Presidente da Petrobras pede demissão

O presidente da Petrobras, Pedro Parente, participa de debate sobre o fim do monopólio na área de refino, na Fundação Getulio Vargas.

O presidente da Petrobras, Pedro Parente, pediu, hoje (1º), demissão do cargo. O comunicado foi feito em fato relevante divulgado ao mercado. Parente se reuniu com o presidente Michel Temer, no Palácio do Planalto.

O comunicado da Petrobras informa que “a nomeação de um CEO interino será examinada pelo Conselho de Administração da Petrobras ao longo do dia de hoje. A composição dos demais membros da diretoria executiva da companhia não sofrerá qualquer alteração”.

Às 11h20, logo após o anúncio da demissão de Parente, a Bolsa de Valores de São Paulo registrou queda. Em aviso de fato relevante, a estatal informou que as negociações das ações PETR-N2 foram suspensas das 11h22 às 11h42, mas as operações já foram retomadas.

Fonte: Agência Brasil

Aeroporto de MT continua com falta de combustível após paralisação de caminhoneiros

Mesmo após a desobstrução dos pontos de manifestações dos caminhoneiros, em Mato Grosso, o Aeroporto Marechal Rondon, em Várzea Grande, região metropolitana de Cuiabá, continua desabastecido, segundo a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero).

Companhias aéreas estão adotando medidas de contingenciamento, cancelando programado de alguns voos, para garantir a normalidade das operações.

Cerca de 12 voos da Azul foram cancelados na manhã desta sexta-feira (1º) no aeroporto de Várzea Grande.

De acordo com a Companhia, um plano de contingência foi estabelecido desde que os bloqueios começaram, para garantir que os voos continuassem dentro do programado. Ainda assim, alguns tiveram que ser cancelados, sem prejuízos para os passageiros.

A Infraero informou que está acompanhando o abastecimento nos 54 aeroportos administrados por ela e que tem buscado junto aos órgãos responsáveis pelo setor, garantir a chegada dos caminhões com combustível aos terminais desabastecidos.

PRF faz escolta de combustível até o Aeroporto Marechal Rondon (Foto: PRF)

PRF faz escolta de combustível até o Aeroporto Marechal Rondon (Foto: PRF)

Na manhã desta sexta-feira, a Polícia Rodoviária escoltou uma carga de mais de 100 mil litros de combustível até o aeroporto.

De acordo com a PRF, a escolta foi necessária pela segurança da carga e porque existem leis específicas para tráfego de caminhões no perímetro urbano.

“Para garantir mais rapidez no trajeto até o aeroporto e impedir que a carga fosse impedida por algum motivo, os policiais fizeram a escolta”, disse o superintendente da PRF, Aristóteles Cadidé.

A PRF informou ainda que não há bloqueios nas rodovias federais que passam pelo estado. No entanto, policiais e soldados do Exército continuam nos pontos em que ocorreram as manifestações para garantir o abastecimento e a segurança.

Fonte: G1 Mato Grosso

Mesmo com liminar do TST, petroleiros deflagram paralisação hoje

A Federação Única dos Petroleiros (FUP)  anunciou hoje (30) que, mesmo com a liminar do Tribunal Superior do Trabalho (TST) que considerou a greve abusiva, a paralisação da categoria foi iniciada e atinge refinarias, terminais e plataformas da Bacia de Campos. O movimento programou atos e manifestações ao longo do dia.

Pelo balanço da FUP, os trabalhadores cruzaram os braços nas refinarias de Manaus (Reman), Abreu e Lima (Pernambuco), Regap (Minas Gerais), Duque de Caxias (Reduc), Paulínia (Replan), Capuava (Recap), Araucária (Repar), Refap (RS), além da Fábrica de Lubrificantes do Ceará (Lubnor), da Araucária Nitrogenados (Fafen-PR) e da unidade de xisto do Paraná (SIX).

A FUP informou que não houve troca dos turnos da 0h nos terminais de Suape (PE) e de Paranaguá (PR). Segundo a federação, na Bacia de Campo os trabalhadores também aderiram à paralisação em diversas plataformas.

Reivindicações

Os petroleiros afirmam que o movimento é uma reação à política de preços dos combustíveis, de crítica à gestão na Petrobras e contra os valores cobrados no gás de cozinha e nos combustíveis.

A paralisação dos petroleiros ocorre três dias depois de o presidente Michel Temer e equipe negociarem um acordo com os caminhoneiros. Por mais de uma semana, os caminhoneiros pararam o país, provocando desabastecimento nos postos de gasolina, supermercados e prejuízos à economia.

Fonte: Agência Brasil

Vereador Luis Costa fala sobre paralisação nacional dos caminhoneiros e faz um alerta a população

Da Redação

Uma semana de paralisação nacional dos caminhoneiros fez o País parar. O maior reflexo do movimento foi à falta de combustíveis nas bombas. No último final de semana Primavera do Leste acompanhou a movimentação na entrada da cidade, nas margens da BR-070, e ouviu as reivindicações dos caminhoneiros sobre o preço exorbitante dos combustíveis e a desvalorização no pagamento pelo frete.

“Eu acompanhei a paralisação de perto, e os caminhoneiros estão de parabéns pela mobilização nacional, são guerreiros das estradas. A categoria conseguiu baixar R$ 0,46 centavos no diesel por 60 dias, também conseguiu a redução nos postos de pedágio. Todos sabem que eu tenho lutado há anos para que reduza o valor do pedágio cobrado que é um absurdo principalmente a cobrança feita pela Concessionária Morro da Mesa, agora com essa medida, também comemoro junto a categoria. Além dessas reivindicações os caminhoneiros conseguiram 30% na redução do frete da Conab”. Explica o vereador Luis Costa (PR) durante sua fala na última sessão ordinária (28).

No entanto o vereador chama atenção ao dizer que se há redução em um produto, terá aumento em outros. “O governo federal diz que não tem dinheiro, diz que o País está em crise, mas se irá reduzir de um lado, irá aumentar do outro. Quem acompanha a mídia seja escrita ou televisionada, sabe que não existe almoço grátis e que ninguém vai dar prato feito de graça. O governo vai tirar de algum lugar para cobrir essa baixa. Eu parabenizo a categoria e acho o movimento válido, mas isso não ficará de graça”.

Durante a paralisação no final de semana, representantes políticos locais se reuniram em torno dos caminhoneiros para sinalizar apoio ao movimento, porém o legislador Luis Costa explica que o movimento não pode ser político e que o espaço de reivindicações é legítimo, mas partiu de uma categoria.

“Eu sempre expressei minha opinião e sofro perseguições por isso, pago um preço alto, mas eu digo a verdade, o que vimos no final de semana, foi um palanque de comício e é preciso lembrar que a paralisação não é um ato político partidário, é uma luta de uma categoria que tem buscado melhorias, dignidade de trabalho e salário. Um representante de entidade do comércio local disse uma verdade em relação ao apoio do povo à paralisação, em que o comércio todo parou para apoiar a categoria, mas agora os comerciantes esperam o mesmo. Se o comércio parar, ou precisar reivindicar, nós vamos estar juntos, apoiando? O produtor rural vai estar junto ao comércio?” Indaga Luis Costa.

