Primavera do Leste / MT - Sexta-Feira, 22 de Maio de 2026

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Campanha Junho Vermelho: Município reforça importância da doação de sangue



Cada doação pode ajudar quatro pacientes diferentes

Coordenadoria de comunicação

O sexto mês do ano foi instituído como Junho Vermelho, um incentivo à doação de sangue. Esse mês foi escolhido por ser uma época que antecede as férias escolares de julho e somado ao clima frio de algumas regiões, acontece uma queda no número de doações.

Além disso, 14 de junho – Dia Mundial do Doador de Sangue – também é a data de nascimento de Karl Landsteiner, cientista que descobriu o Sistema ABO e fator Rh, que possibilitou um avanço para as transfusões sanguíneas.

 

Na Unidade de Coleta e Transfusão (UCT) de Primavera do Leste, atualmente são coletadas uma média de 200 doações por mês. A coordenadora da UCT, Dayanne Batista de Castro, explica que todos os tipos sanguíneos são necessários devido à alta demanda das UTI’s (adulto, pediátrica e neonatal).

Outro ponto a ser observado é que o Rh negativo costuma ser o estoque mais sensível da Unidade devido ao fato de o receptor O Negativo (O-) só poder receber sangue de outro O Negativo (O-), diminuindo assim as possibilidades. Além disso, o tipo O Negativo é utilizado em situações de emergência, por ser compatível para doação com os demais tipos, sendo considerado um doador universal.

Solidariedade

 

Ainda existem resistências entre pessoas que têm medo de doar por não saberem como funciona o processo de coleta do sangue ou porque pensam que ao doarem uma vez terão a obrigação de doar sangue sempre. Nesses casos, Dayanne ressalta que “o mais importante é vencer o medo do desconhecido e fazer a primeira tentativa, visitar a UCT, ver outras pessoas doando. A doação é voluntária e altruísta, mesmo que um doador seja convocado a doar, não existe obrigação para que ele continue doando sempre”, frisou.

 

Não há substitutos industriais para o sangue, o que faz da doação um ato essencial e que precisa ser incentivado sempre. Através de uma bolsa de sangue total podem ser produzidos quatro tipos de hemocomponentes: Concentrado de hemácia, plaquetas, Crioprecipitado e plasma fresco congelado. E cada doação pode então ajudar quatro pacientes diferentes.

 

Luciano Sobrinho da Silva é o doador de sangue da UCT com o maior número de doações. Ao todo, ele já saiu de casa 60 vezes para ir até a instituição e realizar o gesto de solidariedade.

 

Tudo começou quando Silva ainda era bebê e por problemas de saúde precisou receber sangue. Então em 2002, aos 21 anos, resolveu retribuir o auxílio indispensável que recebeu na infância. Passadas mais de duas décadas da primeira doação, hoje com 43 anos, ele continua a executar o ato que tanto ajuda o próximo.

 

A UCT de Primavera do Leste fica localizada na Avenida São João, nº 30 – Primavera I. O horário de funcionamento é das 7h às 10h e das 13h às 16h. Telefone: (66) 99645-8773.

 



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Brasil - Polícia

Bilhetes com ordens do PCC mostram ligação de Deolane com facção


Investigação aponta relação com outras vertentes do crime organizado

Bilhetes que continham ordens internas dos integrantes da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) apreendidos em 2019 em um presídio em Presidente Venceslau, no interior de São Paulo, levaram a polícia a abrir a investigação que culminou na Operação Vérnix, deflagrada nesta quinta-feira (21) pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP) e pela Polícia Civil.

Segundo as informações da Secretaria de Segurança Pública do estado de São Paulo (SSP-SP), os bilhetes não mencionavam o nome da influenciadora e advogada Deolane Bezerra, presa hoje na operação, mas foram o pontapé inicial para as investigações mostrarem que ela recebia valores provenientes de uma transportadora criada pelo PCC, com sede em Presidente Venceslau.

O dinheiro era repassado para outras contas para dificultar o rastreio. Duas dessas contas estão em nome de Deolane, que, segundo as investigações, fazia a lavagem do dinheiro.

Também foram alvo da operação Marco Herbas Camacho, o Marcola, chefe do PCC, que está preso na Penitenciária Federal de Brasília; Alejandro Camacho, irmão de Marcola, também preso em Brasília e notificado sobre a nova ordem de prisão; Paloma Sanches Herbas Camacho, sobrinha de Marcola e apontada como intermediária nos negócios da família, foragida na Espanha; e Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho, sobrinho de Marcola e apontado como o destinatário do dinheiro lavado da família, que estaria na Bolívia.

Interpol

A Polícia Federal e o Ministério Público auxiliam nas buscas internacionais e os investigados entraram na Lista Vermelha da Interpol. Foram expedidos seis mandados de prisões preventivas, além do bloqueio de valores superiores a R$ 327 milhões e apreensão de 17 veículos de luxo e quatro imóveis.

De acordo com o Promotor de Justiça do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) e membro do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), Lincoln Gakiya, as investigações terem chegado até Marcola e seu irmão Alejandro é importante porque mostram que, apesar de presos, ambos deixaram ordens pendentes e comunicações fora da cadeia.

Gokiya ressalta que as cartas encontradas na penitenciária em 2019 levaram as investigações até a transportadora.

“A empresa pertencia de fato à família Camacho, onde foi lavado esse dinheiro. O Marcola tem mais de 300 anos de pena para cumprir e ele certamente responderá a um novo processo, provavelmente sofrendo condenação nesse caso”, disse.

O promotor ressaltou que certamente haverá desdobramentos da Operação Vérnix, com o envolvimento de Deolane com outras pessoas e também com empresas ligadas a apostas – as bets.

“Nesse período de sete anos, mas principalmente de 2022 em diante, ela teve um aumento muito grande em seu faturamento. Inclusive sem correlação com o trabalho prestado. Então, isso vai gerar sonegação fiscal, vai gerar outras lavagens”, explicou.

Segundo o procurador-geral de Justiça de São Paulo, Paulo Sérgio de Oliveira e Costa, com a abertura dos sigilos bancário e fiscal, a investigação descobriu que Deolane mantém relacionamento com outras vertentes do crime organizado. As investigações revelaram que a influenciadora funciona como uma espécie de caixa do crime organizado.

Costa explica que, pelo poder econômico que a advogada adquiriu ao longo do tempo e influência, o crime organizado deposita esses valores nessa figura pública, e esse dinheiro acaba se misturando com o dinheiro de outras atividades.

“Quando é necessário, esses recursos retornam para o crime organizado. A prisão de uma influencer como essa, com mais de 20 milhões de seguidores, tem caráter pedagógico. Esperamos que cause um efeito de inibição”, afirmou o procurador.

Flávia Albuquerque – Repórter da Agência Brasil


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