Primavera do Leste / MT - Quinta-Feira, 07 de Maio de 2026

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Gaeco mira facção que movimentou R$ 2,8 milhões com crimes; Primavera esta entre as cidades com envolvidos



O Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) deflagrou, na manhã desta quinta-feira (7), a terceira fase da Operação “Tudo 2”, contra uma organização criminosa investigada por movimentar cerca de R$ 2,8 milhões em atividades ilícitas em Mato Grosso e Goiás. Ao todo, 19 pessoas foram alvo de mandados de prisão.

 

Além das prisões, a Justiça expediu 21 mandados de busca e apreensão, totalizando 40 ordens judiciais cumpridas simultaneamente nos municípios de Barra do Garças, Primavera do Leste, Rondonópolis, Novo São Joaquim e Cuiabá, em Mato Grosso, além de Aragarças, em Goiás.

 

Segundo o Gaeco, as investigações apontam que os valores movimentados pela organização criminosa têm origem no tráfico de drogas, cobrança de taxas internas da facção e outras práticas ilícitas, como golpes virtuais, apostas online e jogos de azar.

 

As apurações tiveram início após a segunda fase da operação, realizada em abril deste ano, quando foram identificados líderes e integrantes responsáveis pelo gerenciamento financeiro e pela ocultação dos recursos obtidos ilegalmente.

 

De acordo com os investigadores, o grupo criminoso atuava de forma estruturada, com divisão de funções e organização na arrecadação dos valores ilícitos. Ainda conforme o Gaeco, parte das movimentações financeiras era realizada por pessoas que recebiam benefícios sociais.

 

As investigações revelaram que os suspeitos movimentaram aproximadamente R$ 2,8 milhões em cerca de um ano de atuação criminosa.

 

A operação conta com apoio da Polícia Militar de Mato Grosso, Polícia Civil, Polícia Penal e da Polícia Militar de Goiás, que atuam de forma integrada no combate às organizações criminosas na região.

 

O Gaeco é uma força-tarefa coordenada pelo Ministério Público de Mato Grosso, com participação das forças de segurança estaduais e do sistema socioeducativo.

 

O Ministério Público orienta que denúncias sobre atuação de facções criminosas podem ser feitas de forma anônima pelos canais 127, da Ouvidoria do MPMT, e 197, da Polícia Civil.



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Elizeu diz que dinheiro apreendido tem comprovação e nega crime


O deputado estadual Elizeu Nascimento (Novo) se defendeu publicamente das acusações oriundas da Operação Emenda Oculta, Núcleo de Ações de Competência Originária (NACO), do Ministério Público Estadual (MPE), que o acusa de desviar recursos de emendas parlamentares por meio de convênios com institutos de fomento de cultura e esportes.

 

Segundo ele, o valor de R$ 150 mil em espécie apreendidos em sua casa seria de salário, verba indenizatória e aposentadoria da Polícia Militar. “Esse valor que foi recolhido por parte da investigação também está declarado na minha declaração de imposto de renda. Além de tudo isso, também foi recolhido extrato de comprovante de saque, valor da minha conta mesmo. Aí tem o salário, tem verba indenizatória que é sacada, que é movimentada e isso também foi anexado ao recolhimento”, disse.

 

O parlamentar afirma que tem costume em guardar dinheiro em espécie em sua casa, e que isso já foi declarado durante o período eleitoral em anos anteriores.

 

“Assim como em 2018 eu fui candidato a deputado estadual e que eu ainda morava no bairro Altos da Serra, na minha residência tinha 150 mil reais, principalmente ano eleitoral. Agora, no ano de 2022, candidato à minha reeleição, declarado cerca de 170, 180 mil reais também”, completou.

 

O deputado também defendeu a destinação de suas emendas parlamentares no valor de R$ 7,7 milhões nos últimos 3 anos, alegando que foi investimento na educação militar por meio de kits de uniforme de educação física para escolas militares.   “É uma entrega que impacta na vida do cidadão, principalmente dessas famílias, dessas mais de 25 escolas militares por todo o estado de Mato Grosso. Inclusive, na maioria delas, eu estive pessoalmente fazendo essas entregas”, defendeu.

 

Já em relação à declaração do Partido Novo, de que irá puni-lo, caso se comprovem as acusações, Elizeu afirmou que isso é normal com alguém que está sendo investigado, mas que a punição só deve ocorrer após o trânsito em julgado. ‘Eu estou tranquilo, não fizemos nada de errado. E agora estamos esperando ter acesso aos autos para fazer a defesa dentro do processo”, pontuou.

 

Operação  

 

A Operação Emenda Oculta foi deflagrada após a descoberta de um vídeo que registrou um suposto repasse de propina. Entre os alvos confirmados até o momento estão o deputado estadual Elizeu Nascimento (Novo) e do irmão dele, vereador por Cuiabá, Cezinha Nascimento (União).

 

Conforme apurado pelo site Gazeta , o material foi localizado em um celular apreendido durante a Operação Gorjeta e se tornou peça-chave para o avanço das investigações, que levaram aos nomes de Cezinha e Elizeu Nascimento.  Ainda segundo a apuração, investigadores identificaram que agentes políticos estariam direcionando emendas parlamentares para dois institutos: o Instituto Social Mato-Grossense (ISMAT) e o Instituto Brasil Central (IBRACE), com o objetivo de desviar os recursos destinados às entidades.

 

Para viabilizar o esquema, conforme a investigação, era utilizada a empresa Sem Limites Esporte e Evento LTDA, que recebia valores dos institutos e posteriormente repassava quantias aos parlamentares responsáveis pelas emendas.

 

A Operação Emenda Oculta é um desdobramento da Operação Gorjeta, deflagrada pela Polícia Civil de Mato Grosso em 27 de janeiro de 2026. Na ocasião, a investigação apontou um possível esquema de desvio de cerca de R$ 3 milhões em emendas parlamentares na Câmara Municipal e na Secretaria de Esportes de Cuiabá, resultando no afastamento de Chico 2000.

Fonte: Gazeta Digital


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