Primavera do Leste / MT - Quinta-Feira, 30 de Abril de 2026

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Polícia

Gefron apreendeu mais de 13,8 toneladas de drogas na fronteira de MT em 2023



O Grupo Especial de Fronteira (Gefron), vinculado à Secretaria de Estado de Segurança Pública
(Sesp), apreendeu mais de 13, 8 toneladas de entorpecentes em ações de combate a crimes na
fronteira entre Mato Grosso e a Bolívia no ano de 2023. A quantidade de droga é maior que a do
ano de 2022, quando o trabalho das equipes resultou na apreensão de 13,4 toneladas. foram identificadas modalidades de tráfico por embarcações, aeronaves, veículos e via
terrestre por pessoas conhecidas como ‘mulas’.


Uma das grandes apreensões de drogas ocorreu em novembro do ano passado, no Distrito de
Itanorte, em Reserva do Cabaçal (380 km de Cuiabá), após o Gefron receber informações do
setor de inteligência sobre a chegada de uma carga de entorpecentes na região.
As equipes saíram para checar as informações e localizaram uma aeronave com 16 fardos de
droga, totalizando 470 quilos de pasta base de cocaína. Na ocasião, o piloto não foi
encontrado. Ele fez o pouso de emergência no local e fugiu abandonando a droga.

O ano de 2023 também terminou com aumento na localização de madeira ilegal. O Gefron
dobrou a quantidade apreendida em 2023, alcançando 682 m³ de material, quando em 2022
foram 332 m³. Já em relação à moeda nacional, o Grupo Especial superou a quantidade em
mais de 120% em relação a 2022, apreendendo, aproximadamente, R$ 16.500 entre janeiro e
dezembro de 2023.


O coordenador do Gefron, tenente-coronel PM Manoel Bugalho Neto, salienta que os
investimentos na Segurança Pública promoveram melhora nos equipamentos e estrutura do
Gefron, o que gera melhoria na prestação do serviço público à sociedade.
“Não faltaram investimentos nos últimos anos. Em 2023 foram investidos R$ 5 milhões na
estrutura física das nossas unidades e mais R$ 5 milhões em equipamentos. Temos os
melhores equipamentos em termos de armamento. E recebemos também investimentos em
tecnologia. Temos a unidade de inteligência na fronteira e tudo isso traz resultado positivo 42 pessoas foragidas da Justiça e recuperaram cerca de 220 veículos.
Bugalho Neto destaca que o sucesso das operações é resultado, principalmente, da parceria
com a Polícia Militar, Polícia Judiciária Civil, Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal (PRF) e
Exército Brasileiro.


“A integração das forças de segurança é importante para o sucesso das operações. São mais
de 900 quilômetros de fronteira de Mato Grosso com a Bolívia e com a colaboração entre
nossos policiais militares, civis, federais e também o Exército Brasileiro, conseguimos chegar
às áreas de difícil acesso e dar uma resposta rápida às ocorrências”, afirma.
Desde 2019, o Gefron apreendeu, aproximadamente, 62,5 toneladas de entorpecentes, e
garantiu o prejuízo de quase R$ 1,5 bilhão às organizações criminosas.
Conforme o coordenador, a população pode contribuir com o trabalho da Segurança Pública.
“A gente precisa que a pessoa observe o que está acontecendo a sua volta, sua área de
convivência e reporte isso às forças de segurança. No caso de fronteira, é o Gefron. Vamos
trabalhar com as informações e fazer operações integradas em cima do que foi reportado. A
participação social é fundamental”, enfatiza. 

Olhar Direto / – Rodrigo Costa 

 



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Opinião - política

Diárias oficiais coincidem com evento político em Cuiabá e levantam questionamentos


Relatórios apontam viagens institucionais, mas datas coincidem com lançamento de campanha eleitoral; ausência em programa de saúde local também chama atenção

Viagens oficiais com destino a Cuiabá, justificadas como cumprimento de agenda institucional, têm levantado questionamentos após análise de documentos públicos. Relatórios assinados por assessores e servidores indicam participação em reuniões na Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), com retorno ao município no dia seguinte.

No entanto, as datas dessas viagens coincidem com o período do lançamento da campanha de Léo, realizado na capital. A sobreposição entre compromissos oficialmente descritos como institucionais e um evento político levanta dúvidas sobre a real natureza das agendas cumpridas.

Os documentos registram pagamentos de diárias, incluindo R$ 1.500,00 destinados a Gisely Fernanda Pereira da Silva e R$ 250,00 para Elnatan Oliveira Reis Medeiros, além de outros valores vinculados a deslocamentos com roteiro semelhante: ida à capital, participação em reunião e retorno no dia seguinte.

Relatórios assinados por Gustavo Saint Clair Ferreira Caldeira e Valmislei Alves dos Santos reforçam a justificativa de “cumprimento de agenda parlamentar”, enquanto registros adicionais indicam participação de Gisele Ferreira Ferraz em reuniões na AMM e no INCRA.

Do ponto de vista formal, a documentação apresenta todos os elementos exigidos: declarações de comparecimento, assinaturas e descrição das atividades realizadas.

Ainda assim, a coincidência com um evento político relevante levanta questionamentos sobre o uso de recursos públicos para deslocamentos que podem não ter caráter exclusivamente institucional.

Contraste com agenda local de saúde

Outro ponto que chama atenção é o contraste entre essas agendas na capital e a atuação local dos envolvidos.

Parte dos nomes associados às viagens aparece com frequência em críticas à situação da saúde pública em Primavera do Leste. No entanto, não há registro de presença de alguns desses críticos no lançamento do programa “Vira Saúde”, iniciativa voltada à melhoria do atendimento à população no próprio município.

A ausência em um evento diretamente ligado à saúde pública local reforça o debate sobre prioridades e coerência entre discurso e prática.

Transparência e resultado

Embora os documentos estejam formalmente corretos, especialistas em gestão pública destacam que a transparência não se limita à comprovação de deslocamentos e reuniões, mas também envolve a demonstração de resultados concretos dessas agendas.

Até o momento, não há detalhamento público sobre os impactos diretos dessas viagens para a população.

Diante disso, permanecem as perguntas:

Qual foi o retorno efetivo dessas agendas?
E qual o limite entre compromisso institucional e participação em atividades de natureza política?


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