Primavera do Leste / MT - Quinta-Feira, 22 de Outubro de 2026

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Ex-vereador reage a assalto em casa, atira em ladrão e persegue assaltantes em Cuiabá



O ex-vereador e advogado Faissal Jorge Calil Filho, de 38 anos, reagiu a um assalto na casa dele e baleou um dos ladrões, na manhã desta terça-feira (29), em Cuiabá.

Segundo a Polícia Militar, o rapaz baleado foi identificado como Rodrigo da Silva Moura, de 18 anos. Ele foi encaminhado ao Pronto-Socorro Municipal de Cuiabá (PSMC).

O G1 ligou para o ex-vereador, mas as chamadas não foram atendidas.

A tentativa de assalto ocorreu no Bairro Jardim Shangri-La, na capital. Os policiais passam pela Avenida Fernando Corrêa, em Cuiabá, e viram o ex-vereador acenando e pedindo apoio.

Faissal explicou aos policiais que perseguia três assaltantes que invadiram a residência dele momentos antes. Ele afirmou que dois dos suspeitos estavam em um ônibus, que seguia para a região do Coxipó, em Cuiabá, e que um terceiro assaltante estava armado.

O ex-vereador tem posse e registro da arma. Conforme o boletim de ocorrência, o próprio ex-vereador entrou no veículo e retirou os suspeitos do ônibus.

O terceiro assaltante, que estava com a arma, fugiu em direção ao Centro de Cuiabá. Rodrigo foi atingido pelo ex-vereador nas costas e encaminhado para atendimento médico no PSMC.

Faissal comentou que percebeu o assalto quando a irmã dele gritou ‘ladrão!’ e começou a gritar.

O ex-vereador encontrou os três assaltantes no terreno da residência, sendo que um deles apontou a arma e Faissal reagiu. Um boletim de ocorrência foi registrado e a Delegacia de Roubos e Furtos (Derf) deve começar o procedimento de investigação.

A Polícia Civil informou que Rodrigo foi liberado do PSMC às 9h40 e ainda será ouvido na delegacia.

Outro assalto

Em 2015, Faissal teve a mesma reação ao ser vítima de outro assalto. Naquela ocasião, dois assaltantes foram presos depois de serem perseguidos após arrombarem o carro do então vereador, em Cuiabá. O próprio vereador perseguiu os dois ladrões.

G1 MT



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política

TSE estuda desativar canais políticos no WhatsApp 48h antes da eleição


Proposta foi escrita pelo vice-presidente da Corte, André Mendonça

TSE faz últimos preparativos para o primeiro turno nas Eleições 2018

Uma minuta de resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) prevê que canais de WhatsApp com teor político e mais de 200 mil seguidores sejam desativados nas 48 horas anteriores e 24 horas posteriores ao segundo turno da eleição, marcado para o próximo domingo (25). 

Caso aprovada pelo plenário do TSE, a medida entraria em vigor de imediato, conforme o texto da minuta obtida pela Agência Brasil.

A minuta com a proposta passou a circular entre os ministros do TSE após o tema ser debatido em reuniões informais realizadas na sexta-feira (16) e na terça-feira (20). O texto foi redigido pelo ministro André Mendonça, vice-presidente da Corte Eleitoral.

Em nota à imprensa, o gabinete de Mendonça informou não se tratar de uma iniciativa pessoal do ministro, mas que coube a ele a autoria da minuta por ser tradição que as normas eleitorais sejam redigidas pelo vice-presidente do TSE.

“O objetivo discutido é proteger a integridade do pleito nas horas que antecedem e sucedem a votação, quando não há tempo hábil para resposta ou correção de conteúdos ilícitos”, diz a nota do gabinete de Mendonça.

A nota acrescenta ainda que o texto foi redigido a partir de um consenso interno, e que “os critérios em análise são objetivos e impessoais e valem igualmente para todos os canais de natureza político-eleitoral de grande alcance, qualquer que seja o candidato, o partido ou a orientação política”.

Caso seja aprovada, a iniciativa deve atingir o canal “Exército do Lula”, que atingiu nesta quarta (21) a marca de 7 milhões de inscritos no aplicativo de mensagens WhatsApp. Também seria desativado o canal “Tropa do Flávio”, que possui 2 milhões de inscritos.

Proposta

O texto da minuta aplica aos canais de transmissão de natureza político-eleitoral com mais de 200 mil seguidores as mesmas restrições que já vigoram sobre o conteúdo impulsionado de campanha, aquele cujo alcance é potencializado mediante pagamento às plataformas.

O texto também considera haver “alcance desproporcional de canais com grande audiência na difusão de conteúdos ilícitos”.

Em outro trecho, a proposta diz ainda que “o período compreendido entre as 48 (quarenta e oito) horas antes e as 24 (vinte e quatro) horas depois da eleição concentra o maior risco de dano irreversível à formação livre da vontade do eleitorado, por não haver tempo hábil para resposta, esclarecimento ou tutela jurisdicional efetiva”.

Controvérsia

A proposta surge após uma disputa de liminares em torno do canal “Exército do Lula”. Na semana passada, o canal foi retirado do ar pelo ministro Kássio Nunes Marques, presidente do TSE, após pedido da campanha do presidenciável Flávio Bolsonaro, que alegou disseminação de desinformação.

Logo em seguida, porém, o corregedor-nacional da Justiça Eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, restabeleceu o canal. Ele afirmou não haver elementos que justificassem a medida e que Nunes Marques não poderia ter suspendido o canal por via administrativa, como fez, uma vez que o caso já tramitava pela via judicial em processo relatado pelo próprio corregedor.

Pouco depois, porém, Nunes Marques voltou a suspender o canal, alegando que mesmo sendo administrado por um apoiador, o deputado André Janones (Rede-MG), a ferramenta teria vínculo com a campanha oficial, e portanto deveria estar registrado no TSE como tal.

Por fim, o Exército do Lula acabou sendo liberado pelo presidente do TSE, após o registro ter sido feito pela campanha oficial.

Felipe Pontes – repórter da Agência Brasil


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