O vereador disse ainda que nós devêssemos ter essa vontade de manifestação e ajudar também outras entidades, se a classe dos caminhoneiros conseguiu uma redução, porque não apoiar outras entidades?

“Este empenho que todos tiveram em ajudar o movimento também poderia se estender a outras classes. Essa determinação precisa continuar. O brasileiro precisa lutar para que tenhamos um final feliz. Não vou aqui fazer um discurso populista, que estou lutando e vamos até o fim, porque infelizmente a conta vai chegar, seja no arroz ou em outro produto. Essa é a realidade. Uma categoria conseguiu, mas o movimento por um Brasil melhor tem que continuar e começando por nós, por cada um. Não existe milagre, a minha expectativa é que as coisas melhorem, porque o problema não está no sistema e sim no brasileiro. Temos o exemplo agora, que quando começou a faltar combustível, todos lotaram os postos e novamente quando chegou nas bombas, mais pessoas lotaram novamente, formando filas enormes, então cadê o sentimento de união, de força, de estarmos juntos? A mudança começa com cada um de nós, porque esse exemplo de filas por combustível demonstra que o carro é uma paixão nacional, todo mundo quer ter seu veículo, mas no momento de luta cadê essa união. Cada um tem que ter atitude, a vereadora Carmem Betti (PSC) veio trabalhar a pé, eu vim de bicicleta e assim que iremos conseguir algo maior, mudando nosso pensamento”. Ressalta o legislador.

Luis Costa encerra sua fala sobre a paralisação nacional dos caminhoneiros dizendo que nós temos que aprender a votar, temos que acompanhar as notícias mentirosas e falsas.

“Eu tenho admiração por alguns representantes políticos sérios como o vereador Manuel Mazutti do MDB, entre outros, mas quero dizer que infelizmente todos os partidos seja, o MDB ou meu partido, todos estão ligados, e para mudarmos esse cenário político temos que mudar nossa cabeça. Aprender a votar, temos que cobrar, unir com todas as categorias, não existe mágica. Mas agora neste momento, todos brasileiros irão pagar a conta, não importa como irá vim essa redução do combustível, mas o governo irá sim cobrar em outro produto. É aquela história, baixa aqui e aumenta dali”. Afirma Luis Costa.

 

Intervenção militar não é varinha mágica, diz general Mourão

Em Porto Alegre, general chamou campanha de caminhoneiros pela intervenção militar de “desserviço”

General Antônio Hamilton Martins Mourão (Pedro Ribas/ANPr/Divulgação)

O general Hamilton Mourão, na reserva desde fevereiro deste ano, disse na manhã desta terça-feira 29, em Porto Alegre, que é contra a intervenção militar desejada por parte dos caminhoneiros que estão em greve desde a semana passada. Em entrevista exclusiva a VEJA (leia abaixo), Mourão disse queintervenção militar não é “solução imediata” e que não é “varinha de condão” que faz “plim, plim” e “está tudo resolvido”. “O país não tem que ser tutelado pelas Forças Armadas”, afirmou.

Mourão participou de almoço de militares da reserva no Grêmio Sargento Expedicionário Geraldo Santana. O general, que já chefiou o Comando Militar Sul (CMS), foi recebido com leitura de uma poesia, aplausos, pedido de autógrafo e fotografias. Ele aproveitou a ocasião para angariar apoio ao pré-candidato a deputado estadual tenente-coronel Luciano Zucco [ainda sem partido porque militares têm prazo diferenciado para filiação].

Zucco é um dos cerca de oitenta militares espalhados pelo país que vão disputar cargos nas eleições de outubro em uma “frente militar”. A frente conta com o general como divulgador das candidaturas. Recentemente, Mourão se filiou ao PRTB e apoia Jair Bolsonaro (PSL-RJ) à Presidência. Sua participação na chapa de Bolsonaro como vice não está descartada. “Caso ele opte que seria melhor me ter como vice, a gente está aberto a essa possibilidade”, disse à reportagem.

Embora rejeite a ideia dos caminhoneiros para uma intervenção militar, o general já se envolveu em polêmicas defendendo a medida anteriormente. Mourão também criticou o atual ministro da Segurança, Raul Jungmann, (“é incapaz de saber como se faz um plano”) e o presidente Michel Temer (“se for passar a mão em cima da cabeça de uma criança, a criança começa a chorar”).

Abaixo, a entrevista:

Havia a expectativa de que o senhor saísse candidato à Presidência da República após sua filiação ao PRTB. Como o senhor decidiu essa questão?

Deixei claro que não seria candidato. Considero que a candidatura do deputado Bolsonaro (PSL-RJ) é a candidatura que representa as ideias das quais comungo e bato por elas. Se eu fosse candidato, iria dividir. A pior coisa nesse momento é dividir o público que nós temos. Poderiam dizer ‘ah, mas por que o senhor não vai concorrer ao Senado, como deputado federal?’. Porque considero que o quadro político-partidário é muito fragmentado e o capital que eu tenho é o capital moral e não posso desperdiçar uma eleição dessa natureza.

Mas o senhor pode sair candidato a vice-presidente em uma chapa com Bolsonaro?

Hoje a ideia é que o Bolsonaro tenha um vice oriundo do meio político. Até pela questão das composições que ele tem que prosperar. Caso ele não consiga ou decida que seria melhor me ter como vice, a gente está aberto a essa possibilidade.

Então há chance de o senhor compor uma chapa com Bolsonaro?

Existe a possibilidade.

O senhor falou em capital moral. De que maneira o senhor pretende atuar na campanha eleitoral?

Estou assumindo o Clube Militar [do Rio de Janeiro], que não é uma instituição só social, muito pelo contrário. É um clube que participou intensamente da proclamação da República e tem uma história e uma tradição nas questões da nacionalidade. A partir daí, nossa ideia, com o grupo que tenho lá, é montar a plataforma de todos os nossos candidatos militares de forma que tenha uma estrutura coerente e que cada um deles vá adaptar ao local onde está concorrendo.

O senhor pode adiantar o conteúdo dessa plataforma? Quais são as ideias?

A plataforma vai tocar no combate à corrupção, nas reformas que têm que ser feitas para que o Estado efetivamente possa governar o país, para que o Estado tenha condições de se manter, para que o federalismo seja realmente implantado. A questão econômica, da disciplina fiscal. Também a questão de princípios, valores, tradições que estão sendo jogadas praticamente na lata do lixo. É dessa forma que vamos operar.

O senhor falou na sua apresentação antes do almoço que 2018 é muito diferente de 1964. Uma parcela da população junto à greve dos caminhoneiros está pedindo intervenção militar. Qual é o seu pensamento?

