Primavera do Leste / MT - Segunda-Feira, 06 de Abril de 2026

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Agro - Brasil

Atenção à inoculação e nutrientes no sulco de plantio



Nem toda mistura é segura, por isso a escolha de fontes

compatíveis é determinante para o sucesso da operação

Na hora de selecionar os produtos para aplicação na lavoura, é fundamental considerar não apenas o tipo de insumo, mas também a sua compatibilidade com biológicos e inoculantes. Essa atenção é cada vez mais importante diante da ampla oferta de soluções no mercado, que exigem do produtor cuidado para garantir a segurança e eficiência das misturas.

Um exemplo é o boro, micronutriente essencial ao desenvolvimento das plantas. Diversas fontes desse elemento estão disponíveis, e tanto a matéria-prima quanto o produto final podem variar entre fabricantes. Essas diferenças podem afetar diretamente a eficácia dos inoculantes e produtos biológicos, caso sejam aplicados juntos sem estudos de compatibilidade, podendo ocorrer reações físicas ou químicas indesejadas.

Cuidados importantes

Em solos com baixos teores de boro, uma prática comum é fornecer parte da dose recomendada junto aos inoculantes e biológicos no sulco de plantio. Isso é possível, mas requer cuidados quanto à fonte utilizada e sua compatibilidade. Caso contrário, o resultado pode ser comprometido. O engenheiro agrônomo Alécio Fernando Radons, responsável técnico de vendas da Satis no Rio Grande do Sul, explica que não existe uma incompatibilidade inerente entre o boro e o Bradyrhizobium – bactéria que desempenha papel crucial na FBN – em condições normais de campo, pois o boro é essencial tanto para o crescimento das plantas quanto para a fixação biológica de nitrogênio (FBN).

“O problema surge em situações de toxicidade por excesso ou incompatibilidade físico-química nas misturas diretas, que podem prejudicar a formação dos nódulos nas raízes e, consequentemente, a eficiência da FBN em culturas como a soja”, destaca. Ele recomenda que o produtor siga rigorosamente as orientações dos fabricantes e verifique se há estudos técnicos que comprovem a segurança das misturas“Nem todo produto é igual, ainda que contenha o mesmo nutriente na composição. A compatibilidade é fundamental para evitar perdas de eficiência e garantir o melhor resultado”, ressalta Radons.

Demanda por nitrogênio

Ele cita o exemplo da soja, que apresenta alta demanda por nitrogênio e depende fortemente da fixação biológica. Por isso, é indispensável uma boa inoculação com Bradyrhizobium japonicum.  Contudo, ao adicionar boro no sulco junto aos inoculantes, o produtor deve certificar-se da compatibilidade físico-química da fonte escolhida, pois nem toda formulação é adequada para uso combinado.

Reconhecida pelo investimento contínuo em pesquisa e inovação, a empresa mineira Satis desenvolveu o Humicbor, uma fonte de boro solúvel enriquecida com substâncias húmicas, extrato de algas e polióis. O produto conta com laudo técnico da Universidade Federal do Tocantins (UFT), que demonstrou que a adição de boro não interferiu no crescimento da cepa de Bradyrhizobium em estudo, comprovando sua compatibilidade e segurança de uso.

Com o avanço das tecnologias biológicas no campo, cresce também a necessidade de cautela na escolha e combinação dos insumos. Optar por produtos com comprovação científica e qualidade assegurada é o melhor caminho para quem busca produtividade e sustentabilidade na lavoura.

Fonte: Moglia Comunicação 



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A Palavra - Opinião

📰 Crônica: A cassação que parou na recepção


Em Primavera do Leste, a política resolveu inovar. Não é mais preciso enfrentar plenário, debate ou voto. Agora, certos assuntos já são resolvidos ali mesmo, na recepção.

 

O pedido de cassação contra o vereador Sargento Telles sequer chegou a “dar bom dia” no plenário. Foi barrado antes, com toda a elegância que os procedimentos técnicos permitem.

 

Segundo a versão oficial, faltou “autorização adequada” para a denúncia. Curioso. Porque, para alguns, a lei parece permitir que até o eleitor participe. Para outros, nem tanto. Vai entender, o Direito, às vezes, é quase uma obra de arte contemporânea: cada um enxerga o que quer.

 

Enquanto isso, o conteúdo da denúncia ficou intacto. Intocado. Intocável. Uma espécie de segredo que ninguém quis abrir — talvez por zelo institucional, talvez por excesso de prudência.

 

E sob a condução do presidente da Câmara, Marco Aurélio, tudo seguiu com tranquilidade exemplar. Sem ruído, sem desgaste, sem aquele incômodo chamado “debate público”.

 

Eficiência é isso.

 

Resolve-se rápido, evita-se constrangimento e, de quebra, mantém-se a harmonia entre os pares. Afinal, política também é sobre convivência.

 

Agora, claro, tudo dentro das regras. Ou pelo menos dentro de uma leitura bastante conveniente delas.

 

No fim, Primavera do Leste dá mais um passo à frente na inovação institucional: criou-se o julgamento sem julgamento.

 

E fica aquela dúvida que ninguém responde, mas todo mundo entende:

 

Foi rigor técnico… ou apenas uma solução elegante para um problema inconveniente?

 

Mas veja, é só uma crônica.

 

 

 


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