Primavera do Leste / MT - Quinta-Feira, 30 de Abril de 2026

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Polícia

Ladrão leva facadas durante roubo a casa em Cuiabá e morre em avenida após correr cerca de 500 metros



PM informou que o morador reagiu ao assalto em uma casa no Bairro Santa Marta. Faca que ele teria usado para cometer roubo foi encontrada perto do corpo.

homem morreu na Avenida Miguel Sutil, em Cuiabá, na manhã deste domingo (5). Ele estava com marcas de facadas e, conforme a Polícia Militar, o homem foi ferido durante uma tentativa de assalto a uma casa no Bairro Santa Marta, próximo ao Parque Mãe Bonifácia, na capital.

Durante o roubo, o morador da casa entrou em luta corporal com o assaltante, que conseguiu fugir, com uma mochila, contendo cabeças de alho e uma balança. Também foi encontrada ao lado do corpo dele uma faca, que teria sido usada no crime.

De acordo com o policial militar Leandro Nunes, após a briga com o morador, o homem correu por cerca de 500 metros, até chegar na Avenida Miguel Sutil, onde morreu.

A polícia afirmou que não se poder confirmar ainda se o homem foi atingido pelo morador da casa, mas que essa é a principal hipótese.

Homem morreu após fugir de casa que teria assaltado (Foto: Derik Bueno/ TVCA)

Homem morreu após fugir de casa que teria assaltado (Foto: Derik Bueno/ TVCA)

Fonte: G1 MT



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Opinião - política

Diárias oficiais coincidem com evento político em Cuiabá e levantam questionamentos


Relatórios apontam viagens institucionais, mas datas coincidem com lançamento de campanha eleitoral; ausência em programa de saúde local também chama atenção

Viagens oficiais com destino a Cuiabá, justificadas como cumprimento de agenda institucional, têm levantado questionamentos após análise de documentos públicos. Relatórios assinados por assessores e servidores indicam participação em reuniões na Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), com retorno ao município no dia seguinte.

No entanto, as datas dessas viagens coincidem com o período do lançamento da campanha de Léo, realizado na capital. A sobreposição entre compromissos oficialmente descritos como institucionais e um evento político levanta dúvidas sobre a real natureza das agendas cumpridas.

Os documentos registram pagamentos de diárias, incluindo R$ 1.500,00 destinados a Gisely Fernanda Pereira da Silva e R$ 250,00 para Elnatan Oliveira Reis Medeiros, além de outros valores vinculados a deslocamentos com roteiro semelhante: ida à capital, participação em reunião e retorno no dia seguinte.

Relatórios assinados por Gustavo Saint Clair Ferreira Caldeira e Valmislei Alves dos Santos reforçam a justificativa de “cumprimento de agenda parlamentar”, enquanto registros adicionais indicam participação de Gisele Ferreira Ferraz em reuniões na AMM e no INCRA.

Do ponto de vista formal, a documentação apresenta todos os elementos exigidos: declarações de comparecimento, assinaturas e descrição das atividades realizadas.

Ainda assim, a coincidência com um evento político relevante levanta questionamentos sobre o uso de recursos públicos para deslocamentos que podem não ter caráter exclusivamente institucional.

Contraste com agenda local de saúde

Outro ponto que chama atenção é o contraste entre essas agendas na capital e a atuação local dos envolvidos.

Parte dos nomes associados às viagens aparece com frequência em críticas à situação da saúde pública em Primavera do Leste. No entanto, não há registro de presença de alguns desses críticos no lançamento do programa “Vira Saúde”, iniciativa voltada à melhoria do atendimento à população no próprio município.

A ausência em um evento diretamente ligado à saúde pública local reforça o debate sobre prioridades e coerência entre discurso e prática.

Transparência e resultado

Embora os documentos estejam formalmente corretos, especialistas em gestão pública destacam que a transparência não se limita à comprovação de deslocamentos e reuniões, mas também envolve a demonstração de resultados concretos dessas agendas.

Até o momento, não há detalhamento público sobre os impactos diretos dessas viagens para a população.

Diante disso, permanecem as perguntas:

Qual foi o retorno efetivo dessas agendas?
E qual o limite entre compromisso institucional e participação em atividades de natureza política?


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