No presente momento não vejo que a solução para o país seja aquela intervenção militar clássica de afastar todos do poder e a partir daí as Forças Armadas tomarem conta do país. O país não tem que ser tutelado pelas Forças Armadas. O que as Forças Armadas têm que fazer é impedir que ocorra o caos. Neste presente momento, essa questão do movimento dos caminhoneiros [que pede intervenção] está fazendo um desserviço. Esse pacote aí, de querer provocar uma intervenção, querer provocar o caos, interessa ao pessoal da esquerda, dessa esquerda jurássica que pensa ‘nós temos que quer melar o processo [eleitoral]’ porque eles não têm mais candidato. A única pessoa que eles têm está presa.

O senhor é contra, então, a intervenção militar?
Dessa forma, sou.

De que maneira o senhor seria favorável?
Se tivesse que ocorrer, seria o país já sem rumo, sem condições de definir suas prioridades, a sociedade em embate constante, a violência campeando pelas ruas. A partir daí teria que ter uma intervenção, mas a intervenção teria que ser cívico-militar, tem que haver a participação do movimento civil.

É nesse sentido que o senhor defende uma frente de candidatos militares nessa eleição?
Os candidatos oriundos do meio militar trazem consigo os princípios e valores que caracterizam aquilo que a sociedade brasileira está buscando. Não são só os candidatos do meio militar que podem representar, eles são uma parcela.

O senhor acredita que é importante que os militares disputem as eleições?
Acho importantíssimo. Temos em torno de oitenta candidatos concorrendo aos mais variados cargos em disputa. Desde presidente, que é o Bolsonaro, até deputado estadual, como meu amigo tenente-coronel Zucco.

O senhor está apoiando o tenente-coronel Zucco no Rio Grande do Sul a deputado estadual. O senhor está fazendo isso em outros estados também?

Sim. Tenho gravado vídeos para os mais diversos candidatos que temos aí. Na Bahia, tem meu companheiro de turma, o Guilherme Galvão de Oliveira Pinto, tem no Ceará o coronel Bezerra, tem em Natal o general Monteiro e por aí vai. Todo mundo me manda mensagem pedindo que eu grave um vídeo [de apoio].

O foco dessa frente militar é o Legislativo?

Temos alguns candidatos ao Poder Executivo, a governador, como o general Paulo Chagas, lá em Brasília. O próprio general Monteiro, que pode ser candidato a governador no Rio Grande do Norte, mas o foco maior está no Legislativo.

Qual é a importância de formar uma bancada de militares no Legislativo?

Em primeiro lugar, a questão dos valores, dos princípios. Em segundo lugar, é gente que conhece os problemas brasileiros e vai estar lá representando uma parcela significativa da população em condição de participar desse processo de reforma e refundação do nosso país, que é mais do que necessário.

O senhor falou sobre valores. Essa parcela que pede intervenção militar compartilha essa visão. Qual é o seu recado aos manifestantes? O senhor considera que o pedido deles está errado?

O que eu vejo é que essas pessoas estão em momento de ansiedade porque existe aquele desejo de que a solução seja imediata, de que a solução ocorra desde já. Daí, esse clamor popular pela intervenção, como se fosse uma varinha de condão que faz “plim, plim” e está tudo resolvido, todo mundo limpinho e volta a funcionar da forma como eles pensam. Na realidade, a população deixou de lado a participação política, as pessoas vão votar simplesmente porque são obrigadas, porque se não fossem, não iam. Tem muita gente que não vai votar, viaja e justifica ou paga uma multa irrisória. Esse processo, essa situação vai obrigar as pessoas a entender que têm que participar, que têm que selecionar bem os candidatos e os partidos aos quais eles pertencem.

Recentemente, documentos da CIA que mostram que o ex-presidente Geisel autorizava execuções de seus opositores foi divulgado. O que o senhor pensa disso?

Todo relatório de inteligência tem um nível de credibilidade. Esse relatório de inteligência estava aberto desde 2015. Em uma reunião onde participou o presidente da República, o chefe do Centro de Informações do Exército, que estava saindo e o que estava entrando, e o chefe do SNI (Serviço Nacional de Informações), quem delatou o conteúdo dela para o embaixador americano? Havia um infiltrado da CIA lá? Temos que botar um grau de credibilidade. Nada do que foi falado era desconhecido. Já se sabe que no fim dos anos 1960 e início dos anos 1970 um grupo de brasileiros orientados e instruídos por centros de irradiação do comunismo internacional, como a Rússia, Cuba e China, buscou implantar uma ditadura comunista no Brasil. O estado respondeu violência com violência. Aí você pode me perguntar “houve excesso?”. Qualquer guerra tem excesso. Não existe fazer uma omelete sem quebrar os ovos. Eu canso de dizer uma coisa. O Brasil tinha 90 milhões de habitantes. Do lado das organizações terroristas, morreram em torno de 440 pessoas; do lado das pessoas da ordem, morreram 120. Foram 560 pessoas no universo de 90 milhões e num período de seis anos. Hoje se matam 60.000 pessoas por ano no Brasil e ninguém fica escandalizado.

A segurança é uma das questões que vai pautar essa eleição. Que medidas o senhor acha que o Executivo deve adotar para diminuir a violência?

O Executivo pode trabalhar em conjunto com os estados, em plano efetivo de segurança. Muitas vezes se fala em plano, mas o atual ministro da Segurança Pública [Raul Jungmann] gosta de encher a boca para falar de plano, mas se mandar fazer plano ele não fala “ré com cré”, é incapaz de saber como se faz um plano. Então, [tem que ter] um planejamento e cada estado receberá o seu quinhão dentro do princípio da descentralização de recursos para, em um primeiro momento, poder equipar suas polícias, armar suas polícias, valorizar mais a atividade policial com melhoria salarial e estabelecer o primeiro combate á criminalidade. Mas isso não cessa a violência. Essas ações têm que ser acompanhadas por outras ações do poder público nas outras esferas, que sejam educação, saúde e infraestrutura.

Qual sua opinião sobre a gestão do presidente Michel Temer (MDB)?

O presidente Temer iniciou sua gestão com excelentes ideias, que deveriam ser implementadas face ao desastre econômico que nós passamos sob a tutela da dupla Lula e Dilma. No entanto, ele e os demais executores dele estavam atolados, não digo até o joelho nem até a cintura, mas até o peito lá no lamaçal da corrupção. A partir daí, não tinha credibilidade para levar adiante suas boas intenções. Esse é o grande problema dele. E falta a confiança da população. Além de ele ser uma figura que não transmite simpatia para ninguém. É aquele que se for passar a mão em cima da cabeça de uma criança, a criança começa a chorar.

Veja / Paula Sperb

Ex-vereador reage a assalto em casa, atira em ladrão e persegue assaltantes em Cuiabá

O ex-vereador e advogado Faissal Jorge Calil Filho, de 38 anos, reagiu a um assalto na casa dele e baleou um dos ladrões, na manhã desta terça-feira (29), em Cuiabá.

