Primavera do Leste / MT - Sexta-Feira, 03 de Abril de 2026

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Lideranças evangélicas expõem razões para se manifestarem em apoio a Bolsonaro



A pouco mais de uma semana para as eleições presidenciais, diversas lideranças evangélicas vêm se mobilizando para expressar publicamente seu apoio ao candidato Jair Bolsonaro (PSL). Um dos pontos destacados é que o capitão do Exército é o único em condições de vencer as eleições que abraça os valores cristãos e a luta contra o aborto.

O pastor Samuel Câmara foi um dos que se posicionou de maneira mais aberta, recentemente. Presidente da Convenção da Assembleia de Deus no Brasil (CADB), e líder da chamada “Igreja-mãe” da denominação, em Belém (PA), Câmara afirmou que o país está contagiado por uma onda a favor de Bolsonaro.

De acordo com informações do portal JM Notícia, Câmara reuniu mais de mil obreiros da denominação num espaço de eventos, como forma de manter a neutralidade da igreja no assunto. “Fazemos nossa reunião em local neutro, jamais na igreja. Precisamos obedecer às leis como mais uma forma de exercer cidadania”, afirmou.

No encontro, debateram e analisaram o contexto político do Brasil, e a conclusão foi que é hora de guinada. Câmara relatou, durante sua fala, que esteve em Roraima e Amazonas e notou que o povo da região já aderiu ao nome de Bolsonaro.

A mesma postura foi expressa pelo pastor Hidekazu Takayama (PSC-PR), líder da bancada evangélica no Congresso Nacional. Em um vídeo divulgado nas redes sociais, o deputado federal destacou que essa é a hora para que os cristãos tomem uma posição clara em apoio a Jair Bolsonaro.

“Meus irmãos e amigos, o Brasil está em uma encruzilhada. Por mais que as pesquisas sejam questionáveis, está muito claro que se desenha um quadro de polarização. Não é uma questão de voto útil apenas, trata-se da escolha entre quem pode fazer mudanças e quem quer afundar o país de vez numa crise”, afirmou Takayama.

Destacando que Bolsonaro não é o “candidato perfeito”, Takayama afirmou que é importante que o país não regrida neste momento: “O PT governou o país por 13 anos. Ganhou em 2002, 2006, 2010 e 2014. A mudança começou em 2016, quando tivemos o impeachment de Dilma, resultante de sua incapacidade de gerir o Brasil. Eu fui a favor de seu afastamento porque estávamos a um passo de nos tornarmos uma Venezuela”, recapitulou.

Nesse contexto, o pastor pontuou que essa é a eleição mais importante desde a retomada das eleições diretas para presidente: “Vejam bem o que Lula dizia antes de ser preso. Eles querem o controle de imprensa, o que significa uma censura. Falam em avançar o país, mas seus modelos são o cubano e o regime de Maduro. O plano de governo desse pessoal atingirá em cheio o futuro da nação. Pregam o dividir para conquistar e, pior de tudo, lutam contra a família e pela erotização das nossas crianças. Jamais vamos concordar com isso”, destacou.

“Estou com Bolsonaro por motivos muito simples. Eu o conheço da Câmara e muitas vezes votamos juntos pautas que defendem os valores cristãos que acreditamos. Ele, assim como eu, defende a liberalidade econômica. Precisamos de um Estado menor, enxuto, ágil e sem espaços para corrupção e o toma lá, dá cá”, concluiu.



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Opinião - política

Troca de legenda, mesma lógica: Bira muda de partido e recalcula rota para 2026


Charge política.

Por Luis Costa/ Redação

Em Primavera do Leste, a política inova, pelo menos no discurso e na  prática, manual de reposicionamento, onde mudar de partido é menos sobre ideologia e mais sobre encontrar o melhor lugar ao sol.

Bira deixou o PL e desembarcou no Podemos. A justificativa oficial vem carregada de termos nobres: “reorganização”, “maturidade política”, “fortalecimento de grupo”. Tudo muito elegante quase poético , não fosse o fato de que, na prática, trata-se de um movimento clássico de quem decidiu apostar em um campo mais promissor.

Ao sair da base de Wellington Fagundes e se alinhar ao grupo de Max Russi, com conexão direta ao vice-governador Otaviano Pivetta, Bira não apenas mudou de partido. Mudou de eixo de poder. E isso, sim, é o que realmente importa , o resto é narrativa para consumo público.

A nova filiação o posiciona melhor no tabuleiro estadual e, de quebra, mexe no cenário de Primavera, onde disputa espaço com o ex-prefeito Leonardo Bortolin. Com uma legenda mais “leve” como gostam de dizer, tenta ampliar alcance e reduzir resistências. Traduzindo: quer mais voto e menos desgaste, e quem sabe consegue unir muitos primaverenses em torno do projeto com chance de conseguir ter um deputado.

No pacote, entra também o tempero tradicional da política local: fé e articulação caminhando lado a lado. A influência da igreja, representada por lideranças como o pastor Ary Dantas, segue presente, lembrando que, por aqui, espiritualidade e estratégia eleitoral costumam dividir o mesmo púlpito.

Enquanto isso, o apoio do prefeito Sérgio Machnic, em parceria institucional com Max Russi, é apresentado como compromisso com o desenvolvimento e sinal de alinhamento. E é mesmo, alinhamento de grupo que fica ainda mais forte.

Para completar o cenário, Eduardo Botelho deixa o União Brasil e migra para o MDB, garantindo que o tabuleiro continue em movimento suficiente para parecer dinâmico, garantindo quase que uma vaga já no partido, podendo dificultar ainda para Léo.

No fim, a tal “mudança de jogo” existe, mas não exatamente como vendem. O jogo continua o mesmo, o que muda é quem está melhor posicionado nele. E nisso, convenhamos, Bira fez seu movimento no tempo certo.


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