Primavera do Leste / MT - Terca-Feira, 19 de Maio de 2026

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Força Tática e CAR, de Primavera passam por treinamento



Policiais da Força Tática e CAR – Comando de Ação Rápida, da Polícia Militar do 11° Comando Regional passam por treinamento de revisão de ações e aprimoramento para melhor servir e proteger. O treinamento começou com parte teórica na Faculdade Unic e na manhã desta quinta-feira 12, a parte prática no Parque de Exposição. Os polícias estão tendo instruções de tiro não letais, para controle de manifestações reintegração da ordem pública.  Segundo Major Gabriel este treinamento é necessário e serve de reciclagem para o combate, “as leis mudam, bem como as ações de atuação da polícia por isso é importante passar por aprimoramentos de todo conhecimento adquirido”, Disse Maj. Gabriel.

O exercício está sendo feito por polícias da ROTAN de Cuiabá apresentando instrumentos de menor potencial ofensivo, “os equipamentos que temos para subsidiar as ações da Polícia Militar em situações de choque, para restabelecer a ordem e preservar a vida estão sendo apresentados aso policiais”, pontuou Tenente Monteiro.



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‘QUEM SOFRE, SOFRE CALADO’ ‘Agressor não tem cara’, alerta delegado sobre crimes sexuais contra menores


Como forma de alertar a população para os crimes sexuais que têm crianças e adolescentes como vítimas, o delegado Ramiro Queiroz, da Delegacia Especializada de Defesa da Criança e do Adolescente (Deddica), apontou que “o agressor não tem cara”.

 

“Todos nós temos a cara do agressor. Hoje eu prendi um pai, ele tinha acabado de chegar do trabalho [trabalhava de noite]. Para a sociedade, ele é um trabalhador”, disse o delegado.

 

O preso é um dos 18 alvos da Operação Marco Zero, deflagrada nesta segunda-feira (18), que tem como objetivo combater o crime de estupro de vulnerável em Mato Grosso.

 

Conforme a polícia, 16 alvos estão na Baixada Cuiabana e outros dois entre Pernambuco e Mato Grosso do Sul. O delegado expressou ainda a tristeza de ter que falar sobre um crime tão bárbaro contra uma criança que deveria ser protegida pelo pai.

 

Na verdade, ele era um agressor que, além de bater na filha de oito anos, a amarrava com o cinto e cometia os abusos.

 

“Não entra na minha cabeça uma atitude dessas, um pai ter esse tipo de conduta, pois é ele que teria que proteger e dar segurança para essa criança se tornar um adulto capaz sem nenhum tipo de trauma. Eu me pergunto como está a cabeça dessa menina agora”, lamentou.

 

“Esse crime é cometido entre quatro paredes, quase ninguém testemunha. E, quem sofre, sofre calado. Por isso, é importante observar nossas crianças, se mudam de comportamento, de conduta”, ressaltou o delegado.

 

As investigações reuniram elementos robustos que subsidiaram os pedidos de prisão preventiva ao Poder Judiciário, demonstrando a gravidade dos crimes apurados e a necessidade de resguardar as vítimas, bem como garantir a aplicação da lei penal.

 

“O trabalho da Polícia Civil no enfrentamento à violência sexual contra crianças e adolescentes é prioridade absoluta, destacando a importância da denúncia e da atuação integrada da rede de proteção”, destacou o delegado.

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