Primavera do Leste / MT - Quarta-Feira, 29 de Abril de 2026

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A Palavra

Prefeitura prorroga último concurso para outubro de 2019



Conforme a administração pública, a intenção é chamar todos os candidatos da fila de espera

A prefeitura de Primavera do Leste anunciou ontem a prorrogação do Concurso Público de 2015, com vigência até outubro deste ano. As pessoas que aguardam na fila de espera ganham uma nova chance de mais dois anos para serem convocados. A decisão foi publicada no Diário Oficial de hoje, 27.

O secretário de administração, Paulo Márcio, justificou que, quando assumiu a secretaria, a equipe percebeu um grande número de pessoas aprovadas e, por conta da exiguidade do tempo hábil, não seria possível convocá-las -“o município decidiu prorrogar por mais dois anos e com certeza a demanda de Primavera do Leste por políticas públicas em todas as áreas vai permitir a oportunidade para os concursados”. A prorrogação do concurso tem respaldo legal perante a lei e, só pode ocorrer uma vez pelo mesmo período em que o concurso ficou em vigência, ou seja, dois anos.

Na área de saúde, Paulo Márcio relembrou que Primavera do Leste tem cinco unidades do programa Estratégia Saúde da Família, ESF, para serem inaugurados, renovando a expectativa de quem prestou o concurso para essa área.Na educação o secretário destacou que já está concluindo os chamamentos dos aprovados, “pretendemos zerar a lista de aprovados no concurso da área da educação”.

Assessoria



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Opinião - política

Diárias oficiais coincidem com evento político em Cuiabá e levantam questionamentos


Relatórios apontam viagens institucionais, mas datas coincidem com lançamento de campanha eleitoral; ausência em programa de saúde local também chama atenção

Viagens oficiais com destino a Cuiabá, justificadas como cumprimento de agenda institucional, têm levantado questionamentos após análise de documentos públicos. Relatórios assinados por assessores e servidores indicam participação em reuniões na Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), com retorno ao município no dia seguinte.

No entanto, as datas dessas viagens coincidem com o período do lançamento da campanha de Léo, realizado na capital. A sobreposição entre compromissos oficialmente descritos como institucionais e um evento político levanta dúvidas sobre a real natureza das agendas cumpridas.

Os documentos registram pagamentos de diárias, incluindo R$ 1.500,00 destinados a Gisely Fernanda Pereira da Silva e R$ 250,00 para Elnatan Oliveira Reis Medeiros, além de outros valores vinculados a deslocamentos com roteiro semelhante: ida à capital, participação em reunião e retorno no dia seguinte.

Relatórios assinados por Gustavo Saint Clair Ferreira Caldeira e Valmislei Alves dos Santos reforçam a justificativa de “cumprimento de agenda parlamentar”, enquanto registros adicionais indicam participação de Gisele Ferreira Ferraz em reuniões na AMM e no INCRA.

Do ponto de vista formal, a documentação apresenta todos os elementos exigidos: declarações de comparecimento, assinaturas e descrição das atividades realizadas.

Ainda assim, a coincidência com um evento político relevante levanta questionamentos sobre o uso de recursos públicos para deslocamentos que podem não ter caráter exclusivamente institucional.

Contraste com agenda local de saúde

Outro ponto que chama atenção é o contraste entre essas agendas na capital e a atuação local dos envolvidos.

Parte dos nomes associados às viagens aparece com frequência em críticas à situação da saúde pública em Primavera do Leste. No entanto, não há registro de presença de alguns desses críticos no lançamento do programa “Vira Saúde”, iniciativa voltada à melhoria do atendimento à população no próprio município.

A ausência em um evento diretamente ligado à saúde pública local reforça o debate sobre prioridades e coerência entre discurso e prática.

Transparência e resultado

Embora os documentos estejam formalmente corretos, especialistas em gestão pública destacam que a transparência não se limita à comprovação de deslocamentos e reuniões, mas também envolve a demonstração de resultados concretos dessas agendas.

Até o momento, não há detalhamento público sobre os impactos diretos dessas viagens para a população.

Diante disso, permanecem as perguntas:

Qual foi o retorno efetivo dessas agendas?
E qual o limite entre compromisso institucional e participação em atividades de natureza política?


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