Segundo a Polícia Militar, o rapaz baleado foi identificado como Rodrigo da Silva Moura, de 18 anos. Ele foi encaminhado ao Pronto-Socorro Municipal de Cuiabá (PSMC).

G1 ligou para o ex-vereador, mas as chamadas não foram atendidas.

A tentativa de assalto ocorreu no Bairro Jardim Shangri-La, na capital. Os policiais passam pela Avenida Fernando Corrêa, em Cuiabá, e viram o ex-vereador acenando e pedindo apoio.

Faissal explicou aos policiais que perseguia três assaltantes que invadiram a residência dele momentos antes. Ele afirmou que dois dos suspeitos estavam em um ônibus, que seguia para a região do Coxipó, em Cuiabá, e que um terceiro assaltante estava armado.

O ex-vereador tem posse e registro da arma. Conforme o boletim de ocorrência, o próprio ex-vereador entrou no veículo e retirou os suspeitos do ônibus.

O terceiro assaltante, que estava com a arma, fugiu em direção ao Centro de Cuiabá. Rodrigo foi atingido pelo ex-vereador nas costas e encaminhado para atendimento médico no PSMC.

Faissal comentou que percebeu o assalto quando a irmã dele gritou ‘ladrão!’ e começou a gritar.

O ex-vereador encontrou os três assaltantes no terreno da residência, sendo que um deles apontou a arma e Faissal reagiu. Um boletim de ocorrência foi registrado e a Delegacia de Roubos e Furtos (Derf) deve começar o procedimento de investigação.

A Polícia Civil informou que Rodrigo foi liberado do PSMC às 9h40 e ainda será ouvido na delegacia.

Outro assalto

Em 2015, Faissal teve a mesma reação ao ser vítima de outro assalto. Naquela ocasião, dois assaltantes foram presos depois de serem perseguidos após arrombarem o carro do então vereador, em Cuiabá. O próprio vereador perseguiu os dois ladrões.

G1 MT

Movimento se divide em relação ao rumo da greve

Após o presidente Michel Temer (MDB) anunciar uma série de medidas para atender as reivindicações dos caminhoneiros, em greve há nove dias em todo o País, as diversas entidades que representam os caminhoneiros decidiram encerrar o movimento e retornar ao trabalho, mas grande parte dos profissionais diz não ser representada pelas ditas entidades e afirma que a paralisação continua. Os grevistas têm recebido grande apoio popular em Rondonópolis e agora reivindicam a renúncia ou a cassação de Temer.

“O movimento continua. Só que agora mudou a pauta: agora é fora Temer. Aquilo que aconteceu em Brasília (negociações) não é para nós. O movimento agora é de todos, o caminhoneiro apenas começou e nós vamos continuar o nosso movimento de forma pacífica e ordeira, mas a gente não aguenta mais a coisa como está e queremos esse presidente fora já”, afirmou Marcelo da Rosa, conhecido como “Solitário”, motorista autônomo do estado do Paraná e uma das lideranças do movimento dos caminhoneiros em Rondonópolis.

Segundo ele, os caminhoneiros estão todos liberados para seguir viagem, mas, ainda assim, a grande maioria deles continua parada no município. “Ninguém está segurando mais ninguém. Quem quiser ir embora pode ir, mas os caminhoneiros não querem ir embora”, disse ontem ao Jornal A TRIBUNA. Inclusive, a manifestação, na BR-163/364, neste fim de semana, acabou virando uma espécie de ponto de encontro para muitos curiosos na cidade.

Apesar da disposição demonstrada em permanecerem parados, as entidades que dizem representar a categoria consideram que suas pautas foram atendidas e que o movimento teria sido dominado por pessoas estranhas ao mesmo. Segundo um representante do segmento de transportes de Mato Grosso, que preferiu não se identificar, não é mais caminhoneiro mais que está fazendo greve, mas pessoas que querem derrubar o governo.

No último domingo (27), o presidente Michel Temer anunciou a redução de R$ 0,46 no litro do óleo diesel por 60 dias, o estabelecimento de uma tabela mínima dos fretes e a isenção da cobrança de pedágio para eixo suspenso de caminhões vazios, em rodovias federais, estaduais e municipais. Mesmo assim, o movimento se dividiu e grande parte da categoria continua parada às margens das rodovias por todo o País, inclusive em Rondonópolis.

A Tribuna 

Confira o perfil dos jogadores convocados para a Copa do Mundo

O treinador Tite, da seleção brasileira de futebol, anunciou  (14) os nomes dos 23 jogadores que deverão disputar a Copa do Mundo Rússia 2018. Os nomes foram divulgados durante entrevista na sede da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. Sem Daniel Alves, afastado da lista por causa de uma lesão no joelho direito, Tite escolheu Danilo e Fágner para a lateral direita.

Conheça os jogadores escolhidos por Tite:

Goleiros

Alisson (Roma)

Alisson Becker nasceu em Novo Hamburgo (RS), tem 25 anos e 1,93 m de altura.

Começou a carreira no Internacional de Porto Alegre, onde jogou de 2013 a 2016, quando foi vendido para o Roma, da Itália.

Ainda pelo time gaúcho chamou a atenção do então técnico da seleção brasileira, Dunga, e foi convocado pela primeira vez em 2015.

Seu primeiro jogo pelo Brasil foi contra a Venezuela, em partida válida pelas eliminatórias da Copa.

No prêmio The Best, concedido pela Federação Internacional de Futebo (Fifa) em setembro do ano passado, Alisson foi considerado o oitavo melhor goleiro do mundo.

Ederson (Manchester City)

Ederson Santana de Moraes era, até pouco tempo, desconhecido dos torcedores brasileiros que não acompanham o futebol em outros países. Isso porque só atuou profissionalmente na Europa.

No Brasil, Ederson passou pelas divisões de base do São Paulo, mas não foi aproveitado pelo clube. Ele então decidiu tentar a sorte em Portugal, onde foi contratado pelo Benfica, em 2009.

No time português, mostrou qualidade no gol e passou a interessar a vários clubes, entre eles, o Manchester City, da Inglaterra, que pagou cerca de 40 milhões de euros.

O paulista é considerado o segundo goleiro mais caro da história do futebol, perdendo apenas para o italiano Gianluigi Buffon. Atualmente, Ederson é titular absoluto e muito celebrado pela torcida do City.

Ederson nasceu em Osasco (SP), tem 24 anos e 1,88 m de altura. No prêmio The Best, ficou entre os 15 melhores goleiros do mundo, empatado com outros seis goleiros na nona posição.

Cássio (Corinthians)

Cássio Ramos, de 30 anos e 1,95 m de altura, nasceu em Veranópolis (RS). Iniciou a carreira profissional no Grêmio, em 2005, mas teve poucas oportunidades no time titular, e acabou vendido para o PSV, da Holanda, em 2007, com 20 anos.

No país europeu, jogou também no Sparta Rotterdam, mas não se firmou como titular em nenhuma das duas equipes.

