Primavera do Leste / MT - Sábado, 21 de Fevereiro de 2026

HOME / NOTÍCIAS

política

Trump acusa Zelensky de ‘jogar com 3ª Guerra Mundial’ e ucraniano sai da Casa Branca sem assinar acordo sobre minerais



Donald Trump conversando com Volodymyr Zelensky durante encontro na Casa Branca na sexta-feira, dia 28 de fevereiro

Crédito,Getty Images

Legenda da foto,Trump e Zelensky bateram boca durante encontro na Casa Branca

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, acusou nesta sexta-feira (28/2) o colega ucraniano, Volodymyr Zelensky, de estar “jogando com a Terceira Guerra Mundial”.

Os dois líderes protagonizaram um tenso debate no Salão Oval da Casa Branca diante da imprensa, com a presença do vice-presidente americano JD Vance.

Trump também acusou Zelensky de “não ser muito grato”, em referência ao apoio dos EUA à Ucrânia na guerra contra a Rússia, e Vance chamou o mandatário ucraniano de “desrespeitoso”.

Zelensky viajou aos Estados Unidos para assinar um acordo pelo qual cederia a Washington a exploração dos recursos minerais de seu país em troca de algum tipo de apoio ou garantias de segurança contra a Rússia na conflito que começou em fevereiro de 2022.

Ainda durante a tensa conversa, Trump disse a Zelensky: “Seu país enfrenta grandes problemas.”

O líder ucraniano tenta interromper o líder americano, mas Trump acena com as mãos. “Não, não, você falou muito”, diz. “Seu país está em apuros”.

“Eu sei, eu sei”, diz Zelensky.

Uma tonelada de cocaína, três brasileiros inocentes e a busca por um suspeito inglês

Episódios

Fim do Novo podcast investigativo: A Raposa

“Você não vai ganhar”, diz Trump. “Você tem uma boa chance de sair bem por nossa causa.”

Após os momentos de tensão, uma coletiva de imprensa conjunta que estava prevista foi cancelada e Zelensky deixou a Casa Branca.

Segundo uma porta-voz do governo americano, a esperada assinatura de um acordo com os EUA sobre minerais de terras raras não ocorreu.

De acordo com a parceira da BBC nos EUA, a CBS, após a conversa acalorada, a delegação ucraniana deixou o Salão Oval e foi para uma “sala separada”.

Lá, o conselheiro de Segurança Nacional dos EUA, Mike Waltz, e o secretário de Estado, Marco Rubio, pediram para que a delegação ucraniana saísse da Casa Branca.

Na primeira entrevista concedida após o episódio na Casa Branca, Zelensky afirmou “respeitar” o presidente Trump e o “povo americano”. Ele também afirmou acreditar que a relação com o americano pode ser salva.

“Porque são relações mais do que apenas dois presidentes. São relações históricas, relações fortes, entre nosso povo”, disse ele à Fox News.

Já Trump falou com jornalistas em área externa da Casa Branca, onde o presidente reconheceu que o encontro com Zelensky “não foi tão bom”.

O americano reforçou que quer acabar com a guerra logo, enquanto Zelensky “exagerou” e “quer lutar, lutar, lutar”.

Trump afirmou que, para retomar negociações, Zelensky deve dizer que quer a paz.

“Não vamos continuar lutando. Vamos terminar a guerra ou deixá-los por conta e ver o que acontece. [Vamos] deixá-los lutar”, disse o presidente americano.

Legenda do vídeo,Veja o momento do bate-boca de Trump e Zelensky na Casa Branca

Discussão sobre cessar-fogo

O presidente dos Estados Unidos disse ainda, no encontro: “Nós demos a vocês, por meio desse presidente estúpido [uma referência a Joe Biden], US$ 350 bilhões [cerca de R$ 2 trilhões]. Nós demos a vocês equipamento militar… Se vocês não tivessem nosso equipamento militar, essa guerra teria acabado em duas semanas”.

“Em três dias… Ouvi isso de Putin”, responde Zelensky.

“Vai ser muito difícil fazer negócios assim”, rebate Trump.

“Se você pudesse chegar a um cessar-fogo agora mesmo, eu diria para você aceitá-lo, para que as balas parem de voar”, diz Trump.

Zelensky responde: “É claro que eu quero um cessar-fogo “

Trump interrompe: “Você diz que não quer um cessar-fogo”.

Zelensky diz que quer um acordo de cessar-fogo com “garantias”.

Ele diz a Trump para perguntar ao povo ucraniano o que acha de um acordo de cessar-fogo.

Zelensky respondeu que não deve haver “nenhum compromisso” com o presidente russo Vladimir Putin na negociação de um acordo de paz.

O presidente ucraniano mostrou a Trump fotos de atrocidades ocorridas na guerra.

