Primavera do Leste / MT - Quarta-Feira, 14 de Janeiro de 2026

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Ex-vereador de Primavera do Leste é denunciado por corrupção passiva



Acusado pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso de ter exigido e recebido um lote para votar favorável à ampliação de um loteamento na cidade de Primavera do Leste, o ex-vereador Manoel Messias Cruz Nogueira, mais conhecido como “Messias di Caprio”, foi denunciado por corrupção passiva. Ele responderá ainda pelos crimes de lavagem de capital, já que teria tentado dissimular a origem do bem obtido indevidamente; e coação no curso do processo por ter ameaçado uma testemunha no decorrer da investigação.

Além do ex-vereador, foi denunciado pelo MPE o sócio e representante legal de uma imobiliária de Primavera do Leste. Ele responderá ainda pelo crime de lavagem de capital. A denúncia criminal é assinada pelos promotores de Justiça Sílvio Rodrigues Alessi Júnior e Adriano Roberto Alves.

Os dois requeridos também foram acionados no âmbito cível e respondem a ACP por ato de improbidade administrativa. O ex-vereador já teve, inclusive, um apartamento bloqueado pela Justiça, a pedido do MPE, para assegurar o ressarcimento do enriquecimento ilícito.

Na ACP, que também figuram no polo passivo o sócio da imobiliária, o MPE requereu a indisponibilidade de bens de R$ 199.600,00 (montante do enriquecimento ilícito acrescido de multa civil) do ex-parlamentar e dos sócios-proprietários do empreendimento. Foi pedida, ainda, a fixação de indenização como reparação pelo dano moral coletivo.

Segundo o Ministério Público, a análise dos autos demonstrou que “Messias de Caprio”, agindo de forma dolosa e com má-fé evidente, recebeu para si vantagem econômica indevida consistente no recebimento de área no loteamento Poncho Verde III, no valor de R$ 49.900,00. O ex-parlamentar também permitiu que a imobiliária se beneficiasse, obtendo enriquecimento ilícito pela facilitação na aprovação da expansão de seu loteamento.

“Houve clara violação ao princípio da impessoalidade, eis que os demandados atuaram com comportamentos destinados única e exclusivamente a atender os seus interesses pessoais e, por que não dizer, pessoais patrimoniais. Nota-se, ainda, a inobservância do princípio da moralidade, que impõe ao administrador, no trato dos bens públicos, a observância dos preceitos éticos e morais que devem permear a sua conduta”, diz um trecho da ação.

Desdobramentos

Os fatos apurados na denúncia criminal e a ação civil pública resultam da Operação “Karcharias”, lançada em 2015, pela Secretaria de Estado de Segurança Pública com a proposta de somar esforços em todo o Estado para a conclusão dos inquéritos que apuravam denúncias de crimes contra a administração pública.

Fatos semelhantes também são investigados pelas Promotorias de Justiça Criminal e Cível de Primavera do Leste que, durante a operação “Sesmaria”, já realizaram buscas e apreensões na residência de vereadores, servidores públicos da Câmara Municipal e advogados.

Driely Pinotti / Gazeta MT



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Polícia

Polícia Civil prende foragida da Justiça há 16 anos por estupro de vulnerável de neta em Tapurah


Condenada pelo crime foi localizada em uma propriedade a aproximadamente 150 quilômetros de Juara

Uma mulher condenada da Justiça por estupro de vulnerável praticado contra a sua própria neta teve o mandado de prisão cumprido pela Polícia Civil, na segunda-feira (12.1),no município de Tapurah.

 

A mulher, de 65 anos, foi presa pelo crime no ano de 2009, junto ao seu marido, os dois pela prática de estupro de vulnerável.

 

No ano de 2010, ela conseguiu a possibilidade de responder pelo crime em liberdade, não sendo mais sabido do seu paradeiro até então, estando há 16 anos foragida. A condenação definitiva pelo crime ocorreu em 2016.

 

Segundo as investigações, a condenada, que foi suplente a vereadora na cidade de Intanhangá no ano de 2004, segurava e tampava a boca da criança para que o marido praticasse os abusos.

 

Durante investigações conduzidas pela equipe da Delegacia de Tapurah com apoio da Delegacia de Porto dos Gaúchos foi possível localizar o paradeiro na foragida na cidade de Juara.

 

Após diversas diligências, a procurada foi localizada em uma propriedade a cerca de 150 quilômetros do município, onde teve a ordem judicial cumprida. A presa foi conduzida à Delegacia de Juara para as providências cabíveis, sendo posteriormente colocada à disposição da Justiça.


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