Primavera do Leste / MT - Quinta-Feira, 23 de Abril de 2026

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Lideranças evangélicas expõem razões para se manifestarem em apoio a Bolsonaro



A pouco mais de uma semana para as eleições presidenciais, diversas lideranças evangélicas vêm se mobilizando para expressar publicamente seu apoio ao candidato Jair Bolsonaro (PSL). Um dos pontos destacados é que o capitão do Exército é o único em condições de vencer as eleições que abraça os valores cristãos e a luta contra o aborto.

O pastor Samuel Câmara foi um dos que se posicionou de maneira mais aberta, recentemente. Presidente da Convenção da Assembleia de Deus no Brasil (CADB), e líder da chamada “Igreja-mãe” da denominação, em Belém (PA), Câmara afirmou que o país está contagiado por uma onda a favor de Bolsonaro.

De acordo com informações do portal JM Notícia, Câmara reuniu mais de mil obreiros da denominação num espaço de eventos, como forma de manter a neutralidade da igreja no assunto. “Fazemos nossa reunião em local neutro, jamais na igreja. Precisamos obedecer às leis como mais uma forma de exercer cidadania”, afirmou.

No encontro, debateram e analisaram o contexto político do Brasil, e a conclusão foi que é hora de guinada. Câmara relatou, durante sua fala, que esteve em Roraima e Amazonas e notou que o povo da região já aderiu ao nome de Bolsonaro.

A mesma postura foi expressa pelo pastor Hidekazu Takayama (PSC-PR), líder da bancada evangélica no Congresso Nacional. Em um vídeo divulgado nas redes sociais, o deputado federal destacou que essa é a hora para que os cristãos tomem uma posição clara em apoio a Jair Bolsonaro.

“Meus irmãos e amigos, o Brasil está em uma encruzilhada. Por mais que as pesquisas sejam questionáveis, está muito claro que se desenha um quadro de polarização. Não é uma questão de voto útil apenas, trata-se da escolha entre quem pode fazer mudanças e quem quer afundar o país de vez numa crise”, afirmou Takayama.

Destacando que Bolsonaro não é o “candidato perfeito”, Takayama afirmou que é importante que o país não regrida neste momento: “O PT governou o país por 13 anos. Ganhou em 2002, 2006, 2010 e 2014. A mudança começou em 2016, quando tivemos o impeachment de Dilma, resultante de sua incapacidade de gerir o Brasil. Eu fui a favor de seu afastamento porque estávamos a um passo de nos tornarmos uma Venezuela”, recapitulou.

Nesse contexto, o pastor pontuou que essa é a eleição mais importante desde a retomada das eleições diretas para presidente: “Vejam bem o que Lula dizia antes de ser preso. Eles querem o controle de imprensa, o que significa uma censura. Falam em avançar o país, mas seus modelos são o cubano e o regime de Maduro. O plano de governo desse pessoal atingirá em cheio o futuro da nação. Pregam o dividir para conquistar e, pior de tudo, lutam contra a família e pela erotização das nossas crianças. Jamais vamos concordar com isso”, destacou.

“Estou com Bolsonaro por motivos muito simples. Eu o conheço da Câmara e muitas vezes votamos juntos pautas que defendem os valores cristãos que acreditamos. Ele, assim como eu, defende a liberalidade econômica. Precisamos de um Estado menor, enxuto, ágil e sem espaços para corrupção e o toma lá, dá cá”, concluiu.



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POLÍTICA TERRITORIAL: Deputado Nininho celebra sanção de lei que regulamenta desmembramento de municípios


Nova legislação cria critérios nacionais para desmembramento de áreas entre municípios e abre caminho para revisão de limites em Mato Grosso; plebiscito será nos dois municípios afetados

Entrou em vigor a Lei Complementar 230/2026, que estabelece regras nacionais para o desmembramento de parte de um município para incorporação a outro. Sancionada sem vetos pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e publicada no Diário Oficial da União, a norma foi acompanhada de perto pelo deputado estadual Ondanir Bortolini, Nininho (Republicanos), que articulou com a deputada federal Gisela Simona a agilização da tramitação da proposta no Congresso Nacional.

 

A nova legislação define que qualquer alteração territorial dependerá de iniciativa da Assembleia Legislativa, elaboração de estudo de viabilidade e aprovação por plebiscito envolvendo os eleitores dos municípios afetados. O texto também proíbe, de forma expressa, a criação de novos municípios a partir desses desmembramentos.

 

A lei estabelece um prazo de 15 anos para que os processos de desmembramento sejam realizados. Também determina a suspensão dessas iniciativas no período que antecede o Censo Demográfico de 2030, com retomada após a divulgação dos resultados oficiais.

 

Outro ponto central é a exigência de aprovação do pedido de plebiscito com antecedência mínima de 90 dias. Para 2026, excepcionalmente, o prazo foi reduzido para 60 dias, com o objetivo de viabilizar consultas ainda neste ano.

 

Além disso, a norma mantém a possibilidade de atualização de limites intermunicipais mesmo durante a tramitação dos processos de desmembramento, o que permite aos estados avançar em revisões administrativas sem interrupções.

IMPACTOS

A regulamentação era considerada necessária para dar segurança jurídica a disputas territoriais que, em muitos casos, se arrastam por anos. A indefinição de limites afeta diretamente a arrecadação municipal e a prestação de serviços públicos, especialmente em regiões produtivas.

 

Segundo Nininho, que é presidente da Comissão de Revisão Territorial de Municípios e Cidades da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), a nova lei corrige uma lacuna. “Esse projeto era indispensável para dar segurança jurídica a um trabalho que Mato Grosso já iniciou. Sem essa regulamentação, os processos ficavam travados ou sujeitos a disputas judiciais intermináveis”, afirma.

 

O deputado também destaca os reflexos práticos da medida. “Estamos tratando de áreas onde a população, muitas vezes, já tem vínculo com outro município, mas permanece em uma divisão administrativa que não reflete a realidade. Isso gera prejuízos concretos”, diz Nininho.

RESSALVAS

No entanto, apesar de reconhecer o avanço da legislação, Nininho faz ressalvas quanto ao modelo de consulta popular previsto no texto. A lei determina que o plebiscito envolva os eleitores dos dois municípios impactados, o que, na avaliação do parlamentar, pode distorcer o resultado.

 

Para o parlamentar, o ideal seria restringir a votação à população diretamente afetada. “O plebiscito deveria abranger apenas os moradores da área a ser desmembrada, que são os mais interessados no processo e que vivenciam essa realidade no dia a dia”, argumenta Nininho.

 

A lei também estabelece que mudanças nos repasses do Fundo de Participação dos Municípios e de outras transferências só ocorrerão após o encerramento do exercício financeiro seguinte à definição dos novos limites territoriais.

 

“A nossa expectativa é de que a regulamentação destrave processos paralisados e permita uma reorganização mais precisa das divisas municipais, especialmente em estados como Mato Grosso, onde há histórico de conflitos territoriais e áreas com vínculos administrativos indefinidos”, completa o deputado Nininho.

Redação: Sérgio Ober

 

 

 


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