Primavera do Leste / MT - Sábado, 13 de Junho de 2026

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Bolsonaro participa de culto evangélico na manhã deste domingo



Presidente eleito disse que irá governar para todos do país

O presidente eleito Jair Bolsonaro participou na manhã deste domingo (4) de um culto na Igreja Batista Atitude, no Recreio, zona oeste do Rio. Bolsonaro estava acompanhado da mulher Michele.

O presidente eleito deixou sua residência, na Barra da Tijuca pouco antes das 11h e seguiu em um comboio com escolta de policiais federais e de batedores da Polícia Militar.

Ao sair do condomínio onde mora, na Avenida Lúcio Costa, Bolsonaro foi aplaudido e ovacionado com gritos de pessoas que o chamavam de mito.

Durante o culto, com a presença de cerca de 4 mil pessoas, o presidente eleito escolheu os provérbios 4 de 25 a 26 para definir a escolha da sua equipe de governo. “Ninguém faz nada sozinho como tenho dito. Olhe o que Israel não tem e veja o que eles são. Olhe o que Brasil tem e veja o que nós não somos. O problema foi identificado, lá atrás, há 4 anos, quando decidi disputar a Presidência, sem recursos, sem partidos, sem tempo de televisão, com parte da mídia contrária às nossas propostas, mas se isso aconteceu no último domingo 28, só tem uma explicação: foi Deus que decidiu.”

O presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) participa de culto na Igreja Batista Atitude ao lado da esposa, Michelle Bolsonaro, no Rio de Janeiro
Durante o culto, Bolsonaro agradeceu a consideração, as orações e a confiança que recebeu – Fernando Frazão/Agência Brasil

Presidente de todos

Jair Bolsonaro acrescentou que a possibilidade de sua vitória não foi identificada na campanha. “Nenhum cientista político conseguiu fazer explicar que aquele velho garoto que tinha o apelido de palmito teria chegado onde chegou.”

O presidente eleito agradeceu a maioria dos presentes pelo apoio, a consideração, as orações e a confiança que recebeu. Concordando com o pastor Josué Valandro Jr, afirmou que, a partir de janeiro, será o presidente de todos no Brasil.

“Queremos sim, e, usando agora meu lado militar, seguir os passos de Caxias, o Pacificador. Mas, com a alma livre, tendo Deus acima tudo, buscarmos atender a todos que necessitam. Tenho certeza que, dessa forma, atingiremos o objetivo que não é meu, mas de todos nós.”

Bolsonaro voltou a citar o salmo: “E conhecereis a verdade e a verdade vos libertará” e foi aplaudido. “Muito obrigado a todos e que as orações continuem. Brasil acima de tudo. Deus acima de todos”, concluiu.

Depois da mensagem no palco do salão de orações, o presidente eleito e a mulher Michelle voltaram para uma cadeira na plateia, de onde acompanharam a mensagem do pastor que está à frente da igreja há 15 anos.

Agência Brasil 



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Justiça dá prazo de 24 meses para União e Funai demarcarem terra indígena no Nortão


A Justiça Federal em Mato Grosso determinou que a União e a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) concluam o processo de demarcação da terra indígena do povo Kajkwakratxi (Tapayuna), na região de Brasnorte e Juara (cerca de 300 quilômetros de Sinop), num prazo de 24 meses. O juiz federal Pablo Kipper Aguilar ordenou ainda o pagamento de R$ 10 milhões em danos morais coletivos e a realização de uma cerimônia pública de pedido de desculpas aos indígenas.

 

Na decisão, o magistrado reconheceu violações de direitos humanos cometidas contra o povo Kajkwakratxi. O juiz mandou a União reunir toda a documentação disponível no Arquivo Nacional sobre violências ocorridas durante o processo de colonização da região do Rio Arinos e a remoção forçada desse povo ao Parque Indígena do Xingu. No processo, os indígenas contaram com o apoio da Defensoria Pública da União (DPU) e do Ministério Público Federal (MPF).

 

O magistrado afastou o argumento da Funai e da União de que o Supremo Tribunal Federal (STF) já estabeleceu prazo de dez anos para a conclusão das demarcações em andamento. Para ele, tal prazo tem natureza administrativa e não impede a atuação da Justiça quando há demora excessiva. “Agradeço a luta coletiva, fico muito feliz, a comunidade fica muito feliz, é uma surpresa”, disse Wetaktxi Tapayuna, presidente da Associação Indígena Tapayuna (AIT), de acordo com mensagem divulgada pela DPU.

 

Ele acrescentou que a comunidade considera a decisão “emocionante”. “É muita alegria ver toda essa trajetória que passamos até chegar nesse ponto tão importante, com relação ao nosso povo, com as gerações que estão lutando pelo território tradicional, para demarcação do território tradicional, com expectativa de viver em cima dos seus parentes que deixaram naquele tempo. Para defender nossa ancestralidade, para viver com a alma dos parentes”, completou Wetaktxi Tapayuna.

 

De acordo com o MPF, os indígenas Kajkwakratxi foram alvo de uma série de violências ao longo do século 20, que resultaram na desestruturação social do grupo. Na década de 1970, eles foram removidos à força, pelo Estado, de seu território tradicional para o Parque Nacional do Xingu.

 

Em seguida, uma Reserva Indígena Tapayuna chegou a ser criada em 1968, mas foi extinta em 1976 sob o argumento de que não haveria indígenas na área. Há indícios, porém, de que até o presente momento existem indígenas da etnia isolada na região de ocupação tradicional.


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