Primavera do Leste / MT - Sábado, 13 de Junho de 2026

HOME / NOTÍCIAS

cidade

PROCON realiza palestra sobre prevenção de golpes no CRAS do bairro Primavera III



No dia 12 de junho o Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) Mabilia dos Santos Furtado, localizado no bairro Primavera III, apresentou para a comunidade, em especial aos idosos atendidos pela unidade, uma importante palestra sobre prevenção de golpes.

O tema foi exposto pelo Coordenador do Programa de Proteção e Defesa do Consumidor (PROCON), Dr. Tiago Alves, e teve como objetivo fornecer informações práticas e relevantes para ajudar a comunidade a identificar e evitar fraudes financeiras, golpes telefônicos, e outras armadilhas que têm sido cada vez mais frequentes, especialmente entre a população idosa.

Além das orientações e dicas para evitar fraudes e golpes comuns, Alves – que é especialista na área –  trouxe exemplos concretos para facilitar a identificação de golpes e ainda respondeu a dúvidas e esclareceu questões dos participantes.

A palestra foi realizada através do convite da assistente social e coordenadora da unidade, Igelci de Souza que destacou a importância da iniciativa: “Nosso objetivo é empoderar a comunidade com conhecimento para que possam se proteger contra essas práticas prejudiciais”, declarou. Esteve presente no evento também o servidor do Procon, Dr. Nicholas Martins.

Defesa do Consumidor

O Programa de Proteção e Defesa do Consumidor (PROCON) é um órgão municipal que tem a missão de promover a defesa dos consumidores, garantindo o cumprimento dos seus direitos e orientando sobre práticas de consumo consciente e seguro.

A instituição em Primavera do Leste fica localizada na Rua Benjamin Cerutti, 252, no Parque Castelândia e funciona das 7h às 13h de segunda a sexta-feira. Telefone: (66) 3497-2036

COORDENADORIA DE COMUNICAÇÃO



COMENTÁRIOS

0 Comentários

Deixe o seu comentário!





*

HOME / NOTÍCIAS

Brasil

Justiça dá prazo de 24 meses para União e Funai demarcarem terra indígena no Nortão


A Justiça Federal em Mato Grosso determinou que a União e a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) concluam o processo de demarcação da terra indígena do povo Kajkwakratxi (Tapayuna), na região de Brasnorte e Juara (cerca de 300 quilômetros de Sinop), num prazo de 24 meses. O juiz federal Pablo Kipper Aguilar ordenou ainda o pagamento de R$ 10 milhões em danos morais coletivos e a realização de uma cerimônia pública de pedido de desculpas aos indígenas.

 

Na decisão, o magistrado reconheceu violações de direitos humanos cometidas contra o povo Kajkwakratxi. O juiz mandou a União reunir toda a documentação disponível no Arquivo Nacional sobre violências ocorridas durante o processo de colonização da região do Rio Arinos e a remoção forçada desse povo ao Parque Indígena do Xingu. No processo, os indígenas contaram com o apoio da Defensoria Pública da União (DPU) e do Ministério Público Federal (MPF).

 

O magistrado afastou o argumento da Funai e da União de que o Supremo Tribunal Federal (STF) já estabeleceu prazo de dez anos para a conclusão das demarcações em andamento. Para ele, tal prazo tem natureza administrativa e não impede a atuação da Justiça quando há demora excessiva. “Agradeço a luta coletiva, fico muito feliz, a comunidade fica muito feliz, é uma surpresa”, disse Wetaktxi Tapayuna, presidente da Associação Indígena Tapayuna (AIT), de acordo com mensagem divulgada pela DPU.

 

Ele acrescentou que a comunidade considera a decisão “emocionante”. “É muita alegria ver toda essa trajetória que passamos até chegar nesse ponto tão importante, com relação ao nosso povo, com as gerações que estão lutando pelo território tradicional, para demarcação do território tradicional, com expectativa de viver em cima dos seus parentes que deixaram naquele tempo. Para defender nossa ancestralidade, para viver com a alma dos parentes”, completou Wetaktxi Tapayuna.

 

De acordo com o MPF, os indígenas Kajkwakratxi foram alvo de uma série de violências ao longo do século 20, que resultaram na desestruturação social do grupo. Na década de 1970, eles foram removidos à força, pelo Estado, de seu território tradicional para o Parque Nacional do Xingu.

 

Em seguida, uma Reserva Indígena Tapayuna chegou a ser criada em 1968, mas foi extinta em 1976 sob o argumento de que não haveria indígenas na área. Há indícios, porém, de que até o presente momento existem indígenas da etnia isolada na região de ocupação tradicional.


Antenado News