Primavera do Leste / MT - Sexta-Feira, 05 de Junho de 2026

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Petroleiros anunciam greve de 72 horas a partir de quarta-feira



Petroleiros pedem redução dos preços dos combustíveis e saída de Pedro Parente da presidência da Petrobras

São Paulo – A Federação Única dos Petroleiros (FUP) decidiu entrar em greve a partir da meia-noite da próxima quarta-feira (30). Segundo comunicado emitido na noite de ontem (26), a paralisação deve durar 72 horas.

Os petroleiros pedem a redução dos preços de gás de cozinha e combustíveis e a saída de Pedro Parente da presidência da Petrobras. Também reivindicam a retirada das tropas das Forças Armadas que, desde a última sexta, ocupam algumas refinarias da Petrobras  para liberar o transporte de combustíveis.

“Os eixos principais do movimento são a redução dos preços dos combustíveis, a manutenção dos empregos, a retomada da produção das refinarias, o fim das importações de derivados de petróleo, não às privatizações e ao desmonte da Petrobras e pela demissão de Pedro Parente da presidência da empresa”, afirma a nota.

A decisão foi tomada neste sábado durante uma reunião no Rio de Janeiro por meio de teleconferência. A federação classifica a paralisação de quarta como uma “advertência” e parte das mobilizações para construir uma “greve por tempo indeterminado, que foi aprovada nacionalmente pela categoria”.

A greve foi aprovada na semana retrasada e a previsão era iniciá-la no próximo dia 12. Ontem, em entrevista ao Estadão, o coordenador-geral da FUP, José Maria Rangel, afirmou que o movimento dos caminhoneiros “jogou luz” sobre a política de preços da Petrobras, assunto que vem sendo tratado pela FUP “há bastante tempo”. “A questão central nos preços dos combustíveis não são os tributos, é a política do Pedro Parente”, disse Rangel, em referência ao presidente da Petrobras.

“A gestão entreguista de Pedro Parente está obrigando a Petrobras a abrir mão do mercado nacional de derivados para as importadoras, que hoje são responsáveis por um quarto de todos os combustíveis comercializados no país”, diz a nota.

Segundo o comunicado, algumas ações começam já neste domingo com “novos atrasos e cortes de rendição nas quatro refinarias e fábricas de fertilizantes que estão em processo de venda: Rlam (BA), Abreu e Lima (PE), Repar (PR), Refap (RS), Araucária Nitrogenados (PR) e Fafen Bahia”.

Neste sábado, trabalhadores da Refinaria Alberto Pasqualini (Refap), unidade da estatal instalada em Canoas, região metropolitana de Porto Alegre (RS), cruzaram os braços no turno de 8 horas a 16 horas, informou o Sindicato dos Petroleiros do Rio Grande do Sul (Sindipetro-RS). A assessoria de imprensa da Petrobras afirma que a operação na unidade não foi afetada porque os trabalhadores do turno anterior, de meia-noite às 8 horas, assumiram os trabalhos.

Leia a nota na íntegra:

“A Federação Única dos Petroleiros (FUP) e seus sindicatos filiados convocam a categoria petroleira para uma greve nacional de advertência de 72 horas. Os trabalhadores do Sistema Petrobrás iniciarão o movimento a partir do primeiro minuto de quarta-feira, 30 de maio, para baixar os preços do gás de cozinha e dos combustíveis, contra a privatização da empresa e pela saída imediata do presidente Pedro Parente, que, com o aval do governo Michel Temer, mergulhou o país numa crise sem precedentes.

A atual política de reajuste dos derivados de petróleo, que fez os preços dos combustíveis dispararem, é reflexo direto do maior desmonte da história da Petrobrás. Os culpados pelo caos são Pedro Parente e Michel Temer, que, intensifica a crise ao convocar as força armadas para ocupar as refinarias. A FUP repudia enfaticamente mais esse grave ataque ao Estado Democrático de Direito e exige a retirada imediata das tropas militares que estão nas instalações da Petrobrás.

A greve de advertência é mais uma etapa das mobilizações que os petroleiros vêm fazendo na construção de uma greve por tempo indeterminado, que foi aprovada nacionalmente pela categoria. Os eixos principais do movimento são a redução dos preços dos combustíveis, a manutenção dos empregos, a retomada da produção das refinarias, o fim das importações de derivados de petróleo, não às privatizações e ao desmonte da Petrobrás e pela demissão de Pedro Parente da presidência da empresa.

