Primavera do Leste / MT - Quarta-Feira, 14 de Janeiro de 2026

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Farm Show 2025: SEDEC viabiliza participação do Parque Tecnológico, trazendo inovações para o setor produtivo



A Secretaria de Desenvolvimento Econômico de Primavera do Leste (SEDEC), em um esforço para fortalecer a inovação e o desenvolvimento tecnológico na região, viabilizou a participação do Parque Tecnológico do Governo de Mato Grosso na Farm Show 2025.

Pela primeira vez, o Parque Tecnológico (PqTec-MT) marcou presença na feira, oferecendo atendimentos ao público e apresentando projetos que impulsionam a economia local por meio da tecnologia. Essa participação só foi possível graças à articulação da SEDEC, que busca constantemente oportunidades para conectar empresários e empreendedores a inovações estratégicas.

No stand conjunto da SEDEC e do Parque Tecnológico, os visitantes teve acesso a informações sobre incentivos para instalação de indústrias em Primavera do Leste, além da linha de crédito “Linha Desenvolve MT”, voltada para pequenos e grandes empresários.

Outro grande destaque foi o MT Ciências, que trouxe experiências interativas ao evento, incluindo uma carreta tecnológica com exposições inovadoras, óculos de realidade virtual, planetário digital, jogos de lógica, robôs de Lego e uma impressora 3D operando em tempo real.

O secretário de Desenvolvimento Econômico, Inovações, Turismo e Tecnologia, Fábio Parente, ressaltou a importância dessa conquista:

“A presença do Parque Tecnológico na Farm Show 2025 é um marco para Primavera do Leste e Mato Grosso. Esse esforço conjunto da SEDEC tem como objetivo fortalecer o desenvolvimento econômico e tecnológico da região, apresentando aos empresários e investidores as oportunidades e incentivos disponíveis. Além disso, contamos com a parceria da Agência de Inovação (AGINOV), da Uiversidade do Estado de Mato Grosso e da multinacional Lenovo, agregando ainda mais valor ao nosso espaço.

Quero agradecer de imediato o Secretário da Secitec MT, Allan Kardek, o Diretor do Parque Tecnológico MT, Rafael Bastos, Governador Mauro Mendes. Por proporcionar Primavera do Leste, com essas ações, que viabilizou uma imensa vitrine de ações a nossa população e todos que estiveram aqui na Farm Show nesses dias.

Agradeço ao Prefeito Sérgio Machnic, Vice Prefeira Iva Viana e os 15 Vereadores pela confiança em acreditar que a Sedec PVA, pode ir além de suas fronteiras.



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política

PISCICULTURA: Deputado Nininho mobiliza Assembleia Legislativa, Governo do Estado e agricultores para fomentar produção de peixe em Mato Grosso


Com recursos do Banco Mundial, deputado trabalha para organizar cadeia produtiva, implantar cooperativas e fortalecer piscicultura em Mato Grosso; iniciativa prevê projeto piloto na Baixada Cuiabana

O deputado estadual Ondanir Bortolini – Nininho (Republicanos) está mobilizando a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), o governo estadual e o setor produtivo para reestruturar a piscicultura em Mato Grosso, com foco na Baixada Cuiabana. O parlamentar defende a integração de políticas públicas e a formação de cooperativas para absorver parte dos US$ 100 milhões garantidos junto ao Banco Mundial para a agricultura de pequena escala. A estratégia aponta para a verticalização da produção para retomar o protagonismo do Estado, que atualmente ocupa o sétimo lugar no ranking nacional.

 

Segundo Nininho, a Baixada Cuiabana possui características geográficas que favorecem o pequeno produtor em detrimento da agricultura de larga escala. “A aptidão das áreas aqui é mais voltada para a agricultura familiar e pequena propriedade. Não tem aptidão, muitas vezes, para a agricultura de grande escala. Precisamos achar uma maneira de fomentar essa atividade”, afirma Nininho.

 

A proposta do deputado envolve um consórcio entre a Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf), a Empaer e universidades. O objetivo é criar uma estrutura que reduza custos operacionais, incluindo a produção regional de alevinos e a instalação de fábricas de ração próprias. “Nós vamos agregar mais valor no nosso produto e diminuir o custo dos insumos, o que faz com que a rentabilidade e a margem de lucro fiquem maiores para os nossos produtores”, explica Nininho.

CRÉDITO E COOPERATIVAS

Um dos pilares do projeto de Nininho visa o acesso a recursos internacionais. De acordo com a Seaf, os investimentos do Banco Mundial serão aplicados nos próximos cinco anos, priorizando ações sustentáveis. Para o deputado, a organização em cooperativas é a chave para que o pequeno piscicultor acesse esses fundos. “Nosso objetivo é estruturar toda essa cadeia. A ideia é criarmos cooperativas para incluir no programa do Banco Mundial, buscando recursos a fundo perdido para apoiar o pequeno produtor”, destaca.

 

A industrialização também está no radar do parlamentar. O parlamentar defende a criação de frigoríficos com certificação federal (Sisp/Sif) para que o peixe mato-grossense alcance novos mercados. “Essa cooperativa vai tirar o selo para poder ter a inspeção federal e vender esse pescado lá fora, não somente no mercado interno, mas no externo também”, projeta Nininho.

 

INTEGRAÇÃO TÉCNICA

 

A viabilidade do plano conta com o suporte da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), que propõe um diagnóstico de 800 propriedades para identificar gargalos tecnológicos. “O estudo vai permitir compreender as necessidades dos produtores, aprimorar a compra de insumos e desenvolver tecnologias adequadas à realidade local. O sucesso depende da integração entre pesquisa e produção”, explica o professor Márcio Hoshiba, da UFMT e integrante do Núcleo de Estudos em Pesca e Aquicultura (Nepes).

 

O presidente da Associação Mato-grossense dos Aquicultores (Aquamat), Darci Fornari, defende a integração e a verticalização da produção para aumentar a competitividade. “Temos potencial para sermos o maior produtor de peixe do Brasil. O desafio é fortalecer as cooperativas e reduzir a atuação isolada dos pequenos produtores, que representam 80% do setor. Queremos aplicar o modelo de sucesso das grandes operações também aos pequenos”, comenta.

 

 

 

PROTAGONISMO

 

Mato Grosso produziu 44,5 toneladas de peixe em 2024, com receita estimada em R$ 600 milhões, ocupando atualmente a sétima posição no ranking nacional. Para Nininho, o Estado reúne condições para recuperar o protagonismo no setor, desde que haja planejamento e políticas contínuas de apoio à produção.

 

“Mato Grosso tem os ativos necessários, água e tecnologia, mas carece de gestão integrada. Temos água em abundância e profissionais qualificados. Falta apenas organização e incentivo para retomarmos a liderança”, conclui o parlamentar.

Redação: Sérgio Ober


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