Primavera do Leste / MT - Quinta-Feira, 21 de Maio de 2026

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Lideranças evangélicas expõem razões para se manifestarem em apoio a Bolsonaro



A pouco mais de uma semana para as eleições presidenciais, diversas lideranças evangélicas vêm se mobilizando para expressar publicamente seu apoio ao candidato Jair Bolsonaro (PSL). Um dos pontos destacados é que o capitão do Exército é o único em condições de vencer as eleições que abraça os valores cristãos e a luta contra o aborto.

O pastor Samuel Câmara foi um dos que se posicionou de maneira mais aberta, recentemente. Presidente da Convenção da Assembleia de Deus no Brasil (CADB), e líder da chamada “Igreja-mãe” da denominação, em Belém (PA), Câmara afirmou que o país está contagiado por uma onda a favor de Bolsonaro.

De acordo com informações do portal JM Notícia, Câmara reuniu mais de mil obreiros da denominação num espaço de eventos, como forma de manter a neutralidade da igreja no assunto. “Fazemos nossa reunião em local neutro, jamais na igreja. Precisamos obedecer às leis como mais uma forma de exercer cidadania”, afirmou.

No encontro, debateram e analisaram o contexto político do Brasil, e a conclusão foi que é hora de guinada. Câmara relatou, durante sua fala, que esteve em Roraima e Amazonas e notou que o povo da região já aderiu ao nome de Bolsonaro.

A mesma postura foi expressa pelo pastor Hidekazu Takayama (PSC-PR), líder da bancada evangélica no Congresso Nacional. Em um vídeo divulgado nas redes sociais, o deputado federal destacou que essa é a hora para que os cristãos tomem uma posição clara em apoio a Jair Bolsonaro.

“Meus irmãos e amigos, o Brasil está em uma encruzilhada. Por mais que as pesquisas sejam questionáveis, está muito claro que se desenha um quadro de polarização. Não é uma questão de voto útil apenas, trata-se da escolha entre quem pode fazer mudanças e quem quer afundar o país de vez numa crise”, afirmou Takayama.

Destacando que Bolsonaro não é o “candidato perfeito”, Takayama afirmou que é importante que o país não regrida neste momento: “O PT governou o país por 13 anos. Ganhou em 2002, 2006, 2010 e 2014. A mudança começou em 2016, quando tivemos o impeachment de Dilma, resultante de sua incapacidade de gerir o Brasil. Eu fui a favor de seu afastamento porque estávamos a um passo de nos tornarmos uma Venezuela”, recapitulou.

Nesse contexto, o pastor pontuou que essa é a eleição mais importante desde a retomada das eleições diretas para presidente: “Vejam bem o que Lula dizia antes de ser preso. Eles querem o controle de imprensa, o que significa uma censura. Falam em avançar o país, mas seus modelos são o cubano e o regime de Maduro. O plano de governo desse pessoal atingirá em cheio o futuro da nação. Pregam o dividir para conquistar e, pior de tudo, lutam contra a família e pela erotização das nossas crianças. Jamais vamos concordar com isso”, destacou.

“Estou com Bolsonaro por motivos muito simples. Eu o conheço da Câmara e muitas vezes votamos juntos pautas que defendem os valores cristãos que acreditamos. Ele, assim como eu, defende a liberalidade econômica. Precisamos de um Estado menor, enxuto, ágil e sem espaços para corrupção e o toma lá, dá cá”, concluiu.



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Polícia - política

Prefeito é preso em Brasília na marcha dos prefeitos


Prefeito de Piçarras é investigado pelo MP em denúncia de corrupção em obra pública

Prefeito de Balneário Piçarras foi preso em Brasília nesta terça, durante operação do Gaeco (foto: Divulgação MPSC)

O prefeito de Balneário Piçarras, Tiago Baltt (MDB), foi preso por volta das 6h de terça-feira, em Brasília, onde participava da 27ª Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios. O evento começou na segunda e segue até quinta, reunindo prefeitos de todo o país. Organizada pela Confederação Nacional de Municípios, a programação acontece no Centro Internacional de Convenções do Brasil, na capital federal. Baltt foi detido no hotel, antes de seguir pro segundo dia do encontro.

A prisão faz parte da Operação Regalo, do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco). O ex-prefeito de São João Batista, Pedro Alfredo Ramos (MDB), o Pedroca, também é investigado no esquema, mas não foi preso.

As investigações começaram em 2024 e são conduzidas pelo Grupo Especial Anticorrupção (Geac) de Itajaí. Os procedimentos apuram crimes funcionais praticados por prefeitos e outros agentes públicos.

Segundo o Ministério Público, esta fase da investigação quer aprofundar a coleta de provas sobre contratos de obras e urbanização da orla norte de Piçarras, além de outros contratos firmados no município e em São João Batista.

A suspeita é de atuação conjunta entre grupo político e grupo empresarial em um esquema estruturado de corrupção, com divisão de tarefas entre núcleo empresarial e político-administrativo. Conforme a investigação, havia pagamento de propina equivalente a 3% dos contratos públicos ligados à prefeitura de Piçarras e valores variados em contratos de São João Batista.

Só em Piçarras, as vantagens indevidas obtidas pelos investigados com pagamento de propina chegam a cerca de R$ 485,9 mil, valor que, segundo o MP, teria sido bancado pelos cofres públicos. As investigações também apontam indícios de que integrantes da organização criminosa continuavam agindo de forma “ardilosa e sorrateira”, com pagamento de propinas custeadas por meio de suposto superfaturamento de obras públicas em municípios do litoral norte catarinense.

Atendendo pedido do Ministério Público, a Justiça determinou o sequestro dos valores apontados como propina. Segundo os investigadores, os recursos pagos pelo núcleo empresarial ao núcleo político têm origem ilícita e deverão ser devolvidos aos cofres públicos.

Foram cumpridas seis ordens de prisão preventiva e 37 mandados de busca e apreensão em casas, empresas e órgãos públicos de Timbó, Biguaçu, Balneário Piçarras, São João Batista, Tijucas, Indaial, Itapema, Itajaí, Porto Belo, Bombinhas e Colíder, no Mato Grosso.

Além do prefeito, empresários suspeitos de manter as práticas ilícitas também foram presos preventivamente. Houve ainda cumprimento de mandados contra servidores, ex-servidores e agentes políticos investigados. Os materiais apreendidos durante as diligências serão analisados pelo Geac com apoio do Gaeco. O objetivo é identificar outros envolvidos e aprofundar a apuração sobre a possível rede criminosa.

Em nota, a Prefeitura de Piçarras informou que as equipes técnicas da administração municipal acompanharam a coleta de documentos de investigação do MP. “Administração Municipal adotou uma postura de total colaboração com a operação e com os órgãos responsáveis pela investigação”, informou a prefeitura.

No fim desta tarde, o vice-prefeito Fabiano José Alves (UB) tomou posse como prefeito em exercício, no lugar de Baltt.

Operação Regalo

Segundo o Gaeco, o nome da operação faz referência ao termo “regalo”, que significa mimo, presente ou agrado. No contexto da investigação, a palavra foi usada para identificar as propinas ajustadas entre empresários e agentes políticos.

Fonte: Dioarinho Franciele Marcon


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