Primavera do Leste / MT - Quinta-Feira, 30 de Abril de 2026

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Prefeitura abre canais para a participação popular no Plano de Mobilidade Urbana



Até o dia 30 de junho os cidadãos podem participar de pesquisa e enviar sugestões

O projeto para traçar novos rumos para a mobilidade urbana de Primavera do Leste está em andamento. Até o final deste ano a previsão é que o município já tenha condições de licitar uma empresa para executar o plano, mas antes disso a Prefeitura e a empresa Gasini conta com a participação popular para ajudar a deixar a cidade melhor para todos.

Nesta terça-feira (11) foi liberada no site da Prefeitura uma pesquisa que tem como foco o levantamento de dados para a instalação de novas ciclovias na cidade. Basta acessar: primaveradoleste.mt.gov.br. Na área inferior da página principal há um banner sobre o Plano de Mobilidade Urbana. Ao clicar, o cidadão será direcionado para página da pesquisa.

São 14 questões, sendo 10 alternativas e quatro objetivas. Antes de responder é necessário que o cidadão preencha o campo do e-mail. Não é permitido participar da pesquisa mais que uma vez. E não é necessário mais que 10 minutos para concluir a pesquisa. O público alvo são os ciclistas e pessoas que ainda pretendem utilizar a bicicleta como opção para locomoção.

Aos não ciclistas, a participação também é importante, porém o canal é o e-mail: mobilidadeurbana@pva.mt.gov.br. Através desse e-mail cada motorista, pedestre e motociclista poderá indicar melhorias para o trânsito de Primavera do Leste. Tanto a pesquisa quanto as sugestões por e-mail devem ser encaminhadas até o dia 30 de junho.

ASCOM – Prefeitura de Primavera do Leste



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Opinião - política

Diárias oficiais coincidem com evento político em Cuiabá e levantam questionamentos


Relatórios apontam viagens institucionais, mas datas coincidem com lançamento de campanha eleitoral; ausência em programa de saúde local também chama atenção

Viagens oficiais com destino a Cuiabá, justificadas como cumprimento de agenda institucional, têm levantado questionamentos após análise de documentos públicos. Relatórios assinados por assessores e servidores indicam participação em reuniões na Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), com retorno ao município no dia seguinte.

No entanto, as datas dessas viagens coincidem com o período do lançamento da campanha de Léo, realizado na capital. A sobreposição entre compromissos oficialmente descritos como institucionais e um evento político levanta dúvidas sobre a real natureza das agendas cumpridas.

Os documentos registram pagamentos de diárias, incluindo R$ 1.500,00 destinados a Gisely Fernanda Pereira da Silva e R$ 250,00 para Elnatan Oliveira Reis Medeiros, além de outros valores vinculados a deslocamentos com roteiro semelhante: ida à capital, participação em reunião e retorno no dia seguinte.

Relatórios assinados por Gustavo Saint Clair Ferreira Caldeira e Valmislei Alves dos Santos reforçam a justificativa de “cumprimento de agenda parlamentar”, enquanto registros adicionais indicam participação de Gisele Ferreira Ferraz em reuniões na AMM e no INCRA.

Do ponto de vista formal, a documentação apresenta todos os elementos exigidos: declarações de comparecimento, assinaturas e descrição das atividades realizadas.

Ainda assim, a coincidência com um evento político relevante levanta questionamentos sobre o uso de recursos públicos para deslocamentos que podem não ter caráter exclusivamente institucional.

Contraste com agenda local de saúde

Outro ponto que chama atenção é o contraste entre essas agendas na capital e a atuação local dos envolvidos.

Parte dos nomes associados às viagens aparece com frequência em críticas à situação da saúde pública em Primavera do Leste. No entanto, não há registro de presença de alguns desses críticos no lançamento do programa “Vira Saúde”, iniciativa voltada à melhoria do atendimento à população no próprio município.

A ausência em um evento diretamente ligado à saúde pública local reforça o debate sobre prioridades e coerência entre discurso e prática.

Transparência e resultado

Embora os documentos estejam formalmente corretos, especialistas em gestão pública destacam que a transparência não se limita à comprovação de deslocamentos e reuniões, mas também envolve a demonstração de resultados concretos dessas agendas.

Até o momento, não há detalhamento público sobre os impactos diretos dessas viagens para a população.

Diante disso, permanecem as perguntas:

Qual foi o retorno efetivo dessas agendas?
E qual o limite entre compromisso institucional e participação em atividades de natureza política?


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