Primavera do Leste / MT - Quinta-Feira, 30 de Abril de 2026

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Professor que trancou alunos em laboratório após surto faz tratamento psiquiátrico em Cuiabá, diz IFMT



Conforme nota emitida pelo IFMT, o professor ministrava aulas normalmente dentro do laboratório de geotecnologias para quatro alunos quando foi acometido de um surto.

Um professor que teve um suposto surto nesta sexta-feira (10) e se trancou com alunos em uma sala de aula no campus Octayde Jorge da Silva,do Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT), que fica no Centro de Cuiabá, precisou ser sedado e encaminhado a uma unidade de saúde.

O Coletivo de Psicólogos do IFMT diz que o professor encontra-se em acompanhamento psiquiátrico e psicoterápico, e ainda recebe acompanhamento psicológico da equipe de saúde mental do Campus Cel. Octayde Jorge da Silva. “Ninguém escolhe adoecer, precisamos nos unir e acolher o outro, sem julgamentos ou estereótipos. O professor presta excelente trabalho à comunidade escolar, com resultados profícuos no âmbito do ensino, pesquisa e extensão e, em contrapartida, tem total reconhecimento de seus estudantes”.

Conforme nota emitida pelo IFMT, o professor ministrava aulas normalmente dentro do laboratório de geotecnologias para quatro alunos quando foi acometido de um surto, situação que já vinha sendo acompanhada setor de psicologia do campus.

Ainda segundo o instituto, o laboratório é equipado com ferramentas utilizadas nas aulas práticas dos cursos de Técnico em Agrimensura e Tecnólogo em Geoprocessamento, como a machadinha e o facão que são utilizadas para fazer estacas de madeiras, denominadas piquetes, para que nas aulas de campo da disciplina de topografia os alunos marquem os pontos a serem georreferenciados com o teodolito.

Machado e facão foram apreendidos — Foto: TVCA/Reprodução
Machado e facão foram apreendidos — Foto: TVCA/Reprodução

De acordo com a nota, em nenhum momento o professor agrediu ou tentou agredir os alunos. Ele trancou a porta do laboratório e um dos alunos acionou o setor responsável para que viessem socorrer o professor, que não estava bem. O docente é mestre em geografia e reconhecido entre os colegas e alunos como excelente profissional, que atua no IFMT campus Cuiabá há mais de cinco anos com zelo e dedicação ao trabalho de educador.

A equipe de gestão do campus ao saber da situação, imediatamente acionou os profissionais de psicologia e abriu a porta do laboratório de Geotecnologia para que os alunos pudessem sair e o professor, ser atendido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Os familiares do professor e dos alunos foram chamados, bem como a Polícia Militar para que fosse garantida a segurança dos alunos e do professor já que o fato tomou dimensões incertas, especialmente nas mídias digitais.

Conforme a Polícia Militar, os policiais conversaram com o professor e retiraram das mãos dele o machado e a estaca de madeira que ele usava para apoiar o machado e afiá-lo com um facão. As armas foram apreendidas.

O professor foi sedado pela equipe médica e levado a uma policlínica. Os alunos e os pais dos alunos foram conduzidos à delegacia para prestar depoimento e registrar boletim de ocorrência. O campus colocou à disposição o setor de psicologia para continuar o atendimento ao professor, aos alunos e aos pais.

G1 / MT



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Opinião - política

Diárias oficiais coincidem com evento político em Cuiabá e levantam questionamentos


Relatórios apontam viagens institucionais, mas datas coincidem com lançamento de campanha eleitoral; ausência em programa de saúde local também chama atenção

Viagens oficiais com destino a Cuiabá, justificadas como cumprimento de agenda institucional, têm levantado questionamentos após análise de documentos públicos. Relatórios assinados por assessores e servidores indicam participação em reuniões na Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), com retorno ao município no dia seguinte.

No entanto, as datas dessas viagens coincidem com o período do lançamento da campanha de Léo, realizado na capital. A sobreposição entre compromissos oficialmente descritos como institucionais e um evento político levanta dúvidas sobre a real natureza das agendas cumpridas.

Os documentos registram pagamentos de diárias, incluindo R$ 1.500,00 destinados a Gisely Fernanda Pereira da Silva e R$ 250,00 para Elnatan Oliveira Reis Medeiros, além de outros valores vinculados a deslocamentos com roteiro semelhante: ida à capital, participação em reunião e retorno no dia seguinte.

Relatórios assinados por Gustavo Saint Clair Ferreira Caldeira e Valmislei Alves dos Santos reforçam a justificativa de “cumprimento de agenda parlamentar”, enquanto registros adicionais indicam participação de Gisele Ferreira Ferraz em reuniões na AMM e no INCRA.

Do ponto de vista formal, a documentação apresenta todos os elementos exigidos: declarações de comparecimento, assinaturas e descrição das atividades realizadas.

Ainda assim, a coincidência com um evento político relevante levanta questionamentos sobre o uso de recursos públicos para deslocamentos que podem não ter caráter exclusivamente institucional.

Contraste com agenda local de saúde

Outro ponto que chama atenção é o contraste entre essas agendas na capital e a atuação local dos envolvidos.

Parte dos nomes associados às viagens aparece com frequência em críticas à situação da saúde pública em Primavera do Leste. No entanto, não há registro de presença de alguns desses críticos no lançamento do programa “Vira Saúde”, iniciativa voltada à melhoria do atendimento à população no próprio município.

A ausência em um evento diretamente ligado à saúde pública local reforça o debate sobre prioridades e coerência entre discurso e prática.

Transparência e resultado

Embora os documentos estejam formalmente corretos, especialistas em gestão pública destacam que a transparência não se limita à comprovação de deslocamentos e reuniões, mas também envolve a demonstração de resultados concretos dessas agendas.

Até o momento, não há detalhamento público sobre os impactos diretos dessas viagens para a população.

Diante disso, permanecem as perguntas:

Qual foi o retorno efetivo dessas agendas?
E qual o limite entre compromisso institucional e participação em atividades de natureza política?


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