Primavera do Leste / MT - Sexta-Feira, 24 de Abril de 2026

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Professores mantêm greve e cobram negociação com o Governo



Líder de movimento diz que redução de escolas paradas é por conta de “pressão” do Executivo

Os profissionais da Educação de Mato Grosso votaram por manter, por tempo indeterminado, a greve iniciada no dia 27 de maio. A decisão foi tomada em uma assembleia geral no início da tarde desta segunda-feira (24), na Escola Estadual Presidente Médici, em Cuiabá.

 

Os servidores cobram o cumprimento da lei da dobra do poder de compra – aprovada em 2013, na gestão do ex-governador Silval Barbosa, e que dá direito a 7,69% a mais anualmente na remuneração durante 10 anos – e a Revisão Geral Anual (RGA).

 

Além disso, o movimento grevista ainda exige o retorno dos salários que foram descontados durante a paralisação, mais concursos públicos para a Educação e melhoria na infraestrutura das escolas.

 

O que não dá é uma lei estar em vigência e o Governo optar em não cumprir. Isso não tem ordenamento jurídico nacional

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep-MT), Valdeir Pereira, afirmou que os servidores apresentaram alternativas para o cumprimento da lei da dobra. Entretanto, para ele o governador Mauro Mendes (DEM) “não tem interesse em fazer valer a lei”.

 

“Nós estamos apontando os caminhos para que ele possa cumprir o que é estabelecido. O que não dá é uma lei estar em vigência e o Governo optar em não cumprir. Isso não tem ordenamento jurídico nacional”, afirmou.

 

“Pressão” do Governo

Questionado sobre a saída de mais da metade das escolas da greve, o sindicalista negou enfraquecimento do movimento e disse que os servidores que estão retornando às atividades continuam insatisfeitos com o Governo.

 

Levantamento do do site, divulgado nesta segunda-feira, mostra que 54,89% das 767 unidades escolares do Estado estão em atividades integral ou parcialmente. Já 45,11% das escolas estão, ainda, em greve.

 

“Muitos desistiram equivocadamente, porque entenderam que a pressão do Governo estava muito grande. As pessoas que retomaram as suas atividades não estão a favor do Governo. É porque tem um descontentamento com as ações do Governo em si”, disse.

 

“O Governo deveria estar preocupado em ler a constituição de Mato Grosso, que estabelece o artigo 245 [que destina 35% dos impostos recolhidos para a Educação], ao invés de ficar perdendo tempo contando quem é que está voltando [da greve]”, afirmou.

A assembleia geral ainda aprovou a participação na audiência de conciliação com o governador a pedido da desembargadora Maria Erotides Kneip, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT).

“Ela [a desembargadora] remete para a questão de reconciliação e nós aprovamos que iremos aguardar essa agenda do Tribunal de Justiça, juntamente com as mobilizações para avançar nas negociações políticas com o Governo”, completou.

Sem nova proposta

Em conversa com a imprensa, nesta segunda, o governador Mauro Mendes afirmou que não irá apresentar uma proposta de pagamento das exigências dos profissionais.

Ele disse estar aberto ao diálogo, porém que o Estado enfrenta “uma dura realidade financeira”. Ele teme prometer o reajuste e não conseguir cumprir.

“Nós estamos, em qualquer diálogo que formos convidados, dispostos a conversar. Mas entendemos que poderemos fazer qualquer tipo de alteração na nossa conduta quando o Estado recuperar o limite de 49% em gasto com pessoal”.

Midia News 



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Região

Justiça mantém pedágio na MT-130, mas cobra recuperação na rodovia


Não deu nem tempo de fazerem politicagem

Decisão do TJMT suspende ordem de primeira instância, mas determina que concessionária apresente cronograma de recuperação da malha viária

O desembargador Márcio Vidal, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), concedeu efeito suspensivo e manteve a cobrança de pedágio no trecho da MT-130 entre Primavera do Leste e Paranatinga. A decisão foi tomada após recurso da concessionária Rota dos Grãos S.A., que questionou a suspensão anterior determinada pela primeira instância.

Na prática, o magistrado derrubou temporariamente a decisão do juiz Alexandre Delicato Pampado, da Terceira Vara Cível de Primavera do Leste, que havia suspendido a cobrança das tarifas sob a justificativa de que a rodovia apresentava graves problemas estruturais, como buracos, ondulações e o chamado “asfalto casca de ovo”.

A suspensão inicial havia sido concedida em ação civil pública movida pela Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), que alegou descumprimento contratual por parte da concessionária e falta de manutenção adequada da via.

A Rota dos Grãos recorreu, argumentando, entre outros pontos, que a entidade não teria legitimidade para propor a ação e que a suspensão do pedágio comprometeria a execução do contrato de concessão e o equilíbrio econômico-financeiro do serviço.

Ao analisar o recurso, o desembargador entendeu que havia indícios de excesso na decisão de primeira instância e destacou que a interrupção da cobrança impactaria diretamente a continuidade dos serviços e investimentos na rodovia.

Apesar de liberar novamente a cobrança do pedágio, o magistrado ressaltou a necessidade de melhorias na via e determinou que a concessionária apresente, no prazo de 15 dias, um cronograma detalhado das obras de recuperação da malha asfáltica.

A decisão também reforça que a empresa deve manter a execução das intervenções necessárias para garantir condições adequadas de tráfego e segurança aos usuários da MT-130.

Fonte Folhamax


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