Em 2012, voltou para o Brasil, contratado pelo Corinthians. Foi no clube paulista que se destacou. Na Libertadores daquele ano fez defesas fundamentais, que ajudaram a garantir o título da competição, sob o comando de Tite. Também foi destaque no Mundial Interclubes de 2012, quando o clube de São Paulo venceu o Chelsea por 1×0.

Laterais

Fagner (Corinthians)

Fagner Lemos, de 28 anos, nasceu em São Paulo. Começou no Corinthians em 2006, mas em 2007 deixou o clube e passou pelo Vitória, da Bahia, e o PSV, da Holanda, mas sem sucesso.

Quando chegou ao Vasco, em 2009, foi conquistando a confiança do treinador e da torcida. Em 2011, foi campeão da Copa do Brasil pelo clube carioca.

Em 2012, deixou o Vasco e foi para o Wolfsburg, da Alemanha. Passou dois anos no clube e retornou ao Brasil, para o Vasco.

Em 2014, voltou ao Corinthians e foi campeão brasileiro no ano seguinte. Ganhou novamente a competição em 2017, quando foi eleito, em várias premiações, o melhor lateral-direito do país.

Danilo (Manchester City)

Danilo Luiz da Silva tem 26 anos e nasceu em Bicas (MG). No América de Belo Horizonte iniciou a carreira e se transferiu para o Santos em 2010.

Em 2011, foi campeão da Libertadores pelo time paulista, jogando ao lado de Neymar e Paulo Henrique Ganso.

No ano seguinte, foi para o Porto, de Portugal, onde se destacou na posição e chamou atenção do Real Madrid, que o contratou em 2015. Em julho de 2017, foi vendido ao Manchester City, da Inglaterra.

Marcelo (Real Madrid)

Considerado pela imprensa especializada como o melhor lateral-esquerdo do mundo na atualidade, Marcelo Vieira da Silva Júnior foi revelado pelo Fluminense.

Ele começou nas categorias de base do tricolor e subiu para o time profissional em 2005. Em 2007, se transferiu para o Real Madrid.

No clube madrilenho, foi se destacando pouco a pouco e hoje é um dos pilares da equipe, com Cristiano Ronaldo (Portugal) e Toni Kroos (Alemanha).

No prêmio The Best, Marcelo foi escolhido lateral-esquerdo do “time ideal”, composto por jogadores de vários países.

É a quarta vez que ele é eleito para o time ideal. Marcelo nasceu no Rio de Janeiro (RJ), tem 29 anos e vai para sua segunda Copa do Mundo.

Filipe Luís (Atlético de Madrid)

Filipe Luís é mais um dos casos de jogadores que só ficaram conhecidos pela maioria dos brasileiros após uma sequência de boas atuações na Europa.

Nasceu em Jaraguá do Sul (SC) e tem 32 anos. Começou no Figueirense em 2003, mas no ano seguinte foi para a Holanda, onde jogou pelo Ajax.

Em 2005, foi para a Espanha. Depois de uma passagem pelo Real Madrid B, foi contratado pelo La Coruña. Depois de quatro anos, passou a jogar pelo Atlético de Madrid.

Teve bom desempenho na capital espanhola e chamou a atenção do Chelsea, da Inglaterra, que o contratou em 2014.

No entanto, ficou só um ano no clube londrino e voltou para o Atlético de Madrid. Pela seleção brasileira, Filipe Luís teve um período de titularidade quando Dunga era o treinador, em 2015 e 2016.

Zagueiros

Miranda (Internazionale)

João Miranda de Souza Filho nasceu em Paranavaí (PR), tem 33 anos e foi revelado pelo Coritiba. Logo, foi jogar no Sochaux, da França, e no ano seguinte, em 2005, foi adquirido pelo São Paulo.

Pelo tricolor paulistano, conquistou o tricampeonato brasileiro. Em 2011, mudou-se para o Atlético de Madrid, da Espanha.

Foi campeão espanhol na temporada 2013/2014 e começou a ser chamado com mais frequência nas convocações para a seleção. Atualmente, Miranda joga na Internazionale, da Itália.

Marquinhos (PSG)

Marcos Aoás Corrêa nasceu em São Paulo (SP), tem 23 anos e foi revelado pelo Corinthians. Jogou no clube paulista em 2011 e parte de 2012.

No segundo semestre de 2012, ainda com 18 anos, foi para o Roma, da Itália. Teve uma ascensão rápida que, em julho do ano seguinte, foi vendido para o Paris Saint-German, da França.

No time francês, apesar de zagueiro, tem jogado com mais frequência como lateral-direito. Estreou pela seleção brasileira em 2013 e foi titular do time campeão olímpico, nos jogos do Rio de Janeiro, em 2016.

Thiago Silva (PSG)

Thiago Silva nasceu no Rio de Janeiro (RJ) e está com 33 anos de idade. No início da carreira passou por clubes como Palmeiras, de São Paulo; Juventude, do Rio Grande do Sul e Dínamo Moscou, da Rússia.

Na Rússia, teve um problema grave de saúde e retornou ao Brasil, em 2006, sendo contratado pelo Fluminense.

Foi no Rio de Janeiro que se destacou e, no fim de 2008, foi vendido para o Milan, da Itália, onde se consolidou como um dos melhores zagueiros do mundo. Em 2012, foi para o Paris Saint-Germain.

Foi convocado para a Copa de 2010, mas não chegou a entrar em campo. Em 2014, foi titular e capitão do time.

Após a vitória nos pênaltis contra o Chile, nas oitavas de final, foi criticado por ser considerado emocionalmente instável para um capitão.

Pedro Geromel (Grêmio)

Chamado de “Geromito” pela torcida do Grêmio, Pedro Geromel foi eleito melhor zagueiro em atividade no futebol brasileiro.

Nasceu em São Paulo, tem 32 anos e 1,90 m. Jogou na divisão de base em clubes de São Paulo, mas estreou profissionalmente em Portugal, no Desportivo de Chaves, time da segunda divisão do país.

Na metade de 2005, foi contratado pelo Vitória de Guimarães, time da primeira divisão do campeonato português.

Geromel jogou também pelo Colônia, da Alemanha, e pelo Mallorca, da Espanha, até chegar ao Grêmio, em 2014. É o pilar da defesa do time campeão da Libertadores do ano passado e jogará sua primeira Copa do Mundo.

Meio-campistas

Casemiro (Real Madrid)

Carlos Henrique Casemiro nasceu em São José dos Campos (SP) e tem 26 anos. Foi revelado pelo São Paulo em 2010 e destaque na seleção brasileira de base, na mesma geração de Neymar e Phillipe Coutinho.

O Real Madrid comprou em 2013. O time espanhol, no entanto, o emprestou para o Porto, de Portugal.

Em junho de 2015, o Real Madrid trouxe Casemiro de volta ao elenco e atualmente é titular da equipe, considerada uma das mais fortes do mundo.

Fernandinho (Manchester City)

Fernando Luiz Roza é paranaense de Londrina e tem 33 anos. Iniciou sua trajetória profissional no Atlético Paranaense, em 2001.

