Primavera do Leste / MT - Quarta-Feira, 13 de Maio de 2026

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Governo do Brasil diz que foram apagados metade dos incêndios no bioma Pantanal



O Governo brasileiro disse hoje que foram apagados metade dos incêndios no Pantanal, um bioma que cobre parte do centro-oeste do país ao sul da Amazónia, que este ano já registou um número recorde de fogos.

Segundo dados apresentados pelo Governo brasileiro, as ações de combate ao fogo conseguiram extinguir 30 dos 54 incêndios registados até 07 de julho (55% do total). Dos 24 ainda ativos, 13 estão controlados.

A ministra do Ambiente e Mudança do Clima do Brasil, Marina Silva, frisou, num comunicado, que o combate aos incêndios no Pantanal começou a dar resultados efetivos.

“Nós temos o início de uma estabilização. Isso tem a ver com todas as ações feitas conjuntamente com os governos do estado, com um esforço grande do Governo Federal, uma verdadeira força-tarefa de enfrentamento aos incêndios”, afirmou Marina Silva.

O Governo brasileiro informou que há 830 profissionais envolvidos nas ações de combate ao fogo, 15 aeronaves, 15 embarcações e três bases em operação.

Os incêndios no Pantanal bateram o recorde histórico no Brasil no primeiro semestre do ano, com 3.372 focos registados, a grande maioria deles ocorridos em junho.

Normalmente, os incêndios no Pantanal eclodem por volta de setembro, mas este ano começaram a ocorrer em abril e com força em junho, mês em que as chamas superaram todos os recordes históricos do período.

A ministra brasileira lembrou que todos os incêndios no Pantanal foram causados por ação humana, já que não houve registo de incêndios causados por raios. O uso do fogo no Pantanal está proibido e é crime, com pena de dois a quatro anos de prisão.

O Pantanal enfrenta a seca mais grave em 70 anos, intensificada pelas mudanças climáticas. O período de julho de 2023 a junho de 2024 é o mais quente já registado nas medições recentes. Soma-se a isso o facto de a bacia do rio Paraguai registar a menor acumulação de chuvas por ano hidrológico desde 2001.

Situado na região centro-oeste do Brasil, numa área ao sul da Amazónia, o Pantanal é uma planície que tem 80% da sua área inundada na estação chuvosa e é considerado um santuário onde ainda se encontra preservada uma fauna extremamente rica, que inclui animais como a onça pintada e a arara azul.

A maior área do Pantanal (62% ou 150.355 quilómetros quadrados) está no território brasileiro. Cerca de 20% do bioma (conjunto de ecossistemas) situa-se na região norte do Paraguai e 18% na Bolívia.



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Região

Sistema prisional de MT registra 94 casos de tuberculose em tratamento


Por TV Centro América

Mato Grosso registra 94 casos de tuberculose em tratamento em duas unidades prisionais do estado, segundo a Secretaria de Estado de Justiça (Sejus-MT). Os casos estão concentrados na Penitenciária Central do Estado (PCE), em Cuiabá, e na Penitenciária Regional Major Eldo de Sá Corrêa, em Rondonópolis.

De acordo com a Sejus, 44 detentos estão em tratamento na PCE, enquanto outros 50 casos foram registrados na unidade de Rondonópolis.

O Sindicato dos Policiais Penais denunciou, nesta segunda-feira (11), o avanço da tuberculose no sistema prisional e alertou para o risco de contaminação entre servidores e pessoas privadas de liberdade. Inicialmente, a entidade havia apontado cerca de 30 casos em Rondonópolis.

Segundo o sindicato, a superlotação e a falta de estrutura adequada nas unidades prisionais podem contribuir para o aumento das infecções. A entidade também cobrou a ampliação da testagem, o isolamento de casos suspeitos e a melhoria das condições sanitárias nos presídios.

Apesar dos registros, a secretaria afirmou que não há surto da doença no sistema prisional de Mato Grosso. Segundo a pasta, os casos estão dentro do esperado para o ambiente carcerário e seguem com acompanhamento médico e tratamento conforme os protocolos do Ministério da Saúde.

Em nota, a Sejus informou que realiza ações de rastreio e diagnóstico da tuberculose em parceria com a Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT), por meio da chamada “Carreta da Tuberculose”, que atua nas unidades prisionais do estado.

obre a informação de que dois detentos da PCE estariam internados no Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), a Sejus informou que há custodiados em tratamento na unidade, mas que não há comunicação oficial que relacione essas internações à tuberculose. Por isso, segundo a pasta, não é possível confirmar nem descartar que os casos sejam decorrentes da doença.


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