Primavera do Leste / MT - Sexta-Feira, 19 de Junho de 2026

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Estado é condenado a pagar R$ 20 mil a paciente por resultado errado em exame de HIV



O Estado de Mato Grosso foi condenado a indenizar uma paciente em R$ 20 mil por danos morais após exame de HIV apresentar resultado falso positivo no Hospital Regional de Alta Floresta (803 km ao Norte). A mulher descobriu o erro após realizar o mesmo exame em um laboratório particular.

A paciente estava internada no hospital por fraturar a perna em um acidente de trânsito. Com a realização de um procedimento cirúrgico, ela foi transferida para outro leito em uma cadeira de rodas e bateu o local da lesão, o que causou uma infecção. Por conta disso, o médico do hospital solicitou exames laboratoriais, que incluíam o de HIV.

O laboratório responsável colheu as amostras para exame no hospital e depois enviou os resultados, sendo constatado que a autora era portadora do vírus HIV.

Após sair da internação, a mulher realizou um novo teste de HIV, que apresentou resultado negativo. De acordo com o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), o médico não teria seguido todos os protocolos de confirmação preconizados pelo Ministério da Saúde, causando danos graves à requerente.

Com o resultado atestando o HIV, a vida da mulher foi transformada, com reflexos na saúde mental, casamento, carreira profissional e família.

Ao julgar o caso, a juíza da Terceira Vara Cível de Alta Floresta, Janaína Rebucci Dezanetti, condenou o Estado a indenizar a paciente, em decorrência dos danos morais sofridos, no valor de R$ 10 mil, tendo em vista o forte estigma social que ainda paira sobre os pacientes portadores do vírus HIV.

“Tem-se que esse resultado ‘falso positivo’ reveste-se de gravidade que extrapola o mero aborrecimento, configurando os danos morais”, destacou Dezanetti.

A defesa do hospital argumentou que não era responsável pelos exames, que tanto a coleta como o processamento do material são realizados por um laboratório privado.

Tanto a autora da ação quanto o Estado recorreram da decisão. Ao julgar o recurso, o Tribunal de Justiça não acatou os argumentos do Estado, manteve a decisão da juíza em parte, e aumentou o valor da condenação para R$ 20 mil.

GD



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Brasil

Após mais de 30 anos, cozinheira em quartel no Nortão reencontra filho com ajuda de policiais militares


Só Notícias/Kelvin Ramirez e Fabiano Marques (fotos: reprodução)

Uma história marcada pela esperança e pela emoção teve um desfecho feliz em União do Sul (169 km de Sinop). Após mais de 30 anos sem contato com o filho, a cozinheira do quartel da Polícia Militar no município, dona Júlia, conseguiu reencontrar o familiar graças ao trabalho realizado por policiais da 26ª Companhia Independente de Força Tática e da Agência Local de Inteligência de Sinop.

Muito querida pelos militares da unidade, dona Júlia convivia há décadas com o desejo de reencontrar o filho, de quem havia perdido contato ao longo da vida. Sensibilizados com a situação, os policiais militares de Sinop, durante diligências em União do Sul, decidiram unir esforços para tentar localizar o paradeiro dele.

A equipe iniciou uma série de diligências, utilizando ferramentas de inteligência, consultas em sistemas, levantamentos de informações e diversos contatos telefônicos em busca de pistas que pudessem levar ao paradeiro do homem. Após semanas de trabalho e inúmeras verificações, os policiais conseguiram identificar e localizar o filho de dona Júlia na cidade de Itatiba, no interior de São Paulo, a cerca de 80 quilômetros da capital paulista.

Em vídeo divulgado pela corporação, dona Júlia aparece emocionada ao falar sobre a realização do sonho de reencontrar o filho após tantos anos de separação. Já o filho, identificado como Herbert, atualmente com 40 anos, também agradeceu o empenho dos militares e destacou a importância da atuação da equipe para tornar possível o reencontro. Ele ainda agradeceu nominalmente aos policiais envolvidos na busca pelo apoio prestado.

 


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