Em 2005, foi transferido para o Shakhtar Donetsk, da Ucrânia. Ganhou projeção internacional quando passou a jogar pelo Manchester City, da Inglaterra, em 2013.

Fernandinho parte do grupo que disputou a Copa do Mundo de 2014. Começou a competição como reserva, mas ganhou a vaga de titular a partir das oitavas-de-final, após entrar no segundo tempo do jogo contra Camarões, ainda pela primeira fase, e deixar o meio-campo mais dinâmico e ofensivo.

Paulinho (Barcelona)

José Paulo Bezerra Maciel Júnior, ou apenas Paulinho, nasceu em São Paulo (SP) e tem 29 anos. Despontou nacionalmente no Corinthians, em 2010.

Paulinho fez parte do time campeão brasileiro em 2011 e campeão da Libertadores em 2012 e campeão mundial de clubes no mesmo ano.

Em 2013, Paulinho foi para Totenham, da Inglaterra. E de lá, em 2015, conseguiu ser transferido para o Guangzhou Evergrande, da China.

Dois anos depois, foi jogar no Barcelona. Paulinho esteve no grupo que disputou a Copa de 2014, tendo sido titular em cinco dos sete jogos da seleção no torneio.

Fred (Shakhtar Donestk)

Frederico Rodrigues Santos, de 25 anos, nasceu em Belo Horizonte. Jogou nas divisões de base do Atlético Mineiro, mas começou profissionalmente no Internacional de Porto Alegre.

Um ano e meio depois, foi contratado pelo Shakhtar Donestk. Está no time ucraniano desde então. Foi convocado para a seleção brasileira pela primeira vez em 2014, para amistosos em novembro.

Fred esteve no elenco da seleção que disputou a Copa América de 2015, no Chile, quando o time foi eliminado pelo Paraguai nas quartas-de-final.

Renato Augusto (Beijing Guoan)

Renato Augusto tem 30 anos e nasceu no Rio de Janeiro. Foi revelado no Flamengo, onde se destacou no time profissional como um camisa 10 clássico.

Ele logo chamou a atenção do mercado europeu e foi vendido para o Bayer Leverkusen, da Alemanha, em 2008.

Ficou na Alemanha por quatro anos, onde teve bom desempenho e passou a ser convocado para a seleção brasileira.

No final de 2012 decidiu voltar para o Brasil e assinou com o Corinthians, onde ficou até o fim de 2015. No ano seguinte, foi para o Beijing Guoan, da China.

Pela seleção, fez parte do time campeão olímpico de futebol, nos jogos de 2016.

Philippe Coutinho (Barcelona)

Philippe Coutinho, 25 anos, nasceu no Rio de Janeiro. Foi revelado pelo Vasco da Gama, onde se destacou ainda nas categorias de base.

A qualidade do jovem jogador despertou o interesse da Internazionale, da Itália, que o adquiriu antes mesmo dele passar a jogar pelo time principal do Vasco. Como era menor de idade, Coutinho continuou no clube carioca.

Ele jogou no time principal do Vasco um ano, de 2009 a 2010. Em julho de 2010, quando completou 18 anos, foi para a Itália.

Depois de passar pela Espanha, Coutinho, no início de 2013 foi vendido ao Liverpool, da Inglaterra, e virou ídolo da torcida inglesa e peça-chave do time. No início de 2018 foi vendido por cifras milionárias ao Barcelona, da Espanha.

Willian (Chelsea)

Willian Borges da Silva começou sua carreira no Corinthians e foi vendido ao Shakhtar Donetsk, da Ucrânia, na metade do ano de 2007. Jogou seis anos no país e foi um dos destaques.

Depois de uma rápida passagem pelo Anzhi, da Rússia, foi para o Chelsea, da Inglaterra. No clube inglês, atua com regularidade e foi um dos destaques do time na conquista do campeonato nacional, na temporada 2016-2017.

Pela Seleção Brasileira, foi convocado pela primeira vez em 2011. Fez parte do grupo que disputou a Copa de 2014 e a Copa América em 2015. Willian nasceu em Ribeirão Pires (SP) e tem 29 anos.

Atacantes

Douglas Costa (Juventus)

Douglas Costa, de 27 anos, e nasceu em Sapucaia do Sul (RS). Começou sua trajetória no Grêmio, onde jogou até 2009.

No início de 2010 foi para o Shakhtar Donetsk. Ficou quatro anos e meio na Ucrânia, até se transferir para o Bayern de Munique, da Alemanha.

Atualmente, Douglas Costa joga na Juventus, da Itália, após dois anos na Alemanha. Chegou a ser convocado para os Jogos Olímpicos de 2016, mas se lesionou e foi cortado da equipe.

Taison (Shakhtar Donetsk)

Taison Barcellos Freda tem 30 anos e nasceu em Pelotas (RS). Chamou atenção pela habilidade no primeiro clube que defendeu profissionalmente, o Internacional.

Em 2010, foi para o futebol ucraniano. Primeiro, defendeu o Metalist e, dois anos depois, foi para o Shakhtar Donetsk, onde permanece até hoje.

Taison teve poucas oportunidades na seleção brasileira, sendo convocado pela primeira vez em 2016, para disputa de jogos das eliminatórias da Copa.

Roberto Firmino (Liverpool)

Roberto Firmino, 26 anos, nasceu em Maceió (AL). Jogou nas categorias de base do CRB, mas iniciou sua trajetória profissional pelo Figueirense, de Santa Catarina.

Jogando pelo time catarinense chamou a atenção do Hoffenheim, clube da Alemanha. Transferiu-se para lá no início de 2011 onde jogou até a metade de 2015.

Seu futebol chamou a atenção de Dunga, então técnico da seleção brasileira. Foi convocado para amistosos em novembro de 2014 e, no ano seguinte, fez parte do elenco que ficou em quinto lugar na Copa América 2015.

Gabriel Jesus (Manchester City)

Gabriel Jesus, de 21 anos, nasceu na cidade de São Paulo (SP). Iniciou a carreira profissional no Palmeiras, em 2015.

Foi destaque da equipe no ano seguinte, quando o Palmeiras conquistou o campeonato brasileiro.

Em 2017, foi para o Manchester City, da Inglaterra. No clube inglês, se destacou logo na chegada, com boas atuações e gols importantes.

Passou ser convocado frequentemente para a seleção brasileira em 2016. Fez parte da equipe campeã olímpica nos jogos do Rio de Janeiro.

Neymar (PSG)

Considerado a maior revelação do futebol brasileiro da última década e um dos melhores jogadores do mundo na atualidade, Neymar da Silva Júnior surgiu como uma promessa de craque ainda aos 16 anos, no Santos.

Em 2009, com 17 anos, era o principal jogador do time. O Santos conseguiu manter o jogador no país até a metade de 2013, mesmo ele já sendo um destaque mundial.

Naquele ano foi vendido ao Barcelona, onde ficou por quatro anos. Conquistou títulos importantes no time catalão, como a Uefa Champions League e o Mundial Interclubes.

