Primavera do Leste / MT - Sábado, 18 de Julho de 2026

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Justiça agenda primeiro júri popular de envolvido na execução de ex-presidente da OAB-MT



O juiz Marcos Faleiros da Silva deferiu, nesta sexta-feira (26), a oitiva de cinco testemunhas que irão prestar depoimento no plenário do Tribunal do Júri durante o julgamento de Alex Roberto de Queiroz Silva, o primeiro réu a ter a data de julgamento marcada pela execução do advogado e ex-presidente da OAB-MT, Renato Nery.

As testemunhas foram arroladas de forma conjunta pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) e pela Defensoria Pública, que assina a defesa do acusado. Entre os depoimentos confirmados para a sessão está o de Renata Moreira Gomes Nery, filha da vítima.

De acordo com os autos e com as investigações policiais, Alex teria confessado a autoria material dos disparos após ser preso em março de 2025. O crime, segundo o inquérito, teria sido executado a mando do então sargento da Polícia Militar Heron Teixeira Pena Vieira, apontado como o responsável por fornecer o armamento utilizado no homicídio.

Embora o executor já esteja com o julgamento agendado, outras quatro pessoas denunciadas pelo MPMT também devem enfrentar o júri popular, mas ainda aguardam a definição de suas respectivas datas.

A denúncia oferecida pelo Ministério Público aponta que o casal Julinere Goulart Bentos e Cesar Jorge Sechi encomendou a morte do jurista pelo valor de R$ 200 mil, motivado por um forte inconformismo diante de uma disputa judicial que envolvia mais de 12 mil hectares de terras localizadas no município de Novo São Joaquim. Para viabilizar a execução, a acusação aponta que Jackson Pereira Barbosa e Ícaro Nathan Santos Ferreira atuaram diretamente como intermediários, sendo os encarregados da articulação com os executores, do fornecimento logístico da arma e do repasse dos pagamentos em dinheiro.

Todos os envolvidos responderão por homicídio qualificado, com agravantes que incluem motivo torpe (ou mediante recompensa), emprego de meio que resultou em perigo comum e recurso que dificultou a defesa da vítima. O processo também prevê uma causa de aumento de pena em decorrência da idade da vítima, que tinha 72 anos no momento do crime.

Os desdobramentos do caso também revelaram uma suposta rede de acobertamento composta por outros policiais militares, entre eles Jorge Rodrigo Martins, Leandro Cardoso, Wailson Alesandro Medeiros e Wekcerlley Benevides de Oliveira.

Segundo o MPMT, os militares teriam simulado um confronto que resultou na morte de Walteir Lima Cabral e na tentativa de homicídio de uma segunda pessoa. A ação paralela teria o objetivo deliberado de forjar provas fictícias e criar entraves para confundir a linha de apuração e blindar os verdadeiros mandantes do assassinato.

O crime

Renato Nery, renomado ex-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-MT), foi assassinado no dia 5 de julho de 2024. Ele foi atingido por sucessivos disparos de arma de fogo logo após chegar à calçada de seu escritório de advocacia, localizado na Avenida Fernando Corrêa da Costa, na Capital.

O advogado chegou a ser socorrido com vida por equipes de resgate e passou por um procedimento cirúrgico de emergência em um hospital privado de Cuiabá, mas não resistiu à gravidade dos ferimentos e faleceu poucas horas após a intervenção médica.



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Operação “Elo Oculto”: Vereador é preso por suspeita de ligação com execução de jovem em Poxoréu


Polícia Civil investiga o assassinato de uma mulher de 20 anos, ocorrido em maio; crime teria sido ordenado por facção criminosa após a vítima ser apontada erroneamente como informante.

Investigações apontaram que o crime foi cometido a mando de uma facção criminosa.

A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta terça-feira (14.7), a Operação Elo Oculto, para cumprir oito ordens judiciais relacionadas à investigação do homicídio de uma jovem, de 20 anos, ocorrido na madrugada de 10 de maio de 2026, em uma casa noturna localizada às margens da Rodovia MT-130, em Poxoréu.

 

A vítima estava no interior do estabelecimento quando um homem armado entrou no local e efetuou diversos disparos. A jovem foi atingida em regiões vitais e morreu no local.

 

As investigações, realizadas pela Delegacia de Poxoréu, apontaram que o crime foi ordenado por membros de uma facção criminosa atuante na região.

 

A motivação seria que a mãe da jovem trabalhava na base da Polícia Militar do município e, às vezes, a vítima a ajudava. Por estar presente na unidade policial, os suspeitos decidiram que ela estava sendo informante da polícia e decretaram seu homicídio.

 

 

Operação Elo Oculto

A operação, coordenada pela Delegacia de Poxoréu, com apoio das Delegacias da Regional de Primavera do Leste, tem como alvos sete pessoas relacionadas às linhas investigativas desenvolvidas no inquérito policial.

 

Foram expedidos sete mandados de busca e apreensão e um mandado de prisão temporária, totalizando oito ordens judiciais.

 

As ordens estão sendo cumpridas simultaneamente


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