Primavera do Leste / MT - Sábado, 13 de Junho de 2026

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Polícia

Força Tática e CAR, de Primavera passam por treinamento



Policiais da Força Tática e CAR – Comando de Ação Rápida, da Polícia Militar do 11° Comando Regional passam por treinamento de revisão de ações e aprimoramento para melhor servir e proteger. O treinamento começou com parte teórica na Faculdade Unic e na manhã desta quinta-feira 12, a parte prática no Parque de Exposição. Os polícias estão tendo instruções de tiro não letais, para controle de manifestações reintegração da ordem pública.  Segundo Major Gabriel este treinamento é necessário e serve de reciclagem para o combate, “as leis mudam, bem como as ações de atuação da polícia por isso é importante passar por aprimoramentos de todo conhecimento adquirido”, Disse Maj. Gabriel.

O exercício está sendo feito por polícias da ROTAN de Cuiabá apresentando instrumentos de menor potencial ofensivo, “os equipamentos que temos para subsidiar as ações da Polícia Militar em situações de choque, para restabelecer a ordem e preservar a vida estão sendo apresentados aso policiais”, pontuou Tenente Monteiro.



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Brasil

Justiça dá prazo de 24 meses para União e Funai demarcarem terra indígena no Nortão


A Justiça Federal em Mato Grosso determinou que a União e a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) concluam o processo de demarcação da terra indígena do povo Kajkwakratxi (Tapayuna), na região de Brasnorte e Juara (cerca de 300 quilômetros de Sinop), num prazo de 24 meses. O juiz federal Pablo Kipper Aguilar ordenou ainda o pagamento de R$ 10 milhões em danos morais coletivos e a realização de uma cerimônia pública de pedido de desculpas aos indígenas.

 

Na decisão, o magistrado reconheceu violações de direitos humanos cometidas contra o povo Kajkwakratxi. O juiz mandou a União reunir toda a documentação disponível no Arquivo Nacional sobre violências ocorridas durante o processo de colonização da região do Rio Arinos e a remoção forçada desse povo ao Parque Indígena do Xingu. No processo, os indígenas contaram com o apoio da Defensoria Pública da União (DPU) e do Ministério Público Federal (MPF).

 

O magistrado afastou o argumento da Funai e da União de que o Supremo Tribunal Federal (STF) já estabeleceu prazo de dez anos para a conclusão das demarcações em andamento. Para ele, tal prazo tem natureza administrativa e não impede a atuação da Justiça quando há demora excessiva. “Agradeço a luta coletiva, fico muito feliz, a comunidade fica muito feliz, é uma surpresa”, disse Wetaktxi Tapayuna, presidente da Associação Indígena Tapayuna (AIT), de acordo com mensagem divulgada pela DPU.

 

Ele acrescentou que a comunidade considera a decisão “emocionante”. “É muita alegria ver toda essa trajetória que passamos até chegar nesse ponto tão importante, com relação ao nosso povo, com as gerações que estão lutando pelo território tradicional, para demarcação do território tradicional, com expectativa de viver em cima dos seus parentes que deixaram naquele tempo. Para defender nossa ancestralidade, para viver com a alma dos parentes”, completou Wetaktxi Tapayuna.

 

De acordo com o MPF, os indígenas Kajkwakratxi foram alvo de uma série de violências ao longo do século 20, que resultaram na desestruturação social do grupo. Na década de 1970, eles foram removidos à força, pelo Estado, de seu território tradicional para o Parque Nacional do Xingu.

 

Em seguida, uma Reserva Indígena Tapayuna chegou a ser criada em 1968, mas foi extinta em 1976 sob o argumento de que não haveria indígenas na área. Há indícios, porém, de que até o presente momento existem indígenas da etnia isolada na região de ocupação tradicional.


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