Em 2017, o Paris Saint-Germain pagou o equivalente a R$ 821 milhões para tirá-lo da Espanha.

Pela seleção brasileira, jogou a Copa de 2014 até se lesionar nas quartas-de-final contra a Colômbia. Fez parte da equipe campeã olímpica nos jogos do Rio de Janeiro. Nasceu em Mogi das Cruzes (SP) e tem 26 anos.

Lista de jogadores convocados

Goleiros

Alisson

Nome: Alisson Ramses Becker

Nascimento: 02/10/1992

Local: Novo Hamburgo (RS)

Clube atual: Roma (ITA)

Ederson

Nome: Ederson Santana de Moraes

Nascimento: 17/08/1993

Local: Osasco (SP)

Clube atual: Manchester City (ING)

Cássio

Nome: Cássio Ramos

Nascimento: 06/06/1987

Local: Veranópolis (RS)

Clube atual: Corinthians

Laterais

Marcelo

Nome: Marcelo Vieira da Silva Júnior

Nascimento: 12/05/1988

Local: Rio de Janeiro (RJ)

Clube atual: Real Madrid (ESP)

Danilo

Nome: Danilo Luiz da Silva

Nascimento: 15/07/1991

Local: Bicas (RJ)

Clube atual: Manchester City (ING)

Fagner

Nome: Fagner Conserva Lemos

Nascimento: 11/06/1989

Local: São Paulo (SP)

Clube atual: Corinthians

Filipe Luís

Nome: Filipe Luís Kasmirski

Nascimento: 09/08/1985

Local: Jaraguá do Sul (SC)

Clube atual: Atlético de Madrid (ESP)

Zagueiros

Miranda

Nome: João Miranda de Souza Filho

Nascimento: 07/09/1984

Local: Paranavaí (PR)

Clube atual: Inter de Milão (ITA)

Marquinhos

Nome: Marcos Aoas Correa

Nascimento: 14/05/1994

Local: São Paulo (SP)

Clube atual: PSG (FRA)

Thiago Silva

Nome: Thiago Emiliano da Silva

Nascimento: 22/09/1984

Local: Rio de Janeiro (RJ)

Clube atual: PSG (FRA)

Geromel

Nome: Pedro Tonon Geromel

Nascimento: 21/09/1985

Local: São Paulo (SP)

Clube atual: Grêmio

Volantes

Casemiro

Nome: Carlos Henrique Casemiro

Nascimento: 23/02/1992

Local: São José dos Campos (SP)

Clube atual: Real Madrid (ESP)

Fernandinho

Nome: Fernando Luiz Roza

Nascimento: 04/05/1985

Local: Londrina (PR)

Clube atual: Manchester City (ING)

Paulinho

Nome: José Paulo Bezerra Maciel Junior

Nascimento: 25/07/1988

Local: São Paulo (SP)

Clube atual: Barcelona (ESP)

Fred

Nome: Frederico Rodrigues de Paula Santos

Nascimento: 05/03/1993

Local: Belo Horizonte (MG)

Clube atual: Shakhtar Donetsk (UCR)

Meias

Renato Augusto

Nome: Renato Soares de Oliveira Augusto

Nascimento: 08/02/1988

Local: Rio de Janeiro (RJ)

Clube atual: Beijing Guoan (CHN)

Coutinho

Nome: Philippe Coutinho Correia

Nascimento: 12/06/1992

Local: Rio de Janeiro (RJ)

Clube atual: Barcelona (ESP)

Willian

Nome: Willian Borges da Silva

Nascimento: 09/08/1988

Local: Ribeirão Pires (SP)

Clube atual: Chelsea (ING)

Atacantes

Neymar

Nome: Neymar da Silva Santos Junior

Nascimento: 05/02/1992

Local: Mogi das Cruzes (SP)

Clube atual: PSG (FRA)

Gabriel Jesus

Nome: Gabriel Fernando de Jesus

Nascimento: 03/04/1997

Local: São Paulo (SP)

Clube atual: Manchester City (ING)

Douglas Costa

Nome: Douglas Costa de Souza

Nascimento: 14/09/1990

Local: Sapucaia do Sul (RS)

Clube atual: Juventus (ITA)

Roberto Firmino

Nome: Roberto Firmino Barbosa de Oliveira

Nascimento: 02/10/1991

Local: Maceió (AL)

Clube atual: Liverpool (ING)

Taison

Nome: Taison Barcellos Freda

Nascimento: 17/01/1988

Local: Pelotas (RS)

Clube atual: Shakhtar Donetsk (UCR)

Fonte: Agência Brasil

Veja os impactos após oito dias de paralisação dos caminhoneiros

Um dia após o governo federal anunciar novo acordo com os caminhoneiros, parte dos caminhões continua parada nas estradas pelo oitavo dia consecutivo e as prateleiras dos supermercados estão sem diversos produtos. Os postos estão recebendo aos poucos combustível, mas ainda há registros de filas enormes de motoristas aguardando para encher o tanque.

O presidente Michel Temer disse ter “absoluta convicção” de que a paralisação terminará até amanhã (29). Para convencer a categoria a voltar ao trabalho, o governo aceitou as reivindicações de reduzir em R$ 0,46 por litro o preço do diesel na bomba por 60 dias e eliminar a cobrança do pedágio dos eixos suspensos dos caminhões em todo o país. O presidente da Associação Brasileira dos Caminhoneiros (Abcam), José da Fonseca Lopes, disse que 30% dos caminhões estão parados e que a desmobilização total deve ocorrer nesta terça-feira.

O último balanço divulgado pela polícia há ainda 594 pontos de aglomeração de caminhoneiros em rodovias federais. Não há vias total ou parcialmente obstruídas e o abastecimento de combustível e o transporte de itens essenciais à população estão sendo restabelecidos aos poucos, sobretudo em aeroportos e para a garantia de serviços públicos essenciais.

Parte da categoria está dividida se volta ao trabalho. No Rio de Janeiro, caminhoneiros cobram novas reivindicações do governo federal: querem maior queda do preço do diesel e mais isenção de pedágio.

Caminhoneiros ainda ocupam trecho da Rodovia Presidente Dutra, em Seropédica, Rio de Janeiro.
Caminhoneiros ainda ocupam trecho da Rodovia Presidente Dutra, em Seropédica, Rio de Janeiro. – Tomaz Silva/Agência Brasil

 

Uso político

Ao conceder entrevista à imprensa, o presidente da Abcam afirmou que grupos políticos estão agindo dentro do movimento para manutenção dos bloqueios. Segundo ele, os grupos atuam contra o presidente Michel Temer e a favor de uma intervenção militar no país. Ele pediu apoio do governo federal para desmobilizar esses bloqueios remanescentes. A Polícia Rodoviária Federal (PRF) informou que está ajudando a identificar “as falsas lideranças” que estariam ameaçando os caminhoneiros que querem voltar ao trabalho.

