Primavera do Leste / MT - Sábado, 13 de Junho de 2026

HOME / NOTÍCIAS

A Palavra

Gestão que governa com outros Poderes, gestão que governa sozinha



O embate entre os poderes só prejudicam o andamento da cidade, a forma com qual o ex-prefeito trata com poderes Legislativo e até o Judiciário prejudica é muito para bom andamento para benefício do povo.  Os poderes são autênticos, cada uma com suas atribuições sempre resguardando as regras, mais sempre com a mesma intenção que é o bem comum ou assegurar os direitos adquiridos.

Na última inauguração feita na gestão de Getúlio, uma das coisas que chamou atenção foi a placa da obra do Creju que constava o nome de todos os secretários e colaboradores, contudo nenhum nome de vereador, ficou um desconforto e gerou vários debate na tribuna da Câmara de Vereadores. Já na inauguração da Casa dos Conselhos, está lá todos os nomes das autoridades, poder executivo e legislativo, na nossa vida temos que observar os detalhes, não diferente na vida política os detalhes e cumprimentos e respeito aos poderes faz muita diferença para nosso povo, ninguém governa sozinho e quando ao menos suportamos ou convivemos democraticamente uns com os outros isso faz muita diferença.



COMENTÁRIOS

0 Comentários

Deixe o seu comentário!





*

HOME / NOTÍCIAS

Brasil

Justiça dá prazo de 24 meses para União e Funai demarcarem terra indígena no Nortão


A Justiça Federal em Mato Grosso determinou que a União e a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) concluam o processo de demarcação da terra indígena do povo Kajkwakratxi (Tapayuna), na região de Brasnorte e Juara (cerca de 300 quilômetros de Sinop), num prazo de 24 meses. O juiz federal Pablo Kipper Aguilar ordenou ainda o pagamento de R$ 10 milhões em danos morais coletivos e a realização de uma cerimônia pública de pedido de desculpas aos indígenas.

 

Na decisão, o magistrado reconheceu violações de direitos humanos cometidas contra o povo Kajkwakratxi. O juiz mandou a União reunir toda a documentação disponível no Arquivo Nacional sobre violências ocorridas durante o processo de colonização da região do Rio Arinos e a remoção forçada desse povo ao Parque Indígena do Xingu. No processo, os indígenas contaram com o apoio da Defensoria Pública da União (DPU) e do Ministério Público Federal (MPF).

 

O magistrado afastou o argumento da Funai e da União de que o Supremo Tribunal Federal (STF) já estabeleceu prazo de dez anos para a conclusão das demarcações em andamento. Para ele, tal prazo tem natureza administrativa e não impede a atuação da Justiça quando há demora excessiva. “Agradeço a luta coletiva, fico muito feliz, a comunidade fica muito feliz, é uma surpresa”, disse Wetaktxi Tapayuna, presidente da Associação Indígena Tapayuna (AIT), de acordo com mensagem divulgada pela DPU.

 

Ele acrescentou que a comunidade considera a decisão “emocionante”. “É muita alegria ver toda essa trajetória que passamos até chegar nesse ponto tão importante, com relação ao nosso povo, com as gerações que estão lutando pelo território tradicional, para demarcação do território tradicional, com expectativa de viver em cima dos seus parentes que deixaram naquele tempo. Para defender nossa ancestralidade, para viver com a alma dos parentes”, completou Wetaktxi Tapayuna.

 

De acordo com o MPF, os indígenas Kajkwakratxi foram alvo de uma série de violências ao longo do século 20, que resultaram na desestruturação social do grupo. Na década de 1970, eles foram removidos à força, pelo Estado, de seu território tradicional para o Parque Nacional do Xingu.

 

Em seguida, uma Reserva Indígena Tapayuna chegou a ser criada em 1968, mas foi extinta em 1976 sob o argumento de que não haveria indígenas na área. Há indícios, porém, de que até o presente momento existem indígenas da etnia isolada na região de ocupação tradicional.


Antenado News