-prefeito Fabiano José Alves (UB) tomou posse como prefeito em exercício, no lugar de Baltt.

Operação Regalo

Segundo o Gaeco, o nome da operação faz referência ao termo “regalo”, que significa mimo, presente ou agrado. No contexto da investigação, a palavra foi usada para identificar as propinas ajustadas entre empresários e agentes políticos.

Fonte: Dioarinho Franciele Marcon


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