Primavera do Leste / MT - Quinta-Feira, 30 de Abril de 2026

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Professores relatam desorganização em atribuição de aulas em Cuiabá e VG



Profissionais da Educação que atuam como professores de Apoio Educacional Especializado relataram desorganização no processo de atribuição, na manhã desta quinta-feira (13), no Liceu Cuiabano, em Cuiabá. Segundo eles, o número de profissionais convocados é maior que o número de vagas ofertadas, o que causou uma confusão no local.

 

Reportagem do site esteve no local e constatou que o teatro estava lotado. Uma das profissionais é Layla Lúcia, que chegou por volta das 7h30 e foi surpreendida pela quantidade de pessoas e pelo número de vagas.

 

Para Cuiabá, só há 54 vagas, enquanto Várzea Grande 74. “Olha o tamanho de Cuiabá, como só tem esse número de vagas?”, disse. Nesse caso, a profissional é para acompanhar aluno com necessidades especiais.

 

Mas, as vagas só são disponibilizadas após a Secretaria de Educação (Seduc) validar o processo e a necessidade dos profissionais. “Sentimento de angústia, minha posição é 398 e fui convocada. Tô aqui na sorte, estão chamando desde o número um. Ou seja, tem mais pessoas para o número de vaga”, disse.

A pedagoga Juceleia Diniz Alves afirmou que os educadores foram submetidos a uma humilhação, diante da falta de organização no processo. Contudo, demonstrou esperança em voltar para casa com a vaga de trabalho.

“Fizemos prova seletiva e estamos passando essa humilhação. O sentimento agora é tentar sair daqui atribuída, com uma vaga, com emprego garantido para esse ano. Mas não sabemos se vamos conseguir ou vamos ter que esperar”, disse.

Outro lado

A Seduc foi procurada, mas não retornou até o fechamento. O espaço segue aberto.

GD



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Opinião - política

Diárias oficiais coincidem com evento político em Cuiabá e levantam questionamentos


Relatórios apontam viagens institucionais, mas datas coincidem com lançamento de campanha eleitoral; ausência em programa de saúde local também chama atenção

Viagens oficiais com destino a Cuiabá, justificadas como cumprimento de agenda institucional, têm levantado questionamentos após análise de documentos públicos. Relatórios assinados por assessores e servidores indicam participação em reuniões na Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), com retorno ao município no dia seguinte.

No entanto, as datas dessas viagens coincidem com o período do lançamento da campanha de Léo, realizado na capital. A sobreposição entre compromissos oficialmente descritos como institucionais e um evento político levanta dúvidas sobre a real natureza das agendas cumpridas.

Os documentos registram pagamentos de diárias, incluindo R$ 1.500,00 destinados a Gisely Fernanda Pereira da Silva e R$ 250,00 para Elnatan Oliveira Reis Medeiros, além de outros valores vinculados a deslocamentos com roteiro semelhante: ida à capital, participação em reunião e retorno no dia seguinte.

Relatórios assinados por Gustavo Saint Clair Ferreira Caldeira e Valmislei Alves dos Santos reforçam a justificativa de “cumprimento de agenda parlamentar”, enquanto registros adicionais indicam participação de Gisele Ferreira Ferraz em reuniões na AMM e no INCRA.

Do ponto de vista formal, a documentação apresenta todos os elementos exigidos: declarações de comparecimento, assinaturas e descrição das atividades realizadas.

Ainda assim, a coincidência com um evento político relevante levanta questionamentos sobre o uso de recursos públicos para deslocamentos que podem não ter caráter exclusivamente institucional.

Contraste com agenda local de saúde

Outro ponto que chama atenção é o contraste entre essas agendas na capital e a atuação local dos envolvidos.

Parte dos nomes associados às viagens aparece com frequência em críticas à situação da saúde pública em Primavera do Leste. No entanto, não há registro de presença de alguns desses críticos no lançamento do programa “Vira Saúde”, iniciativa voltada à melhoria do atendimento à população no próprio município.

A ausência em um evento diretamente ligado à saúde pública local reforça o debate sobre prioridades e coerência entre discurso e prática.

Transparência e resultado

Embora os documentos estejam formalmente corretos, especialistas em gestão pública destacam que a transparência não se limita à comprovação de deslocamentos e reuniões, mas também envolve a demonstração de resultados concretos dessas agendas.

Até o momento, não há detalhamento público sobre os impactos diretos dessas viagens para a população.

Diante disso, permanecem as perguntas:

Qual foi o retorno efetivo dessas agendas?
E qual o limite entre compromisso institucional e participação em atividades de natureza política?


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