Primavera do Leste / MT - Terca-Feira, 14 de Abril de 2026

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Ex-vereador reage a assalto em casa, atira em ladrão e persegue assaltantes em Cuiabá



O ex-vereador e advogado Faissal Jorge Calil Filho, de 38 anos, reagiu a um assalto na casa dele e baleou um dos ladrões, na manhã desta terça-feira (29), em Cuiabá.

Segundo a Polícia Militar, o rapaz baleado foi identificado como Rodrigo da Silva Moura, de 18 anos. Ele foi encaminhado ao Pronto-Socorro Municipal de Cuiabá (PSMC).

G1 ligou para o ex-vereador, mas as chamadas não foram atendidas.

A tentativa de assalto ocorreu no Bairro Jardim Shangri-La, na capital. Os policiais passam pela Avenida Fernando Corrêa, em Cuiabá, e viram o ex-vereador acenando e pedindo apoio.

Faissal explicou aos policiais que perseguia três assaltantes que invadiram a residência dele momentos antes. Ele afirmou que dois dos suspeitos estavam em um ônibus, que seguia para a região do Coxipó, em Cuiabá, e que um terceiro assaltante estava armado.

O ex-vereador tem posse e registro da arma. Conforme o boletim de ocorrência, o próprio ex-vereador entrou no veículo e retirou os suspeitos do ônibus.

O terceiro assaltante, que estava com a arma, fugiu em direção ao Centro de Cuiabá. Rodrigo foi atingido pelo ex-vereador nas costas e encaminhado para atendimento médico no PSMC.

Faissal comentou que percebeu o assalto quando a irmã dele gritou ‘ladrão!’ e começou a gritar.

O ex-vereador encontrou os três assaltantes no terreno da residência, sendo que um deles apontou a arma e Faissal reagiu. Um boletim de ocorrência foi registrado e a Delegacia de Roubos e Furtos (Derf) deve começar o procedimento de investigação.

A Polícia Civil informou que Rodrigo foi liberado do PSMC às 9h40 e ainda será ouvido na delegacia.

Outro assalto

Em 2015, Faissal teve a mesma reação ao ser vítima de outro assalto. Naquela ocasião, dois assaltantes foram presos depois de serem perseguidos após arrombarem o carro do então vereador, em Cuiabá. O próprio vereador perseguiu os dois ladrões.

G1 MT



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‘Pouca Sombra’ é preso suspeito de integrar quadrilha que fez o maior assalto de MT


Suspeito é apontado como chefe da logística de mega-assalto em Confresa, sendo uma peça-chave na organização do crime que aterrorizou a cidade em 2023

A Polícia Civil de Mato Grosso prendeu um dos principais suspeitos de integrar a organização criminosa responsável pelo maior roubo da história do Estado, ocorrido em abril de 2023, no município de Confresa.

 

A prisão ocorreu na quarta-feira (8), em Marabá (PA), durante a terceira fase da Operação Pentágono.

Segundo o portal Marabá em Foco, o suspeito conhecido como ‘Pouca Sombra’, Pablo Henrique de Sousa Franco, foi apontado como chefe da logística do ataque.

Na mesma ação, também foi preso Josivan Pereira da Silva, outro investigado por participação no crime.

 

Segundo as investigações, ‘Pouca Sombra’ teria atuado diretamente na estrutura logística da quadrilha, responsável por garantir transporte, rotas de fuga e suporte operacional para a execução do assalto.

 

A Polícia Civil não detalhou, até o momento, todas as atribuições individuais dos suspeitos.

 

Ação em cinco estados

A ofensiva policial cumpre ao todo 97 ordens judiciais em cinco estados, incluindo 27 mandados de prisão, 30 de busca e apreensão e o bloqueio de 40 contas bancárias. As medidas foram autorizadas pela 3ª Vara Criminal de Barra do Garças.

 

De acordo com a Gerência de Combate ao Crime Organizado, o grupo tinha atuação interestadual e estrutura altamente organizada, com divisão em núcleos que incluíam comando financeiro, planejamento, execução e apoio logístico em diferentes regiões do país.

 

As investigações apontam que pelo menos 50 pessoas participaram direta ou indiretamente do crime, que seguiu o modelo conhecido como ‘domínio de cidades’, quando criminosos cercam o município, atacam forças de segurança e causam pânico para facilitar a ação principal.

Confresa foi sitiada

O ataque aconteceu em 9 de abril de 2023, quando cerca de 20 criminosos fortemente armados sitiaram Confresa, a mais de mil quilômetros de Cuiabá. Parte do grupo invadiu o quartel da Polícia Militar, rendeu agentes e incendiou o prédio, enquanto outros destruíam veículos e espalhavam terror pela cidade.

 

O alvo principal era a transportadora de valores Brink’s. Apesar do uso de explosivos de alta potência, o grupo não conseguiu acessar o cofre e acabou fugindo, abandonando veículos e equipamentos utilizados na ação.

 

Segundo o delegado da GCCO, Gustavo Belão, esta fase da operação representa um avanço importante ao atingir integrantes dos núcleos de comando, financiamento e logística, considerados essenciais para a execução do crime.

 

As investigações também revelaram que os recursos movimentados pela organização têm origem em outros roubos de grande porte realizados no país, além de crimes menores usados para lavagem de dinheiro.

 

Após o ataque, 18 suspeitos morreram em confrontos com forças de segurança durante buscas realizadas no Tocantins. Outros envolvidos já haviam sido presos em fases anteriores da operação.

 

A Operação Pentágono integra a estratégia estadual de combate ao crime organizado e conta com apoio de forças policiais de diversos estados, reforçando a atuação conjunta para desarticular quadrilhas com atuação nacional.

Fonte MidiaMax

 


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