Primavera do Leste / MT - Quinta-Feira, 21 de Maio de 2026

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PROCON de Primavera alerta para alto número de golpes e orienta consumidores sobre a prevenção



A coordenadora do órgão pontua diversos tipos de golpes que levam a população a ficar com o prejuízo

Aline Crema Fossari destaca que a prevenção ainda é a melhor atitude para não ser enganado

O PROCON Municipal de Primavera do Leste tem realizado um trabalho de orientação aos cidadãos primaverenses, sobretudo com foco na prevenção ao crescimento de golpes aplicados contra consumidores no município. De acordo com a coordenadora do órgão, Aline Crema Fossari, os casos acompanham uma realidade nacional e afetam com frequência moradores da cidade, que diariamente entram em contato com o órgão.

Entre as principais queixas estão ligações telefônicas que induzem o consumidor a contratar serviços sem clareza nas informações, gerando parcelas altas e compromissos longos. Outro golpe recorrente é o do “falso advogado”, em que criminosos informam supostos resultados de processos e convencem a vítima a realizar procedimentos que resultam em prejuízo financeiro.

Também são registrados casos de vendedores que atuam na porta de bancos e supermercados, oferecendo cartões de desconto em troca de brindes como massageadores e outros aparelhos, tudo para convencer a pessoa. No entanto, esses cartões muitas vezes não têm validade prática em Primavera do Leste, deixando o consumidor lesado.

Ainda na lista, um golpe frequente envolve ligações falsas de bancos: os criminosos orientam a vítima a atualizar o aplicativo, e em poucos minutos conseguem realizar empréstimos e transferências indevidas. Mais recentemente, trabalhadores locais também foram vítimas de estelionatários vindos de outras regiões do país, que se apresentam como prestadores de serviço e conseguem dados pessoais de funcionários de empresas e fazendas sob a promessa de resgatar FGTS ou seguros trabalhistas.

Aline Fossari orienta à população sob dois aspectos: o primeiro deles quando a pessoa percebe que já caiu em um golpe. Neste caso é preciso agir com rapidez e no caso de autorizações para compras ou débitos, “procurar imediatamente a instituição bancária, para tentar o bloqueio da transação, uma vez que tudo acontece de forma muito rápida. Mas além disso sempre registrar um Boletim de Ocorrência”, completa.

O segundo é sobre a prevenção, que ainda é o melhor caminho: o PROCON reforça que o consumidor nunca deve fornecer dados pessoais por telefone ou aceitar propostas de empréstimos sem verificar pessoalmente em uma agência. “O banco não liga para atualizar aplicativo, nem pede informações sensíveis por telefone. Se tiver dúvidas, vá até a agência e confirme. A iniciativa de buscar o serviço deve ser sempre do consumidor, não do suposto atendente”, finaliza Aline.

 



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Polícia - política

Prefeito é preso em Brasília na marcha dos prefeitos


Prefeito de Piçarras é investigado pelo MP em denúncia de corrupção em obra pública

Prefeito de Balneário Piçarras foi preso em Brasília nesta terça, durante operação do Gaeco (foto: Divulgação MPSC)

O prefeito de Balneário Piçarras, Tiago Baltt (MDB), foi preso por volta das 6h de terça-feira, em Brasília, onde participava da 27ª Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios. O evento começou na segunda e segue até quinta, reunindo prefeitos de todo o país. Organizada pela Confederação Nacional de Municípios, a programação acontece no Centro Internacional de Convenções do Brasil, na capital federal. Baltt foi detido no hotel, antes de seguir pro segundo dia do encontro.

A prisão faz parte da Operação Regalo, do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco). O ex-prefeito de São João Batista, Pedro Alfredo Ramos (MDB), o Pedroca, também é investigado no esquema, mas não foi preso.

As investigações começaram em 2024 e são conduzidas pelo Grupo Especial Anticorrupção (Geac) de Itajaí. Os procedimentos apuram crimes funcionais praticados por prefeitos e outros agentes públicos.

Segundo o Ministério Público, esta fase da investigação quer aprofundar a coleta de provas sobre contratos de obras e urbanização da orla norte de Piçarras, além de outros contratos firmados no município e em São João Batista.

A suspeita é de atuação conjunta entre grupo político e grupo empresarial em um esquema estruturado de corrupção, com divisão de tarefas entre núcleo empresarial e político-administrativo. Conforme a investigação, havia pagamento de propina equivalente a 3% dos contratos públicos ligados à prefeitura de Piçarras e valores variados em contratos de São João Batista.

Só em Piçarras, as vantagens indevidas obtidas pelos investigados com pagamento de propina chegam a cerca de R$ 485,9 mil, valor que, segundo o MP, teria sido bancado pelos cofres públicos. As investigações também apontam indícios de que integrantes da organização criminosa continuavam agindo de forma “ardilosa e sorrateira”, com pagamento de propinas custeadas por meio de suposto superfaturamento de obras públicas em municípios do litoral norte catarinense.

Atendendo pedido do Ministério Público, a Justiça determinou o sequestro dos valores apontados como propina. Segundo os investigadores, os recursos pagos pelo núcleo empresarial ao núcleo político têm origem ilícita e deverão ser devolvidos aos cofres públicos.

Foram cumpridas seis ordens de prisão preventiva e 37 mandados de busca e apreensão em casas, empresas e órgãos públicos de Timbó, Biguaçu, Balneário Piçarras, São João Batista, Tijucas, Indaial, Itapema, Itajaí, Porto Belo, Bombinhas e Colíder, no Mato Grosso.

Além do prefeito, empresários suspeitos de manter as práticas ilícitas também foram presos preventivamente. Houve ainda cumprimento de mandados contra servidores, ex-servidores e agentes políticos investigados. Os materiais apreendidos durante as diligências serão analisados pelo Geac com apoio do Gaeco. O objetivo é identificar outros envolvidos e aprofundar a apuração sobre a possível rede criminosa.

Em nota, a Prefeitura de Piçarras informou que as equipes técnicas da administração municipal acompanharam a coleta de documentos de investigação do MP. “Administração Municipal adotou uma postura de total colaboração com a operação e com os órgãos responsáveis pela investigação”, informou a prefeitura.

No fim desta tarde, o vice-prefeito Fabiano José Alves (UB) tomou posse como prefeito em exercício, no lugar de Baltt.

Operação Regalo

Segundo o Gaeco, o nome da operação faz referência ao termo “regalo”, que significa mimo, presente ou agrado. No contexto da investigação, a palavra foi usada para identificar as propinas ajustadas entre empresários e agentes políticos.

Fonte: Dioarinho Franciele Marcon


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