Primavera do Leste / MT - Quinta-Feira, 30 de Abril de 2026

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CMTU informa interdição parcial da Avenida Belvedere para obras de implantação da rede adutora de água



Segundo o órgão, a intervenção é considerada fundamental para garantir melhorias no abastecimento de água e ampliar a capacidade da rede

O trecho é reconhecido pelo grande movimento diário, o que exige atenção redobrada dos condutores
A Companhia Municipal de Trânsito Urbano (CMTU) informa que, a partir das 6h30 deste sábado, 22, terão inícios serviços relacionados à execução de implantação da nova rede adutora de água no município, na região do bairro Belvedere. Em razão das obras, a Avenida Belvedere passará por uma interdição parcial no trecho próximo ao cruzamento com a Avenida Paraná, no sentido BR-070.

De acordo com a CMTU, apenas uma faixa de rolamento será bloqueada, medida tomada para reduzir ao máximo os impactos no fluxo de veículos. Ainda assim, o trecho é reconhecido pelo grande movimento diário, o que exige atenção redobrada dos condutores. A Companhia orienta os motoristas a reduzirem a velocidade, manterem cautela ao trafegar pela região e, sempre que possível, optarem por rotas alternativas durante o período de obras.

Segundo o órgão, a intervenção é considerada fundamental para garantir melhorias no abastecimento de água e ampliar a capacidade da rede, razão pela qual a colaboração dos usuários das vias é essencial. A obra é de extrema necessidade, e a compreensão dos motoristas é essencial, uma vez que o intuito é causar o menor transtorno possível.

Redação



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Opinião - política

Diárias oficiais coincidem com evento político em Cuiabá e levantam questionamentos


Relatórios apontam viagens institucionais, mas datas coincidem com lançamento de campanha eleitoral; ausência em programa de saúde local também chama atenção

Viagens oficiais com destino a Cuiabá, justificadas como cumprimento de agenda institucional, têm levantado questionamentos após análise de documentos públicos. Relatórios assinados por assessores e servidores indicam participação em reuniões na Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), com retorno ao município no dia seguinte.

No entanto, as datas dessas viagens coincidem com o período do lançamento da campanha de Léo, realizado na capital. A sobreposição entre compromissos oficialmente descritos como institucionais e um evento político levanta dúvidas sobre a real natureza das agendas cumpridas.

Os documentos registram pagamentos de diárias, incluindo R$ 1.500,00 destinados a Gisely Fernanda Pereira da Silva e R$ 250,00 para Elnatan Oliveira Reis Medeiros, além de outros valores vinculados a deslocamentos com roteiro semelhante: ida à capital, participação em reunião e retorno no dia seguinte.

Relatórios assinados por Gustavo Saint Clair Ferreira Caldeira e Valmislei Alves dos Santos reforçam a justificativa de “cumprimento de agenda parlamentar”, enquanto registros adicionais indicam participação de Gisele Ferreira Ferraz em reuniões na AMM e no INCRA.

Do ponto de vista formal, a documentação apresenta todos os elementos exigidos: declarações de comparecimento, assinaturas e descrição das atividades realizadas.

Ainda assim, a coincidência com um evento político relevante levanta questionamentos sobre o uso de recursos públicos para deslocamentos que podem não ter caráter exclusivamente institucional.

Contraste com agenda local de saúde

Outro ponto que chama atenção é o contraste entre essas agendas na capital e a atuação local dos envolvidos.

Parte dos nomes associados às viagens aparece com frequência em críticas à situação da saúde pública em Primavera do Leste. No entanto, não há registro de presença de alguns desses críticos no lançamento do programa “Vira Saúde”, iniciativa voltada à melhoria do atendimento à população no próprio município.

A ausência em um evento diretamente ligado à saúde pública local reforça o debate sobre prioridades e coerência entre discurso e prática.

Transparência e resultado

Embora os documentos estejam formalmente corretos, especialistas em gestão pública destacam que a transparência não se limita à comprovação de deslocamentos e reuniões, mas também envolve a demonstração de resultados concretos dessas agendas.

Até o momento, não há detalhamento público sobre os impactos diretos dessas viagens para a população.

Diante disso, permanecem as perguntas:

Qual foi o retorno efetivo dessas agendas?
E qual o limite entre compromisso institucional e participação em atividades de natureza política?


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