Primavera do Leste / MT - Quinta-Feira, 22 de Outubro de 2026

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Brasil

Medeiros integra coordenação nacional da campanha de Bolsonaro



Eleito deputado federal em 7 de outubro, com mais de 82 mil votos, o senador José Medeiros (Podemos) vai integrar a coordenação nacional da campanha de Jair Bolsonaro (PSL) neste segundo turno. Em reunião com o candidato a presidente, nesta quarta-feira (10), Medeiros e o senador Magno Malta (PR-ES) foram escalados para percorrem o país representando Bolsonaro, que se recupera de cirurgias decorrentes do atentado de que foi vítima no primeiro turno da campanha.

As primeiras atividades da campanha de Jair Bolsonaro neste segundo turno foram definidas com o chamado ‘núcleo duro’ do candidato, que é composto por Malta, Medeiros e os deputados Onyz Lorenzoni (DEM-RS) e Fernando Francischini (PSL-PR).

 

A pedido de Bolsonaro, Medeiros e Malta vão representá-lo em uma atividade de campanha em Palmas (TO). Amanhã, Medeiros estará no Rio de Janeiro e Recife participando de reuniões e carretas levando o nome do candidato do PSL.

Até o final do segundo turno, Medeiros conciliará a sua agenda no Senado Federal com as atividades de campanha de Bolsonaro a presidente da República.

Nesta terça-feira (9), em Brasília, Medeiros participou da reunião do diretório nacional do Podemos e defendeu que o partido anuncie apoio a candidatura de Bolsonaro. A decisão oficial do Podemos ser anunciadaainda hoje. “Na reunião, a maioria dos membros do partido defenderam apoio a Jair Bolsonaro”, informou Medeiros.

O senador José Medeiros também vai colaborar com a campanha de Bolsonaro em Mato Grosso. Com votação nos 141 municípios do estado, o parlamentar defende a criação de uma frente suprapartidária em apoio ao candidato do PSL à Presidência da República.

“Já conversei com o governador eleito Mauro Mendes (DEM) e outras lideranças locais para criarmos essa frente suprapartidária de apoio ao Bolsonaro. Também conversei com alguns membros do PSL sobre o assunto. Vamos ampliar a votação de Bolsonaro neste segundo turno no estado”, conclui Medeiros, que foi o segundo mais votado para deputado federal neste pleito.



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política

TSE estuda desativar canais políticos no WhatsApp 48h antes da eleição


Proposta foi escrita pelo vice-presidente da Corte, André Mendonça

TSE faz últimos preparativos para o primeiro turno nas Eleições 2018

Uma minuta de resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) prevê que canais de WhatsApp com teor político e mais de 200 mil seguidores sejam desativados nas 48 horas anteriores e 24 horas posteriores ao segundo turno da eleição, marcado para o próximo domingo (25). 

Caso aprovada pelo plenário do TSE, a medida entraria em vigor de imediato, conforme o texto da minuta obtida pela Agência Brasil.

A minuta com a proposta passou a circular entre os ministros do TSE após o tema ser debatido em reuniões informais realizadas na sexta-feira (16) e na terça-feira (20). O texto foi redigido pelo ministro André Mendonça, vice-presidente da Corte Eleitoral.

Em nota à imprensa, o gabinete de Mendonça informou não se tratar de uma iniciativa pessoal do ministro, mas que coube a ele a autoria da minuta por ser tradição que as normas eleitorais sejam redigidas pelo vice-presidente do TSE.

“O objetivo discutido é proteger a integridade do pleito nas horas que antecedem e sucedem a votação, quando não há tempo hábil para resposta ou correção de conteúdos ilícitos”, diz a nota do gabinete de Mendonça.

A nota acrescenta ainda que o texto foi redigido a partir de um consenso interno, e que “os critérios em análise são objetivos e impessoais e valem igualmente para todos os canais de natureza político-eleitoral de grande alcance, qualquer que seja o candidato, o partido ou a orientação política”.

Caso seja aprovada, a iniciativa deve atingir o canal “Exército do Lula”, que atingiu nesta quarta (21) a marca de 7 milhões de inscritos no aplicativo de mensagens WhatsApp. Também seria desativado o canal “Tropa do Flávio”, que possui 2 milhões de inscritos.

Proposta

O texto da minuta aplica aos canais de transmissão de natureza político-eleitoral com mais de 200 mil seguidores as mesmas restrições que já vigoram sobre o conteúdo impulsionado de campanha, aquele cujo alcance é potencializado mediante pagamento às plataformas.

O texto também considera haver “alcance desproporcional de canais com grande audiência na difusão de conteúdos ilícitos”.

Em outro trecho, a proposta diz ainda que “o período compreendido entre as 48 (quarenta e oito) horas antes e as 24 (vinte e quatro) horas depois da eleição concentra o maior risco de dano irreversível à formação livre da vontade do eleitorado, por não haver tempo hábil para resposta, esclarecimento ou tutela jurisdicional efetiva”.

Controvérsia

A proposta surge após uma disputa de liminares em torno do canal “Exército do Lula”. Na semana passada, o canal foi retirado do ar pelo ministro Kássio Nunes Marques, presidente do TSE, após pedido da campanha do presidenciável Flávio Bolsonaro, que alegou disseminação de desinformação.

Logo em seguida, porém, o corregedor-nacional da Justiça Eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, restabeleceu o canal. Ele afirmou não haver elementos que justificassem a medida e que Nunes Marques não poderia ter suspendido o canal por via administrativa, como fez, uma vez que o caso já tramitava pela via judicial em processo relatado pelo próprio corregedor.

Pouco depois, porém, Nunes Marques voltou a suspender o canal, alegando que mesmo sendo administrado por um apoiador, o deputado André Janones (Rede-MG), a ferramenta teria vínculo com a campanha oficial, e portanto deveria estar registrado no TSE como tal.

Por fim, o Exército do Lula acabou sendo liberado pelo presidente do TSE, após o registro ter sido feito pela campanha oficial.

Felipe Pontes – repórter da Agência Brasil


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