Primavera do Leste / MT - Domingo, 22 de Fevereiro de 2026

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Mauro critica fechamento precoce e espera que prefeitos não estejam ‘pensando na reeleição’



Decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) estabeleceu que as medidas de isolamento social têm que partir dos gestores municipais. Em Mato Grosso, no começo da pandemia, em 20 de março, o governador Mauro Mendes (DEM) editou um decreto orientativo, deixando claro que a responsabilidade com a saúde pública e economia dos municípios também era do prefeitos. Em entrevista exclusiva ao site Olhar Direto, no entanto, o democrata criticou cidades que fizeram fechamento ‘precoce’.

Essa não é a primeira manifestação do governador nesse sentido. Ele, inclusive, já criticou duramente o prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), por ter fechado tudo em Cuiabá quando se tinha um caso e posteriormente ter relaxado as medidas quando o vírus chegou com força na capital.

“Lamentavelmente alguns prefeitos têm mostrado dificuldade em compreender isso. Assim como lamentavelmente lá trás, quando começou os casos de coronavírus em Mato Grosso, alguns poucos prefeitos equivocadamente decretaram o fechamento do comércio. Eu dizia naquela época que estava errado. Se com um caso nós vamos fechar o comércio, o que faremos daqui um mês, dois meses? E foi isso que aconteceu”, disse o governador.

Segundo o raciocínio de Mendes, a atuação dos prefeitos estressou a população. “Eu não tinha e não tenho bola de cristal, mas eu tenho a simples capacidade de entender e pensar logicamente e lamentavelmente alguns prefeitos não fizeram isso, e ai estressou a população, causou um desarranjo na vida das pessoas. Quando aplicaram não se deveria aplicar”, completou Mendes.

Em meio a tudo isso, o presidente Jair Bolsonaro chegou a usar seu discurso para criticar os prefeitos que não estavam fazendo o uso correto do dinheiro enviado pela a União, para que os municípios fizessem o trabalho essencial de atenção básica na saúde. Bolsonaro disse na época que esperava que certas atitudes, segundo ele, antieconômicas, não estivessem acontecendo devido o ano de 2020 ser um ano eleitoral.

Aqui em Mato Grosso, Mauro Mendes segue o mesmo rito do discurso. “Eu espero que não tenha nada a ver com a política, mas tem muitos que pensam mais na eleição que na população. Eu tenho agido sempre pensando em entregar resultado do que ficar fazendo política eleitoral”, concluiu o governador.

Em um estudo rápido pela Secretaria de Fazenda, é possível encontrar que devido a pandemia, fechamento de empresas foram eminentes, o desemprego cresceu 16% e durante os quatro meses de Covid-19, o estado deixou de arrecadas mais de R$ 300 milhões.

Olhar Direto 



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Hospitais São Lucas e Das Clínicas enviam notificação à Secretária de Saúde, podendo interromper atendimento ao SUS


Os hospitais lamentam a falta de ajuste no contrato e ameaçam suspender o atendimento aos pacientes do SUS encaminhados pela UPA.


No dia 13 de fevereiro de 2026, a direção dos Hospitais São Lucas e das Clínicas de Primavera do Leste enviou uma notificação formal à Secretária Municipal de Saúde, Laura Leandra, alertando sobre a ausência de um reajuste no contrato, o que comprometeria a continuidade dos serviços prestados. O documento destaca que, após sucessivas prorrogações contratuais sem o ajuste necessário, a situação financeira dos hospitais se tornou insustentável, podendo até resultar na interrupção dos atendimentos aos pacientes do SUS.

 

O texto revela que o contrato atual, com término previsto para 28 de fevereiro de 2026, já foi prorrogado anteriormente e que, até a data mencionada, não foi apresentado um novo contrato ou proposta formal por parte da Secretaria Municipal de Saúde. Em resposta, os hospitais afirmaram que não aceitarão a celebração de um novo termo aditivo nas condições atuais.

 

A medida de não continuar com o contrato atual está relacionada ao descumprimento das condições financeiras necessárias para a manutenção da qualidade no atendimento. A partir de março de 2026, os serviços poderão ser prestados sob novas condições, que envolvem a assinatura de um novo contrato com valores atualizados ou a aplicação de um reajuste provisório de 20% sobre os valores vigentes, até a formalização de um novo acordo.

 

Os hospitais registraram que, caso haja interrupção no serviço após o término da vigência contratual, essa responsabilidade não será imputada aos hospitais, mas sim à Secretaria Municipal de Saúde, que não tomou as medidas administrativas necessárias para resolver a questão de forma tempestiva.

 

A Secretaria Municipal de Saúde ainda não se manifestou oficialmente sobre a situação, mas a expectativa é que um novo ajuste contratual seja negociado o quanto antes para garantir a continuidade dos serviços essenciais à população.


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