Primavera do Leste / MT - Domingo, 26 de Julho de 2026

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WhatsApp da cadeia: Jovens gravam áudios ameaçando atear fogo na casa de prefeito por falta d’água e são presos



Suspeitos enviaram áudios em grupos de WhatsApp e foram presos, em Jaciara. Prefeito registrou boletim de ocorrência após receber ameaças.

Felipe Martins e Charlles Fontaneli foram presos suspeitos de ameaçarem prefeito de Jaciara (Foto: Polícia Civil de MT/Divulgação)

Polícia Civil prendeu dois moradores de Jaciara, a 142 km de Cuiabá, após eles ameaçarem atear fogo na casa do prefeito daquele município, Abduljabar Galvin Mohammad (PSDB), por causa da falta de abastecimento de água na cidade. Charlles Henrique Fontaneli dos Santos, de 24 anos, e Felipe Martins da Silva, de 20 anos, teriam feito ameaças em grupo de WhatsApp. O G1 não localizou a defesa dos suspeitos.

Segundo o prefeito de Jaciara, ele participava de uma reunião com membros da Segurança Pública quando recebeu os áudios. Diante da ameaça, o prefeito registrou um boletim de ocorrência.

“Temos problema de distribuição de água em Jaciara há anos e as reclamações são constantes e isso é normal. Mas ameaçar atear fogo na minha casa já é demais”, afirmou.

Nos áudios que circularam nas redes sociais, um dos suspeitos relembra que, em 1998, a casa do então prefeito do município, Celso Oliveira Lima (PTB), foi queimada durante uma manifestação.

“Aqui não chega nada e esse prefeito vai ficar olhando aí? Está esperando o quê? A gente tacar fogo na casa dele, igual fizeram com Celso? Na casa dele será que está faltando água? Duvido muito. Se estiver faltando, ele compra barris de água mineral e nós pagamos, porque ele não pode ficar sem água, só nós que podemos”, disse um dos presos.

Na sequência, o outro suspeito concorda com o plano. “Eu acho é pouco. Vamos tacar fogo”, afirmou o segundo suspeito.

Segundo a Polícia Civil, o suspeito Felipe Martins saiu recentemente da cadeia. Ele responde pelo crime de tráfico de drogas.

Problemas de abastecimento

À reportagem, o prefeito Abduljabar Mohammad disse que reconhece o problema de abastecimento em Jaciara, afirmando que o setor não recebe investimentos há 15 anos. No entanto, ele disse que inaugurou um reservatório novo recentemente e que, até dezembro, dois novos poços artesianos devem ser perfurados.

“Não irá resolver de uma vez o problema, mas irá amenizar a situação. Os poços artesianos demoraram mais porque dependemos de estudos ambientais, estudo hidrológico, mas isso já está resolvido e estamos muito próximos de resolver o problema”, disse.

Fonte: G1 / MT



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A Palavra - Opinião

O poderoso chefinho de Primavera?


Conversas de bastidores, nem Riva escapou da busca pelo poder do pré candidato Leonardo

 

No dia 23 de julho, Léo Bortolin lançou oficialmente sua pré-candidatura a deputado estadual. O evento reuniu boa parte dos vereadores de Primavera do Leste, deixando claro que a base política construída ao longo de seus dois mandatos como prefeito continua firme ao seu lado.

 

Léo sempre foi um político acostumado a vencer. Em Primavera do Leste, governou praticamente sem enfrentar adversários com a mesma estrutura política e financeira. Agora, a realidade é diferente. A disputa é estadual, o jogo é mais pesado e os adversários conhecem bem os bastidores do poder.

 

E bastidores, por sinal, é o que não faltam. O comentário que circula nos meios políticos é de que Léo estaria disposto a enfrentar até antigos aliados e lideranças tradicionais do MDB. Há quem diga que nem mesmo o experiente José Riva escapou da disposição de Léo em ampliar seu espaço político, especialmente em regiões onde existem apoios historicamente ligados ao grupo de Riva, como Juara.

 

A impressão que fica é a de que nasceu o “poderoso chefinho” de Primavera do Leste. Um líder que concentra influência, articula apoios e busca ampliar seu domínio político para além das fronteiras do município.

Mas uma pergunta inevitável permanece no ar: por que tantos vereadores caminham ao seu lado? É apenas pela convicção de que Léo representa o melhor projeto para Mato Grosso? É pela força política construída durante seus mandatos? Ou existem outros interesses políticos em jogo?

 

Na democracia, apoio político é legítimo. O que também é legítimo é que a população questione quais são as motivações que unem um grupo tão expressivo em torno de um único projeto. Afinal, política também se faz com transparência, coerência e prestação de contas.

 

A corrida para a Assembleia Legislativa apenas começou. Até a eleição, os discursos serão muitos. Mas os eleitores têm o direito de olhar além dos palanques, observar os movimentos de bastidores e tirar suas próprias conclusões.


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