Impactos

O cancelamento de voos programados chegou a pelo menos 6%. No total, 91 viagens deixaram de ocorrer até o início da tarde. E dez aeroportos continuam sem combustível, conforme a Infraero.

O Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Gás Liquefeito de Petróleo (Sindigás) alertou que alguns pontos de distribuição de GLP, o gás de cozinha, estão com estoque adequado, mas não tem botijões para encher, pois os vazios não estão chegando às bases.

A chegada de produtos às centrais de abastecimento ainda é prejudicada. Os oito dias de paralisação derrubaram em 46,5% a oferta de produtos na Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp). No total, os atacadistas deixaram de comercializar 29.419 toneladas.

Na Central Estadual de Abastecimento do Rio de Janeiro (Ceasa-RJ), a situação não é diferente: 90% das lojas não abriram por não terem o que vender, e apenas 37 caminhões chegaram ao local. Em uma segunda-feira normal, 400 caminhões trazem produtos do interior do Rio e de outros estados à Ceasa.

Ainda no Rio, as escolas municipais suspenderam as aulas, pois funcionários, professores e alunos não conseguem chegar às escolas. Quase 30% das escolas particulares da cidade também pararam. As prefeituras de Niterói e Nova Iguaçu também suspenderam as aulas nas escolas municipais, e São Gonçalo anunciou que fará o mesmo nesta terça-feira.

No caso dos hospitais, a Secretaria Estadual de Saúde chegou a anunciar a interrupção das cirurgias eletivas, mas reavaliou a decisão e manteve as operações marcadas em cinco hospitais.

Os ônibus ainda operam com parte da frota na maioria das capitais, para economizar combustível.

Prejuízos

Depois de oito dias de paralisação, governos e entidades calculam os prejuízos.

A prefeitura de São Paulo, por exemplo, estima uma queda na arrecadação de impostos entre R$ 100 e R$ 150 milhões na última semana. As indústrias do Rio de Janeiro apontam que 91,5% sofreram algum tipo de impacto e a perda pode chegar a R$ 77 milhões.

O setor de produção de aves diz que os caminhões com rações estão parados em 22 estados e, desde o início da greve, quase 70 milhões de aves morreram por falta de alimentação. Cerca de 1 bilhão de aves e 20 milhões de suínos têm risco de morrer.

A Associação de Comércio Exterior do Brasil projeta que a balança comercial será afetada com perda de US$ 1 bilhão com exportações que deixaram de ser feitas. Os vizinhos, argentinos e paraguaios, sentem os efeitos. Centenas de empresas dos dois países agurdam o fim da paralisação para embarcar mercadorias para o Brasil.

As entidades de classe patronais da indústria divulgaram em rede nacional nesta noite um apelo para que a paralisação dos caminhoneiros termine imediatamente. Alegando questões humanitárias, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) classificou como urgente a volta do reabastecimento de produtos essenciais. O setor exortou as autoridades dos Três Poderes a agirem para normalizar a vida dos brasileiros.”Quem está pagando a conta é a população e o setor produtivo”, disse a entidade.

Durante o dia de hoje, a CNI já havia divulgado uma nota em que considerava inadmissível que a paralisação de caminhoneiros “mantenha o país refém, provocando desabastecimento da população, prejuízos na economia, na mobilidade, na segurança, na saúde e na educação”. A entidade também discorda do tabelamento do frete e sustenta que a proposta, reivindicada pelos caminhoneiros e aceita pelo governo, significará aumento de preços para o consumidor.

Fonte: Agência Brasil

Senado aprova urgência para projeto que isenta diesel de PIS/Cofins

Após votar seis medidas provisórias (MPs) em uma segunda-feira (28) atípica, os senadores aprovaram, há pouco, o requerimento de urgência do projeto de lei que reonera setores da economia e contém um artigo que pode baratear o preço do diesel. Devido à crise gerada com a greve dos caminhoneiros, que já dura oito dias, os parlamentares imprimiram um ritmo acelerado de votações das MPs, e a maioria foi aprovada de forma simbólica.

Com a pauta livre, o Senado pode agora se debruçar sobre o projeto que retira a desoneração, ou seja, os benefícios fiscais concedidos pelo governo a 56 setores da economia. A matéria foi aprovada na semana passada pela Câmara após os deputados incluírem um trecho que estabelece alíquota zero do PIS (Programa de Integração Social) e da Cofins (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social) cobrados sobre o óleo diesel até o fim do ano. Embora não haja acordo em torno do projeto, os senadores já podem discuti-la em plenário a partir desta terça-feira (28).

Antes do requerimento de urgência, aprovado de forma simbólica, os parlamentares aprovaram cinco medidas provisórias enviadas pelo presidente Michel Temer e rejeitaram uma. Além do projeto que institui as diretrizes da Política Nacional de Mobilidade Urbana, foi aprovada e encaminhada à sanção a matéria que autoriza a União a doar recursos ao Estado da Palestina para a restauração da Basília da Natividade. Durante as discussões, senadores criticaram medidas que podem gerar novos custos para os cofres públicos em meio à crise atual.

Apesar da urgência, não há consenso para a votação do projeto, tanto do lado do governo quanto da oposição. O líder do PT, senador Humberto Costa (PT-PE), defende a retirada do trecho que isenta o diesel do PIS/Cofins, alegando que o fim do tributo pode gerar consequências negativa no repasse de recursos para as áreas sociais.

Para o líder do governo, Romero Jucá (MDB-RR), o momento é de “calma” e “equilíbrio” para que a situação seja resolvida de forma definitiva. Segundo Jucá, não adianta votar com pressa a proposta sem conversar previamente com os outros atores: os deputados, que podem novamente analisar o texto; e o governo, que poderia se comprometer com algum veto ao projeto. “A matéria será apreciada oportunamente”, limitou-se a dizer o presidente do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE), logo após a aprovação do requerimento de urgência.

Servidores de ex-territórios

Já as novas condições para a carreira dos servidores de ex-territórios da União tiveram que ser votadas de forma nominal. Os senadores mantiveram a medida provisória por 48 votos a 11. A MP trata de salários e demais vantagens dos funcionários civis e militares de Roraima, do Amapá e de Rondônia.

Alvo de divergências no plenário, a matéria amplia o escopo dos servidores que, após a Constituição Federal de 1988, optaram por integrar quadros da administração pública federal. De acordo com o senador Ricardo Ferraço (PSDB-ES), a MP trará “enormes consequências orçamentárias e fiscais” para a União. Utilizando dados do Ministério do Planejamento, Ferraço afirmou que a despesa do governo federal pode aumentar, a cada ano, em R$ 2,4 bilhões.

Já os parlamentares favoráveis à MP, entre os quais os representantes dos estados cujos servidores serão beneficiados, defenderam a medida. As demais MPs aprovadas tratam dos fundos constitucionais de Desenvolvimento do Norte, Nordeste e Centro-Oeste, e da liberação do pagamento do PIS/Pasep para idosos com mais de 60 anos.
Fonte: Agência Brasil