Primavera do Leste / MT - Quarta-Feira, 14 de Janeiro de 2026

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WhatsApp da cadeia: Jovens gravam áudios ameaçando atear fogo na casa de prefeito por falta d’água e são presos



Suspeitos enviaram áudios em grupos de WhatsApp e foram presos, em Jaciara. Prefeito registrou boletim de ocorrência após receber ameaças.

Felipe Martins e Charlles Fontaneli foram presos suspeitos de ameaçarem prefeito de Jaciara (Foto: Polícia Civil de MT/Divulgação)

Polícia Civil prendeu dois moradores de Jaciara, a 142 km de Cuiabá, após eles ameaçarem atear fogo na casa do prefeito daquele município, Abduljabar Galvin Mohammad (PSDB), por causa da falta de abastecimento de água na cidade. Charlles Henrique Fontaneli dos Santos, de 24 anos, e Felipe Martins da Silva, de 20 anos, teriam feito ameaças em grupo de WhatsApp. O G1 não localizou a defesa dos suspeitos.

Segundo o prefeito de Jaciara, ele participava de uma reunião com membros da Segurança Pública quando recebeu os áudios. Diante da ameaça, o prefeito registrou um boletim de ocorrência.

“Temos problema de distribuição de água em Jaciara há anos e as reclamações são constantes e isso é normal. Mas ameaçar atear fogo na minha casa já é demais”, afirmou.

Nos áudios que circularam nas redes sociais, um dos suspeitos relembra que, em 1998, a casa do então prefeito do município, Celso Oliveira Lima (PTB), foi queimada durante uma manifestação.

“Aqui não chega nada e esse prefeito vai ficar olhando aí? Está esperando o quê? A gente tacar fogo na casa dele, igual fizeram com Celso? Na casa dele será que está faltando água? Duvido muito. Se estiver faltando, ele compra barris de água mineral e nós pagamos, porque ele não pode ficar sem água, só nós que podemos”, disse um dos presos.

Na sequência, o outro suspeito concorda com o plano. “Eu acho é pouco. Vamos tacar fogo”, afirmou o segundo suspeito.

Segundo a Polícia Civil, o suspeito Felipe Martins saiu recentemente da cadeia. Ele responde pelo crime de tráfico de drogas.

Problemas de abastecimento

À reportagem, o prefeito Abduljabar Mohammad disse que reconhece o problema de abastecimento em Jaciara, afirmando que o setor não recebe investimentos há 15 anos. No entanto, ele disse que inaugurou um reservatório novo recentemente e que, até dezembro, dois novos poços artesianos devem ser perfurados.

“Não irá resolver de uma vez o problema, mas irá amenizar a situação. Os poços artesianos demoraram mais porque dependemos de estudos ambientais, estudo hidrológico, mas isso já está resolvido e estamos muito próximos de resolver o problema”, disse.

Fonte: G1 / MT



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PISCICULTURA: Deputado Nininho mobiliza Assembleia Legislativa, Governo do Estado e agricultores para fomentar produção de peixe em Mato Grosso


Com recursos do Banco Mundial, deputado trabalha para organizar cadeia produtiva, implantar cooperativas e fortalecer piscicultura em Mato Grosso; iniciativa prevê projeto piloto na Baixada Cuiabana

O deputado estadual Ondanir Bortolini – Nininho (Republicanos) está mobilizando a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), o governo estadual e o setor produtivo para reestruturar a piscicultura em Mato Grosso, com foco na Baixada Cuiabana. O parlamentar defende a integração de políticas públicas e a formação de cooperativas para absorver parte dos US$ 100 milhões garantidos junto ao Banco Mundial para a agricultura de pequena escala. A estratégia aponta para a verticalização da produção para retomar o protagonismo do Estado, que atualmente ocupa o sétimo lugar no ranking nacional.

 

Segundo Nininho, a Baixada Cuiabana possui características geográficas que favorecem o pequeno produtor em detrimento da agricultura de larga escala. “A aptidão das áreas aqui é mais voltada para a agricultura familiar e pequena propriedade. Não tem aptidão, muitas vezes, para a agricultura de grande escala. Precisamos achar uma maneira de fomentar essa atividade”, afirma Nininho.

 

A proposta do deputado envolve um consórcio entre a Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf), a Empaer e universidades. O objetivo é criar uma estrutura que reduza custos operacionais, incluindo a produção regional de alevinos e a instalação de fábricas de ração próprias. “Nós vamos agregar mais valor no nosso produto e diminuir o custo dos insumos, o que faz com que a rentabilidade e a margem de lucro fiquem maiores para os nossos produtores”, explica Nininho.

CRÉDITO E COOPERATIVAS

Um dos pilares do projeto de Nininho visa o acesso a recursos internacionais. De acordo com a Seaf, os investimentos do Banco Mundial serão aplicados nos próximos cinco anos, priorizando ações sustentáveis. Para o deputado, a organização em cooperativas é a chave para que o pequeno piscicultor acesse esses fundos. “Nosso objetivo é estruturar toda essa cadeia. A ideia é criarmos cooperativas para incluir no programa do Banco Mundial, buscando recursos a fundo perdido para apoiar o pequeno produtor”, destaca.

 

A industrialização também está no radar do parlamentar. O parlamentar defende a criação de frigoríficos com certificação federal (Sisp/Sif) para que o peixe mato-grossense alcance novos mercados. “Essa cooperativa vai tirar o selo para poder ter a inspeção federal e vender esse pescado lá fora, não somente no mercado interno, mas no externo também”, projeta Nininho.

 

INTEGRAÇÃO TÉCNICA

 

A viabilidade do plano conta com o suporte da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), que propõe um diagnóstico de 800 propriedades para identificar gargalos tecnológicos. “O estudo vai permitir compreender as necessidades dos produtores, aprimorar a compra de insumos e desenvolver tecnologias adequadas à realidade local. O sucesso depende da integração entre pesquisa e produção”, explica o professor Márcio Hoshiba, da UFMT e integrante do Núcleo de Estudos em Pesca e Aquicultura (Nepes).

 

O presidente da Associação Mato-grossense dos Aquicultores (Aquamat), Darci Fornari, defende a integração e a verticalização da produção para aumentar a competitividade. “Temos potencial para sermos o maior produtor de peixe do Brasil. O desafio é fortalecer as cooperativas e reduzir a atuação isolada dos pequenos produtores, que representam 80% do setor. Queremos aplicar o modelo de sucesso das grandes operações também aos pequenos”, comenta.

 

 

 

PROTAGONISMO

 

Mato Grosso produziu 44,5 toneladas de peixe em 2024, com receita estimada em R$ 600 milhões, ocupando atualmente a sétima posição no ranking nacional. Para Nininho, o Estado reúne condições para recuperar o protagonismo no setor, desde que haja planejamento e políticas contínuas de apoio à produção.

 

“Mato Grosso tem os ativos necessários, água e tecnologia, mas carece de gestão integrada. Temos água em abundância e profissionais qualificados. Falta apenas organização e incentivo para retomarmos a liderança”, conclui o parlamentar.

Redação: Sérgio Ober


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