Primavera do Leste / MT - Quarta-Feira, 21 de Outubro de 2026

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Max cita ‘máfia da saúde’ e crê em avanço com OSS no Hospital Central



O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), Max Russi (PSB), declarou que existe uma “máfia dentro da saúde” e que, por conta disso, muitas coisas não avançam no setor. O parlamentar acredita que a vinda da Organização Social de Saúde (OSS) Albert Einstein para administrar o Hospital Central em Cuiabá pode ser a solução para problemas enfrentados há décadas em mato-grossense, em especial para desafogar atendimentos que vêm do interior para a Capital.

 

“Com o Hospital Central e demais hospitais que estão sendo construídos não vem o pessoal para Cuiabá, serão atendidos no interior. Isso é um sistema. Organizar melhor esse sistema de saúde do estado, fazer regulação, onde vai fazer procedimentos, organizar esse gasto. Existe uma máfia dentro da saúde, infelizmente, que não deixa muitas coisas avançarem, nós precisamos quebrar isso”, disse à imprensa na quarta-feira (16).

 

Na quarta, os deputados estaduais aprovaram, o projeto de Lei que autoriza a Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein atuar como Organização Social de Saúde (OSS) na gestão Hospital Central, em Cuiabá. A previsão é de que o valor do contrato fique em R$ 34 milhões menais e o início do atendimento é esperado para setembro deste ano. Russi entende que o papel da Casa de Leis diante da vinda da OSS Albert Einstein para a capital deve ser de fiscalização e indicar rompimento de contrato, caso as exigências não sejam atendidas.

 

“A vinda do Einstein vai trazer qualidade, ajudar os nossos profissionais com qualificação. Nós precisamos, e a imprensa também tem esse papel, é de fiscalizar, acompanhar e fazer com que dê certo, fazer que se realize um serviço de excelência. Se não realizar, do jeito que está vindo, volta”, alertou.

 

Em relação à Santa Casa, o deputado avaliou que “o fechamento por parte do estado é um caminho sem volta” e vê a situação com preocupação, em especial pela unidade ser referência no atendimento pediátrico.

 

Contudo, garantiu que a ALMT dará apoio por meio da Assembleia Financeira e está à disposição para que a gestão municipal tenha suporte caso reivindique o papel de gerir a Santa Casa. Ele ainda mencionou que se o prefeito Abilio Brunini tiver um bom projeto e decida assumir o espaço, terá seu apoio, já que a medida também refletirá não só na Capital como nos municípios do interior.

 

“Já passou da hora de Cuiabá ter um atendimento para as nossas crianças. Eu recebo reclamação de mães que procuram atendimento e não encontram. E nada é pior para um pai, um avô, quando você vê o seu filho, seu neto, com dor. Você procurar uma unidade de saúde, não saber onde é que você vai. Quanto menos condição a pessoa tem, mais difícil se torna isso”, externou.

GD



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Construção da maior ponte de Mato Grosso que conectará Nortão ao Noroeste chega a 77% de execução


Construção da maior ponte de Mato Grosso que conectará Nortão ao Noroeste chega a 77% de execução

 

A maior das pontes de concreto do Estado está sendo construída na MT-208 sobre o Rio Juruena e tem 1.410 metros de extensão. Atualmente a obra está com 77% de execução, informou, hoje, a assessoria do governo de Mato Grosso. Localizada entre os municípios de Cotriguaçu e Nova Bandeirantes, a ponte recebeu investimento de R$ 293 milhões. A obra ainda inclui o asfaltamento de 59 km e a construção de mais três pontes com 25, 30 e 50 metros de extensão.

 

A ponte vai integrar o Nortão a Noroeste de Mato Grosso, diminuindo a distância entre os municípios do Vale do Juruena e a BR-163 em mais de 400 quilômetros. Atualmente, além da falta de asfalto, o trajeto necessita a utilização de uma balsa que demora em torno de uma hora para atravessar o rio.

 

“Essa é uma obra que vai ser a redenção da região. Será uma nova saída para a BR-163 e para o porto de Miritituba. Vai viabilizar a logística para quem quiser produzir nesta região, que eu não tenho dúvida que será a mais próspera do Estado nos próximos anos”, afirmou, através de assessoria, Marcelo de Oliveira e Silva, secretário estadual de Infraestrutura e Logística.


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