Primavera do Leste / MT - Quinta-Feira, 30 de Abril de 2026

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Homens são detidos depois de caírem de moto e quebrarem vidros de ambulância que chegou para socorrê-los em Primavera



Dois homens foram detidos neste sábado (18), em Primavera do Leste, depois apedrejarem uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

 

Eles sofreram uma queda de moto em um bairro da cidade e ligaram para o socorro. Quando a equipe chegou, a dupla usou os capacetes para quebrar os vidros da viatura e depois fugiram, segundo o Samu.

Os socorristas então chamaram a polícia, que conseguiu localizar um dos suspeitos em uma rua próxima. O outro foi detido na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da cidade, depois que recebeu atendimento médico devido aos ferimentos decorrentes do acidente.

 

De acordo com os socorristas, os dois homens se queixaram da suposta demora na chegada do serviço e, por isso, quebraram os vidros da ambulância.

O Samu de Primavera do Leste descarta demora no atendimento, pois, segundo o serviço, o acidente aconteceu a duas quadras do Batalhão do Corpo de Bombeiros, onde ficam guardadas as ambulâncias. O serviço também informou que os homens apresentavam sinais de embriaguez.

 

Primavera do Leste possui duas ambulâncias do Samu. Atualmente, uma está em manutenção. A segunda, que está com os vidros quebrados, deve continuar atendendo até segunda-feira, quando deve passar por reparos.

Informações G1 MT



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Opinião - política

Diárias oficiais coincidem com evento político em Cuiabá e levantam questionamentos


Relatórios apontam viagens institucionais, mas datas coincidem com lançamento de campanha eleitoral; ausência em programa de saúde local também chama atenção

Viagens oficiais com destino a Cuiabá, justificadas como cumprimento de agenda institucional, têm levantado questionamentos após análise de documentos públicos. Relatórios assinados por assessores e servidores indicam participação em reuniões na Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), com retorno ao município no dia seguinte.

No entanto, as datas dessas viagens coincidem com o período do lançamento da campanha de Léo, realizado na capital. A sobreposição entre compromissos oficialmente descritos como institucionais e um evento político levanta dúvidas sobre a real natureza das agendas cumpridas.

Os documentos registram pagamentos de diárias, incluindo R$ 1.500,00 destinados a Gisely Fernanda Pereira da Silva e R$ 250,00 para Elnatan Oliveira Reis Medeiros, além de outros valores vinculados a deslocamentos com roteiro semelhante: ida à capital, participação em reunião e retorno no dia seguinte.

Relatórios assinados por Gustavo Saint Clair Ferreira Caldeira e Valmislei Alves dos Santos reforçam a justificativa de “cumprimento de agenda parlamentar”, enquanto registros adicionais indicam participação de Gisele Ferreira Ferraz em reuniões na AMM e no INCRA.

Do ponto de vista formal, a documentação apresenta todos os elementos exigidos: declarações de comparecimento, assinaturas e descrição das atividades realizadas.

Ainda assim, a coincidência com um evento político relevante levanta questionamentos sobre o uso de recursos públicos para deslocamentos que podem não ter caráter exclusivamente institucional.

Contraste com agenda local de saúde

Outro ponto que chama atenção é o contraste entre essas agendas na capital e a atuação local dos envolvidos.

Parte dos nomes associados às viagens aparece com frequência em críticas à situação da saúde pública em Primavera do Leste. No entanto, não há registro de presença de alguns desses críticos no lançamento do programa “Vira Saúde”, iniciativa voltada à melhoria do atendimento à população no próprio município.

A ausência em um evento diretamente ligado à saúde pública local reforça o debate sobre prioridades e coerência entre discurso e prática.

Transparência e resultado

Embora os documentos estejam formalmente corretos, especialistas em gestão pública destacam que a transparência não se limita à comprovação de deslocamentos e reuniões, mas também envolve a demonstração de resultados concretos dessas agendas.

Até o momento, não há detalhamento público sobre os impactos diretos dessas viagens para a população.

Diante disso, permanecem as perguntas:

Qual foi o retorno efetivo dessas agendas?
E qual o limite entre compromisso institucional e participação em atividades de natureza política?


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