Primavera do Leste / MT - Sexta-Feira, 01 de Maio de 2026

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Polícia Civil apreende 35 armas e três toneladas de drogas em Juiz de Fora



Após investigação, caminhão com três toneladas de maconha e 35 armas, inclusive fuzis, foi localizado no distrito de Torreões. Um homem foi preso.

A Polícia Civil de Juiz de Fora anunciou na manhã desta quarta-feira (22) a maior apreensão de drogas e armas pela corporação em Minas Gerais neste ano. Um homem de 38 anos foi preso por tráfico internacional de drogas e tráfico internacional de armas na Operação “Murum”.

Segundo a ocorrência, em um sítio no distrito de Torreões foi localizado um caminhão. No fundo falso estavam escondidas 35 armas, sendo 8 fuzis, cerca de 1 mil cartuchos – a maioria de calibre 762 – e três toneladas de maconha.

Com a apreensão da droga, armamento, caminhão e veículo, a Polícia Civil estima prejuízo de cerca de R$ 5 milhões para a organização criminosa. Outros detalhes serão divulgados pela Polícia Civil ainda nesta quarta.

Armamento apreendido pela Polícia Civil na Operação "Mutum" em Juiz de Fora — Foto: Polícia Civil/Divulgação

Armamento apreendido pela Polícia Civil na Operação “Mutum” em Juiz de Fora — Foto: Polícia Civil/Divulgação

‘Porto seco’ do crime

Segundo o delegado regional Armando Avólio, a operação começou no fim da tarde de terça-feira (21) e seguiu durante toda a madrugada de quarta (22). O trabalho é resultado de uma investigação da Inspetoria Regional com a Delegacia Especializada Antidrogas.

As informações preliminares apontam que o preso atuava em uma organização criminosa trazendo carregamentos de drogas e armas que seriam distribuídas em Juiz de Fora e favelas do Rio de Janeiro. O sítio funcionava como um “porto seco”, onde os carregamentos vindos do Paraguai eram recebidos e repartidos entre a cidade mineira e a capital fluminense. Caixas de munições demonstraram que os materiais vieram do país vizinho.

Armando Avólio ressaltou que a apreensão retirou um arsenal e drogas das mãos de criminosos e desmantelou esquema criminoso que usava Juiz de Fora para guardar armas e drogas de facção criminosa carioca.

O delegado titular da Delegacia Especializada Antidrogas, Rogério Woyame, ressaltou que as investigações vão continuar para a identificação de outros integrantes do grupo criminoso.

Segundo Polícia Civil, drogas e armas estavam escondidos no fundo falso de um caminhão, que também foi apreendido — Foto: Polícia Civil/Divulgação
Segundo Polícia Civil, drogas e armas estavam escondidos no fundo falso de um caminhão, que também foi apreendido — Foto: Polícia Civil/Divulgação

G1 / MG



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Opinião - política

Diárias oficiais coincidem com evento político em Cuiabá e levantam questionamentos


Relatórios apontam viagens institucionais, mas datas coincidem com lançamento de campanha eleitoral; ausência em programa de saúde local também chama atenção

Viagens oficiais com destino a Cuiabá, justificadas como cumprimento de agenda institucional, têm levantado questionamentos após análise de documentos públicos. Relatórios assinados por assessores e servidores indicam participação em reuniões na Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), com retorno ao município no dia seguinte.

No entanto, as datas dessas viagens coincidem com o período do lançamento da campanha de Léo, realizado na capital. A sobreposição entre compromissos oficialmente descritos como institucionais e um evento político levanta dúvidas sobre a real natureza das agendas cumpridas.

Os documentos registram pagamentos de diárias, incluindo R$ 1.500,00 destinados a Gisely Fernanda Pereira da Silva e R$ 250,00 para Elnatan Oliveira Reis Medeiros, além de outros valores vinculados a deslocamentos com roteiro semelhante: ida à capital, participação em reunião e retorno no dia seguinte.

Relatórios assinados por Gustavo Saint Clair Ferreira Caldeira e Valmislei Alves dos Santos reforçam a justificativa de “cumprimento de agenda parlamentar”, enquanto registros adicionais indicam participação de Gisele Ferreira Ferraz em reuniões na AMM e no INCRA.

Do ponto de vista formal, a documentação apresenta todos os elementos exigidos: declarações de comparecimento, assinaturas e descrição das atividades realizadas.

Ainda assim, a coincidência com um evento político relevante levanta questionamentos sobre o uso de recursos públicos para deslocamentos que podem não ter caráter exclusivamente institucional.

Contraste com agenda local de saúde

Outro ponto que chama atenção é o contraste entre essas agendas na capital e a atuação local dos envolvidos.

Parte dos nomes associados às viagens aparece com frequência em críticas à situação da saúde pública em Primavera do Leste. No entanto, não há registro de presença de alguns desses críticos no lançamento do programa “Vira Saúde”, iniciativa voltada à melhoria do atendimento à população no próprio município.

A ausência em um evento diretamente ligado à saúde pública local reforça o debate sobre prioridades e coerência entre discurso e prática.

Transparência e resultado

Embora os documentos estejam formalmente corretos, especialistas em gestão pública destacam que a transparência não se limita à comprovação de deslocamentos e reuniões, mas também envolve a demonstração de resultados concretos dessas agendas.

Até o momento, não há detalhamento público sobre os impactos diretos dessas viagens para a população.

Diante disso, permanecem as perguntas:

Qual foi o retorno efetivo dessas agendas?
E qual o limite entre compromisso institucional e participação em atividades de natureza política?


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