Primavera do Leste / MT - Sábado, 17 de Janeiro de 2026

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A Palavra

Geladeira de Deus disponibiliza alimentos de graça para moradores de rua



Quantas vezes em nossas casas perdemos os alimentos? Seja porque sobrou muito das refeições, ou porque não prestamos atenção na data de validade, ou ainda porque compramos mais que o necessário. Dados da Empresa Brasileira De Pesquisa Agropecuária (Embrapa) apontam que nós brasileiros desperdiçamos por dia 40 mil toneladas de alimentos. Os dados são de uma pesquisa realizada no ano passado.
Em 2013, foi constatado que mais de 7 milhões de brasileiros passam fome, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), esses dados são do ano de 2013. Estamos desperdiçando muita comida, sendo que são muitos brasileiros com a necessidade mais básica do ser humano, o alimento. Individualmente não temos como mudar todos esses dados, mas podemos começar mudando nosso comportamento dentro de casa.
Nesta perspectiva de mudança de comportamento e de conscientização surgiu o projeto Amar, da Igreja de Deus no Brasil. A igreja existe em mais de 186 países pelo mundo e um dos trabalhos que impulsiona a instituição é a luta para que não haja desperdício de comida. Com o intuito de não jogar os alimentos fora, o projeto amar que funciona há 4 anos, leva alimentos as pessoas que tem fome e não tem o que comer.
“Nós recebemos doações, também ganhamos alimentos de supermercados, e aí fazemos comidas e lanches e entregamos para moradores de ruas e para pessoas que estão desempregadas e não tem como comprar comida”. Aponta o Pastor da Igreja de Deus no Brasil e coordenador do projeto Amar, Ruben Grubert.
O pastor disse que no inicio do projeto, os voluntários saiam para as ruas, para ir de encontro aqueles que precisam, entregando os alimentos, nas praças, nas ruas, mas hoje o projeto conseguiu uma casa e com isso, todas as refeições podem ser servidas no local. A casa é alugada pela igreja, tem uma cozinha grande e um pátio com uma mesa e bancos que dá para acomodar a todos. Atualmente o projeto serve almoços na segunda, quarta e sexta e nas terças e quintas, serve lanches.
“Servimos os alimentos e eles se sentem acolhidos e nos contam suas histórias de vida que são muito tristes, nós ouvimos e fazemos orações com eles. Alguns que são dependentes químicos, nós entramos em contato com o pastor Rafael que cuida da casa de recuperação Boaz, que fica no Verde Vale e tentamos uma vaga para quem necessita”. Menciona o Pastor Ruben.
Ainda pensando na necessidade das pessoas, o projeto Amar, teve a iniciativa de colocar uma geladeira na rua. A chamada Geladeira de Deus é abastecida todos os dias, com marmitas de comida e com lanches. Ela fica a disposição de qualquer pessoa que esteja com fome, basta abrir sua porta e pegar o alimento.
“Jesus disse: Tive fome e me deste de comer. Essa é a prática que a Igreja faz, e que nós todos devemos fazer. O pastor fazendo ensina uma igreja, uma igreja ensina uma cidade, uma cidade fazendo ensina um estado, um estado fazendo ensina uma nação e uma nação ensina um continente. Não podemos deixar a comida ir para o lixo é preciso de mais conscientização e atitude, porque para quem tem fome é difícil, principalmente a noite, que eles não tem onde recorrer, por isso deixamos a geladeira abastecida”. Ressalta o Pastor Ruben.
Para finalizar o pastor chama a atenção daqueles que querem ajudar e obter um retorno com isso. Ruben fala que temos que ajudar sem querer nada em troca, não é a troca de favor, o importante é se doar. Mateus 25-45, “Quem deixar de fazer por esses pequeninos está deixando de fazer por mim”. Para quem deseja conhecer melhor o projeto, pode procurar os voluntários na casa que fica na Rua Bento Gonçalves, no centro da cidade. O telefone é o (66) 99679-8841

Josieli Araújo



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Punição da Sefaz: Secretário multa servidora em 50% da remuneração por não cumprir lei


O secretário de Fazenda (Sefaz-MT) Rogério Gallo multou em 50% da remuneração a servidora pública Gisele Barco de Matos, que respondia a um Processo Administrativo Disciplinar (PAD), desde de 2024.

A punição foi aplicada como medida alternativa da suspensão por 90 dias da servidora, como estabelece o Estatuto dos Servidores Públicos do Estado de Mato Grosso. A servidora está afastada da sua função há dois anos para tratar de interesse pessoa

A pena de suspensão não faria sentido de forma correta.

A punição foi aplicada como medida alternativa da suspensão por 90 dias da servidora, como estabelece o Estatuto dos Servidores Públicos do Estado de Mato Grosso. A servidora está afastada da sua função há dois anos para tratar de interesse pessoal A pena de suspensão não faria sentido de forma

 

A penalidade à servidora foi aplicada porque ela violou a dever do funcionário público, de ler conduta de moralidade administrativa, e pela proibição de realizar atividade incompatível com a função e horário de trabalho que exerce na secretaria

 

A Sefaz MT informou que o caso está em sigilo e não pode comentar mais detalhes sobre o processo disciplinar da servidora

 

Explique melhor “A penalidade à servidora foi aplicada porque ela violou o dever do funcionário público, de ter conduta de moralidade administrativa, e pela proibição de realizar atividade incompatível com a função e horário de trabalho que exerce na secretaria.”

 

Essa frase resume os fundamentos jurídicos e éticos que levaram à punição da servidora. No Direito Administrativo brasileiro, o servidor público não responde apenas pelo que faz “no papel”, mas também por como se comporta e como gere seu tempo.

Aqui está o desdobramento desses três pontos principais:

 

1. Violação do Dever de Moralidade Administrativa A moralidade administrativa vai além da legalidade (seguir a lei). Ela exige que o servidor atue com honestidade, decoro e boa-fé. O que significa na prática: Não basta que o ato seja legal; ele precisa ser ético. Se a conduta da servidora foi considerada “imoral” para a administração, entende-se que ela feriu a imagem da instituição ou agiu de forma a privilegiar interesses que não são os públicos.

 

2. Realização de Atividade Incompatível com a Função

Todo cargo público possui restrições para evitar conflitos de interesse. O conflito: Um servidor da Secretaria de Fazenda (Sefaz), que lida com impostos, fiscalização e dinheiro público, geralmente é proibido de exercer atividades privadas que possam gerar influência indevida ou onde ele possa usar informações privilegiadas.

 

Exemplo: Um fiscal de tributos não pode ser consultor de empresas que ele mesmo deveria fiscalizar.

3. Incompatibilidade com o Horário de Trabalho

 

Este é um ponto objetivo sobre a jornada de trabalho. Dedicação: O Estado paga pelo tempo do servidor. Se ficou comprovado que ela exercia outra atividade (seja comercial, advocatícia, etc.) durante o período em que deveria estar cumprindo sua carga horária na Sefaz, isso configura abandono de função ou má prestação de serviço.

 

Por que isso é grave?

Para a administração pública, quando um servidor une esses três fatores, ele quebra a relação de confiança com o Estado. A punição (que pode variar de advertência e suspensão até demissão) serve para reafirmar que o interesse público deve prevalecer sobre o interesse privado do funcionário.

 

No caso citado, a decisão do secretário Rogério Gallo sinaliza que a conduta de Gisele Barco de Matos ultrapassou os limites aceitáveis para alguém que ocupa um cargo na estrutura fazendária.

Fonte: Mídia News

 


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