“Acho que é muito bom para o povo americano ver o que está acontecendo”, respondeu o presidente Trump.

O americano repetiu que Zelensky tinha “que ser grato”.

Zelensky rebateu que estava “muito grato”.

Trump então interrompe, elevando a voz: “Pessoas estão morrendo, vocês estão ficando sem soldados”.

Zelensky diz: “Eu sei.”

A repórter da BBC Myroslava Petsa, que fez parte do grupo de imprensa que estava no encontro entre os presidentes no Salão Oval, perguntou a Trump: “Presidente, o senhor vai enviar mais armas para a Ucrânia caso não haja paz?”

Trump responde: “Não estamos ansiosos para enviar muitas armas. Estamos ansiosos para terminar a guerra.”

“A resposta é sim. Mas espero que não tenhamos que enviar muito porque estou ansioso para fazer isso rapidamente”, continuou o americano.

O encontro terminou com Trump dizendo ao presidente ucraniano: “Volte quando estiver pronto para a paz”.

Zelensky com olhar sério, atrás de guarda
Crédito,Reuters Legenda da foto,Após desentendimento, Zelensky deixou a Casa Branca e acordo sobre minerais não foi assinado

‘Pior cenário para a Ucrânia’

A reunião no Salão Oval, da perspectiva ucraniana, “foi o pior cenário possível”, analisa o repórter da BBC Bernd Debusmann Jr.

“Raramente, se é que alguma vez, tais tensões são tão nitidamente evidentes diante das câmeras do mundo”, escreveu Debusmann.

O jornalista destaca que, no entanto, essas tensões não surgiram hoje.

Na semana passada, por exemplo, Trump chamou Zelensky de “ditador” e se recusou a usar o mesmo termo para descrever Putin.

Zelensky, por sua vez, disse que Trump estava vivendo em um “espaço de desinformação” criado pela Rússia.

Para o editor da BBC Jeremy Bowen, a relação entre Trump e Zelensky já estava ruim o bastante antes do encontro na Casa Branca, e agora está “em pedaços”.

“O colapso público também sinaliza uma grande crise iminente entre os membros europeus da Otan [Organização do Tratado do Atlântico Norte] e os EUA. Os pontos de interrogação sobre o comprometimento dos EUA com a Europa agora estão redobrados”, escreveu Bowen.

Para o editor, as atitudes recentes de Trump indicam que “sua prioridade é melhorar as relações com a Rússia — e as concessões relativas à Ucrânia são um preço que ele está disposto a pagar”.

CNN



COMENTÁRIOS

0 Comentários

Deixe o seu comentário!





*

HOME / NOTÍCIAS

geral

Hospitais São Lucas e Das Clínicas enviam notificação à Secretária de Saúde, podendo interromper atendimento ao SUS


Os hospitais lamentam a falta de ajuste no contrato e ameaçam suspender o atendimento aos pacientes do SUS encaminhados pela UPA.


No dia 13 de fevereiro de 2026, a direção dos Hospitais São Lucas e das Clínicas de Primavera do Leste enviou uma notificação formal à Secretária Municipal de Saúde, Laura Leandra, alertando sobre a ausência de um reajuste no contrato, o que comprometeria a continuidade dos serviços prestados. O documento destaca que, após sucessivas prorrogações contratuais sem o ajuste necessário, a situação financeira dos hospitais se tornou insustentável, podendo até resultar na interrupção dos atendimentos aos pacientes do SUS.

 

O texto revela que o contrato atual, com término previsto para 28 de fevereiro de 2026, já foi prorrogado anteriormente e que, até a data mencionada, não foi apresentado um novo contrato ou proposta formal por parte da Secretaria Municipal de Saúde. Em resposta, os hospitais afirmaram que não aceitarão a celebração de um novo termo aditivo nas condições atuais.

 

A medida de não continuar com o contrato atual está relacionada ao descumprimento das condições financeiras necessárias para a manutenção da qualidade no atendimento. A partir de março de 2026, os serviços poderão ser prestados sob novas condições, que envolvem a assinatura de um novo contrato com valores atualizados ou a aplicação de um reajuste provisório de 20% sobre os valores vigentes, até a formalização de um novo acordo.

 

Os hospitais registraram que, caso haja interrupção no serviço após o término da vigência contratual, essa responsabilidade não será imputada aos hospitais, mas sim à Secretaria Municipal de Saúde, que não tomou as medidas administrativas necessárias para resolver a questão de forma tempestiva.

 

A Secretaria Municipal de Saúde ainda não se manifestou oficialmente sobre a situação, mas a expectativa é que um novo ajuste contratual seja negociado o quanto antes para garantir a continuidade dos serviços essenciais à população.


Antenado News