Primavera do Leste / MT - Quinta-Feira, 02 de Abril de 2026

HOME / NOTÍCIAS

política

Deputado justifica voto e diz que queda de Temer é “cavalo de Tróia” com PT dentro



O deputado federal Victório Galli (PSC), um dos sete da bancada mato-grossense que votaram contra a autorização para o Supremo Tribunal Federal (STF) processar o presidente da República Michel Temer (PMDB) por corrupção passiva, publicou texto no Facebook justificando o posicionamento. Afirma que fez opção pelo “mal menor” e que a queda do peemedebista representaria um “cavalo de Tróia com o PT dentro”.

 

Representante da bancada evangélica na Câmara dos Deputados, Galli lembra que a esquerda mais radical, representada pelo PT, PCdoB, PSOL, Rede e a maioria do PSB quer a saída de Temer para ocupar o espaço político. Alerta que querem apenas o poder, não estão preocupados com o Brasil e são mentirosos.

 

“O mesmo grupo que elegeu Temer, agora tenta colocar a culpa em nós pelos erros deles. Esse grupo que deseja a saída de Temer quer impedir a implantação do comprovante impresso para urnas eletrônicas. Isso nos remete ao fato de estarem planejando uma fraude eleitoral para 2018”, afirma Galli.

 

Alega que se Temer sofresse impeachment e acontecessem eleições diretas, não daria tempo para implantar o dispositivo contra fraude. Esquece, no entanto, que, com o afastamento, quem assume o cargo é o presidente da Câmara dos Deputados Rodrigo Maia (DEM-RJ).

“E, se assumir um novo presidente ligado ao PT, o compromisso é impedir a implantação deste dispositivo antifraude eleitoral. Com isso, acabou a democracia. A verdade é que a esquerda odeia a democracia”, completa.

Para Galli, existia a possibilidade de Temer ser substituído por nomes ligados ao PT. Em sua opinião, seria o “maior golpe de todos os tempos contra os brasileiros.

“Inclusive com a implantação efetiva da ideologia de gênero nas escolas e o retorno de livros que defendem o incesto, como o que já conseguimos retirar com o apoio do atual ministro da Educação”, lembrou o parlamentar.

Apesar de dizer que não é contra a investigação, pontua que a opção por Temer foi a escolha do mal menor. Para reforçar o argumento, usou o exemplo da Segunda Guerra Mundial.

Citou que Winston Churchill, primeiro-ministro britânico, homem de direita e conservador, foi obrigado a se aliar com o Stálin. Isso porque o ditador comunista representava o mal menor perante o nazismo de Hitler e o fascismo de Mussolini.

Um dos “medos” de Galli é que o Congresso, em eleições diretas, substituísse Temer pelo ex-ministro dos Esportes e da Defesa Aldo Rabello (PCdoB). O nome do dirigente comunista foi cogitado nos bastidores como alternativa para presidência da República.

“Com Aldo Rebello na presidência do Brasil ou alguém do mesmo grupo, o resultado será o fim do Brasil. Aldo é comunista, defensor de pautas anticristãs e ligado ao PT. Os nomes que a esquerda quer colocar na presidência terão o compromisso de acabar com a democracia, impedir o voto impresso e acabar com qualquer possibilidade de elegermos um presidente cristão, conservador e de direita”, avalia.

 

Cavalo de Tróia

De acordo com Galli, com a queda de Temer, o Brasil receberia um “cavalo de Tróia” com o PT dentro. Enfatiza ainda que em 2018 o Brasil pode deixar de eleger “Dilmas”, “Ciros” e “Temers” e terminar de limpar o país do que chama de estelionato eleitoral de 2014.

“Essas turmas que pede o Fora Temer também são os verdadeiros responsáveis pela lambança que estamos vivendo hoje. São eles mesmos que elegeram Temer e agora querem jogar essa responsabilidade para todos nós. São mentirosos, amam a mentira. O Temer não deixará de ser investigado, irá ser após o término do mandato, mas agora é um risco para o Brasil. Não me julguem, pois tenho certeza, que muitos irão descobrir que estávamos corretos, mas tudo no seu tempo”, concluiu.

Cenário MT

 



COMENTÁRIOS

0 Comentários

Deixe o seu comentário!





*

HOME / NOTÍCIAS

política

Leo Bortolin deixa AMM com legado forte e projeção política


Ex-presidente destaca adesão inédita de 100% dos municípios e fortalecimento institucional da entidade_

Leo Bortolin encerrou nesta quarta-feira, 1º de abril, sua gestão à frente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM) com um discurso de balanço e projeção. Após 27 meses na presidência, o ex-prefeito de Primavera do Leste transmitiu o cargo ao ex-prefeito de Colíder, Hemerson Máximo, o Maninho, e deixou a entidade com forte capital político e institucional.

A saída ocorre em meio ao movimento de Bortolin para disputar uma vaga na Assembleia Legislativa de Mato Grosso, consolidando uma transição que combina legado administrativo e articulação política.

Durante sua gestão, a AMM atingiu um marco histórico com a adesão de 100% dos municípios mato-grossenses, ampliando a representatividade da entidade e fortalecendo sua atuação nas principais pautas do municipalismo.

Outro eixo de destaque foi a interiorização das ações por meio do AMM Itinerante, que levou serviços e suporte técnico diretamente às prefeituras, além do fortalecimento da área técnica, com aumento na elaboração de projetos e apoio às gestões municipais.

Bortolin também ampliou o protagonismo da entidade no cenário nacional, com atuação ativa em temas estratégicos como autonomia financeira dos municípios, compensação das perdas do Fethab Diesel, moratória da soja, demarcação de terras indígenas e reforma tributária.

“Fortalecemos a presença dos municípios nos grandes debates e garantimos mais espaço para as demandas locais”, afirmou.

Na área de capacitação, a gestão promoveu cursos, seminários e encontros técnicos que resultaram na qualificação de mais de três mil gestores e servidores municipais, elevando o nível da administração pública em Mato Grosso.

A AMM também avançou na oferta de serviços, gerando economia para os municípios e contribuindo para maior eficiência na gestão pública local.

Ao deixar o cargo, Bortolin agradeceu prefeitos, colaboradores e parceiros e reforçou o compromisso com o municipalismo em sua nova etapa política.

A entidade completa 43 anos em maio e segue com nova gestão, mantendo uma estrutura fortalecida e um legado consolidado de resultados.

 


Antenado News