Já neste domingo, 27, os petroleiros farão novos atrasos e cortes de rendição nas quatro refinarias e fábricas de fertilizantes que estão em processo de venda: Rlam (BA), Abreu e Lima (PE), Repar (PR), Refap (RS), Araucária Nitrogenados (PR) e Fafen Bahia.

Na segunda-feira, 28, a FUP e seus sindicatos realizarão um Dia Nacional de Luta, com atos públicos e mobilizações em todo o Sistema Petrobrás, denunciando os interesses que estão por trás da política de preços de combustíveis, feita sob encomenda para atender ao mercado e às importadoras de derivados. A gestão entreguista de Pedro Parente está obrigando a Petrobrás a abrir mão do mercado nacional de derivados para as importadoras, que hoje são responsáveis por um quarto de todos os combustíveis comercializados no país.

O número de importadoras de derivados quadruplicou nos últimos dois anos, desde que Parente adotou preços internacionais, onerando o consumidor brasileiro para garantir o lucro do mercado. Em 2017, o Brasil foi inundado com mais de 200 milhões de barris de combustíveis importados, enquanto as refinarias, por deliberação do governo Temer, estão operando com menos de 70% de sua capacidade. O povo brasileiro não pagará a conta desse desmonte.”

Exame



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Polícia

Operação Marca Zero une forças de segurança para combater pichações em Primavera do Leste


Ação integrada mobilizou Prefeitura, Polícia Civil e Polícia Militar para eliminar marcas associadas à criminalidade e reforçar a sensação de segurança no município

A Secretaria Municipal de Segurança Pública e Mobilidade Urbana, em conjunto com a Secretaria Municipal de Infraestrutura (Sinfra) e com apoio das forças de segurança pública do município, realizou na manhã desta quarta-feira (3) a Operação Marca Zero, em Primavera do Leste.

A ação tem como objetivo combater pichações em muros e espaços públicos que fazem referência a facções criminosas ou promovem qualquer tipo de mensagem ligada à criminalidade. Com o apoio das equipes da Sinfra, diversos pontos da cidade receberam pintura e revitalização, eliminando marcas que causavam sensação de insegurança à população.

Segundo o secretário municipal de Segurança Pública e Mobilidade Urbana, a operação reforça o compromisso das instituições com a manutenção da ordem e da segurança no município.

“Não importa qual seja a marca. Nós não queremos mais muros e paredes marcadas em Primavera do Leste. Estamos unidos com a Sinfra e todas as forças de segurança para combater esse tipo de ação e manter a ordem em nossa cidade”, destacou.

O delegado titular da Delegacia de Homicídios e Delitos Gerais, Eric Martins, ressaltou a importância da iniciativa para fortalecer a sensação de organização e segurança da população.

“É extremamente importante essa ação para que possamos trazer novamente a sensação de ordem à cidade. Ao eliminar essas pichações, mostramos à população a atuação integrada da segurança pública e reforçamos o cuidado com os espaços urbanos”, afirmou.

O delegado titular da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (DERF), Honório Fraga, também destacou a união entre os órgãos envolvidos na operação.

“Estamos juntos com a Prefeitura e as demais forças de segurança para somar esforços nessa operação integrada. É um trabalho preventivo importante para Primavera do Leste e demonstra a força da integração entre as instituições em benefício da população”, disse.

Representando a Polícia Militar, a tenente Carolina, do 14º Batalhão, reforçou que a operação contribui para a preservação da imagem da cidade e para o enfrentamento ao crime organizado.

“Estamos participando da Operação Integrada Marca Zero, que tem como objetivo limpar a cidade de pichações que remetem ao crime organizado e também deixam a impressão de uma cidade desorganizada. Essa integração entre a Secretaria Municipal de Segurança e as forças estaduais é fundamental para garantir mais tranquilidade à população”, destacou.

A Operação Marca Zero faz parte de um conjunto de ações voltadas à organização urbana, prevenção da criminalidade e fortalecimento da segurança pública, contribuindo para manter Primavera do Leste cada vez mais limpa, organizada e segura para todos os cidadãos.


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