Primavera do Leste / MT - Quinta-Feira, 30 de Abril de 2026

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Vereadores ouvem moradores da BR 070



Os vereadores da Câmara Municipal de Primavera do Leste foram procurados, na manhã desta quinta-feira (06) pelas famílias que moram ás margens da rodovia BR-070, após os moradores receberem mais uma notificação do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) para deixarem a área de domínio federal, para que as obras da rodovia sejam retomadas. A Prefeitura Municipal, dentro do que compete ao município, ofereceu aos moradores um auxílio aluguel pelo período de seis meses, no valor de R$ 550,00, previsto na Lei nº 1.781, aprovada pelos vereadores no início deste ano. Essa mesma legislação instituiu o projeto ‘Vida Nova’ que autoriza a construção de 48 residências para abrigar essas famílias, cadastradas no setor de habitação até 2015.

No entanto, os moradores demonstram insegurança em deixar o local e não serem contemplados com as casas do projeto Vida Nova. Conforme Mônica Vaz dos Santos, que mora no local há 15 anos, “recebemos uma notificação da Secretaria de Assistência Social e fomos formalizar o pedido de aluguel, no entanto, fomos informados que ainda não há um prazo concreto para entrega das residências. Com o valor desse auxílio aluguel, a gente não consegue pagar um aluguel, em Primavera. Vamos ter que complementar, mas se nesses seis meses as casas não forem entregues, como vamos ficar?”

Conforme o presidente da Câmara Paulo Márcio (DEM), esse é um problema que se arrasta há anos e, o Legislativo, tem uma grande preocupação com essa situação de cunho social. Ele lembrou que os vereadores tiveram uma atenção especial quando a Lei do Projeto ‘Vida Nova’ tramitava na Casa, “pois entendemos que as famílias que vivem naquela região estão em condição de vulnerabilidade social e enfrentam situações de risco, diariamente, principalmente a falta de segurança”.

A vereadora Carmen Betti (PSC) salientou que não há como fingir que o problema não existe, mas é que preciso buscar uma solução. “São famílias vivendo em desconforto. Vejo um grande esforço do Executivo e Legislativo em resolver essa situação e, é preciso essa segurança da moradia, para que eles se sintam seguros em deixar o local”.

Para o vereador Luis Costa (PR) o retorno dessa obra, esperada pela população primaverense há anos, é de extrema importância. “Vamos melhorar muito a nossa trafegabilidade e dar mais segurança aos motoristas e para a população, no entanto, precisamos resolver essa questão social, dos moradores das margens para que não haja prejuízos”.

Em busca de encontrar uma solução, outra reunião com representantes dos moradores, prefeito e secretária de assistência social deverá ser agendada para encontrar a solução que o caso requer.

Assessoria 



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Opinião - política

Diárias oficiais coincidem com evento político em Cuiabá e levantam questionamentos


Relatórios apontam viagens institucionais, mas datas coincidem com lançamento de campanha eleitoral; ausência em programa de saúde local também chama atenção

Viagens oficiais com destino a Cuiabá, justificadas como cumprimento de agenda institucional, têm levantado questionamentos após análise de documentos públicos. Relatórios assinados por assessores e servidores indicam participação em reuniões na Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), com retorno ao município no dia seguinte.

No entanto, as datas dessas viagens coincidem com o período do lançamento da campanha de Léo, realizado na capital. A sobreposição entre compromissos oficialmente descritos como institucionais e um evento político levanta dúvidas sobre a real natureza das agendas cumpridas.

Os documentos registram pagamentos de diárias, incluindo R$ 1.500,00 destinados a Gisely Fernanda Pereira da Silva e R$ 250,00 para Elnatan Oliveira Reis Medeiros, além de outros valores vinculados a deslocamentos com roteiro semelhante: ida à capital, participação em reunião e retorno no dia seguinte.

Relatórios assinados por Gustavo Saint Clair Ferreira Caldeira e Valmislei Alves dos Santos reforçam a justificativa de “cumprimento de agenda parlamentar”, enquanto registros adicionais indicam participação de Gisele Ferreira Ferraz em reuniões na AMM e no INCRA.

Do ponto de vista formal, a documentação apresenta todos os elementos exigidos: declarações de comparecimento, assinaturas e descrição das atividades realizadas.

Ainda assim, a coincidência com um evento político relevante levanta questionamentos sobre o uso de recursos públicos para deslocamentos que podem não ter caráter exclusivamente institucional.

Contraste com agenda local de saúde

Outro ponto que chama atenção é o contraste entre essas agendas na capital e a atuação local dos envolvidos.

Parte dos nomes associados às viagens aparece com frequência em críticas à situação da saúde pública em Primavera do Leste. No entanto, não há registro de presença de alguns desses críticos no lançamento do programa “Vira Saúde”, iniciativa voltada à melhoria do atendimento à população no próprio município.

A ausência em um evento diretamente ligado à saúde pública local reforça o debate sobre prioridades e coerência entre discurso e prática.

Transparência e resultado

Embora os documentos estejam formalmente corretos, especialistas em gestão pública destacam que a transparência não se limita à comprovação de deslocamentos e reuniões, mas também envolve a demonstração de resultados concretos dessas agendas.

Até o momento, não há detalhamento público sobre os impactos diretos dessas viagens para a população.

Diante disso, permanecem as perguntas:

Qual foi o retorno efetivo dessas agendas?
E qual o limite entre compromisso institucional e participação em atividades de natureza política?


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