Primavera do Leste / MT - Sábado, 13 de Junho de 2026

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Adolescente de 15 anos e jovem de 19 são detidas com 19 tabletes de droga



Adolescente de 15 anos e jovem de 19 foram detidas com 19 tabletes de droga em Rondonópolis (Foto: TV Centro América)

Adolescente de 15 anos e jovem de 19 foram detidas com 19 tabletes de droga em Rondonópolis (Foto: TV Centro América)

Uma adolescente de 15 anos e uma jovem, de 19 anos, foram detidas nessa terça-feira (4) com quase 20 tabletes de droga em Rondonópolis, a 218 km de Cuiabá.

Segundo a Polícia Militar, a droga estava em uma mala carregada pelas duas jovens.

Os policiais da Força Tática faziam rondas e receberam uma denúncia dizendo que as duas jovens estavam com um carregamento de droga.

Segundo a Polícia Militar, a droga estava em uma mala carregada pelas duas jovens (Foto: TV Centro América)

Segundo a Polícia Militar, a droga estava em uma mala carregada pelas duas jovens (Foto: TV Centro América)

Elas foram abordadas na saída de Rondonópolis para Mato Grosso do Sul. Com elas os policiais encontraram 19 tabletes de maconha em uma mala. O carregamento corresponde a 14 kg de droga.

À polícia as adolescentes disseram que são do Pará e que foram até Dourados, em Mato Grosso do Sul, para buscar a droga.

A intenção delas era voltar para a região norte com os tabletes, lá na cidade de Castanhal no Pará.

Fonte: G1 Mato Grosso



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Brasil

Justiça dá prazo de 24 meses para União e Funai demarcarem terra indígena no Nortão


A Justiça Federal em Mato Grosso determinou que a União e a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) concluam o processo de demarcação da terra indígena do povo Kajkwakratxi (Tapayuna), na região de Brasnorte e Juara (cerca de 300 quilômetros de Sinop), num prazo de 24 meses. O juiz federal Pablo Kipper Aguilar ordenou ainda o pagamento de R$ 10 milhões em danos morais coletivos e a realização de uma cerimônia pública de pedido de desculpas aos indígenas.

 

Na decisão, o magistrado reconheceu violações de direitos humanos cometidas contra o povo Kajkwakratxi. O juiz mandou a União reunir toda a documentação disponível no Arquivo Nacional sobre violências ocorridas durante o processo de colonização da região do Rio Arinos e a remoção forçada desse povo ao Parque Indígena do Xingu. No processo, os indígenas contaram com o apoio da Defensoria Pública da União (DPU) e do Ministério Público Federal (MPF).

 

O magistrado afastou o argumento da Funai e da União de que o Supremo Tribunal Federal (STF) já estabeleceu prazo de dez anos para a conclusão das demarcações em andamento. Para ele, tal prazo tem natureza administrativa e não impede a atuação da Justiça quando há demora excessiva. “Agradeço a luta coletiva, fico muito feliz, a comunidade fica muito feliz, é uma surpresa”, disse Wetaktxi Tapayuna, presidente da Associação Indígena Tapayuna (AIT), de acordo com mensagem divulgada pela DPU.

 

Ele acrescentou que a comunidade considera a decisão “emocionante”. “É muita alegria ver toda essa trajetória que passamos até chegar nesse ponto tão importante, com relação ao nosso povo, com as gerações que estão lutando pelo território tradicional, para demarcação do território tradicional, com expectativa de viver em cima dos seus parentes que deixaram naquele tempo. Para defender nossa ancestralidade, para viver com a alma dos parentes”, completou Wetaktxi Tapayuna.

 

De acordo com o MPF, os indígenas Kajkwakratxi foram alvo de uma série de violências ao longo do século 20, que resultaram na desestruturação social do grupo. Na década de 1970, eles foram removidos à força, pelo Estado, de seu território tradicional para o Parque Nacional do Xingu.

 

Em seguida, uma Reserva Indígena Tapayuna chegou a ser criada em 1968, mas foi extinta em 1976 sob o argumento de que não haveria indígenas na área. Há indícios, porém, de que até o presente momento existem indígenas da etnia isolada na região de ocupação tradicional.


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