Primavera do Leste / MT - Quinta-Feira, 30 de Abril de 2026

HOME / NOTÍCIAS

Polícia

Bolsonaro defende prisão perpétua ao falar de morte de menino



Presidente citou caso do menino Rhuan, morto pela mãe e sua companheira aos 9 anos, para lamentar que a constituição não permita tal punição 

O presidente Jair Bolsonaro usou, nesta terça-feira (18), sua conta no Twitter para defender a prisão perpétua. Ele lamentou que em casos como o do menino Rhuan Maycon da Silva Castro, emasculado e morto aos 9 anos pela mãe e sua companheira no Distrito Federal, a “nossa constituição não permite prisão perpétua”.Mais tarde, a deputada federal e líder do governo no Congresso, Joice Hasselmann (PSL-SP), citou a fala do presidente para salientar a falta que tal punição faz, já que, daqui a dez anos, se a criminosa sair da prisão, pode cometer um crime semelhante novamente.

Ainda nesta terça, Bolsonaro comentou sobre o assunto:

— No Brasil não haverá pena de morte, prisão perpétua, até o banimento. A gente não pod nem pensar em falar isso, mas a vontade que dá na gente é que essa pessoa apodreça na cadeia, que cometeu esse ato barbaro. A própria mãe com a colega, um casal que cometeu esse crime hediondo […] Com lei mais rígidas, não deixando que a progressão se comece muito cedo, que é um projeto do ministro Sérgio Moro, você começa a inibir este tipo de violência.”

Abaixo você confere a íntegra do tweet de Bolsonaro:

Jair M. Bolsonaro

@jairbolsonaro

– O chocante caso do menino Ruan, que teve seu órgão genital decepado e foi esquartejado pela própria mãe e sua parceira, é um dos muitos crimes cruéis que ocorrem no Brasil e que nos faz pensar que infelizmente nossa constituição não permite prisão perpétua.

18,4 mil pessoas estão falando sobre isso

R7



COMENTÁRIOS

0 Comentários

Deixe o seu comentário!





*

HOME / NOTÍCIAS

Opinião - política

Diárias oficiais coincidem com evento político em Cuiabá e levantam questionamentos


Relatórios apontam viagens institucionais, mas datas coincidem com lançamento de campanha eleitoral; ausência em programa de saúde local também chama atenção

Viagens oficiais com destino a Cuiabá, justificadas como cumprimento de agenda institucional, têm levantado questionamentos após análise de documentos públicos. Relatórios assinados por assessores e servidores indicam participação em reuniões na Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), com retorno ao município no dia seguinte.

No entanto, as datas dessas viagens coincidem com o período do lançamento da campanha de Léo, realizado na capital. A sobreposição entre compromissos oficialmente descritos como institucionais e um evento político levanta dúvidas sobre a real natureza das agendas cumpridas.

Os documentos registram pagamentos de diárias, incluindo R$ 1.500,00 destinados a Gisely Fernanda Pereira da Silva e R$ 250,00 para Elnatan Oliveira Reis Medeiros, além de outros valores vinculados a deslocamentos com roteiro semelhante: ida à capital, participação em reunião e retorno no dia seguinte.

Relatórios assinados por Gustavo Saint Clair Ferreira Caldeira e Valmislei Alves dos Santos reforçam a justificativa de “cumprimento de agenda parlamentar”, enquanto registros adicionais indicam participação de Gisele Ferreira Ferraz em reuniões na AMM e no INCRA.

Do ponto de vista formal, a documentação apresenta todos os elementos exigidos: declarações de comparecimento, assinaturas e descrição das atividades realizadas.

Ainda assim, a coincidência com um evento político relevante levanta questionamentos sobre o uso de recursos públicos para deslocamentos que podem não ter caráter exclusivamente institucional.

Contraste com agenda local de saúde

Outro ponto que chama atenção é o contraste entre essas agendas na capital e a atuação local dos envolvidos.

Parte dos nomes associados às viagens aparece com frequência em críticas à situação da saúde pública em Primavera do Leste. No entanto, não há registro de presença de alguns desses críticos no lançamento do programa “Vira Saúde”, iniciativa voltada à melhoria do atendimento à população no próprio município.

A ausência em um evento diretamente ligado à saúde pública local reforça o debate sobre prioridades e coerência entre discurso e prática.

Transparência e resultado

Embora os documentos estejam formalmente corretos, especialistas em gestão pública destacam que a transparência não se limita à comprovação de deslocamentos e reuniões, mas também envolve a demonstração de resultados concretos dessas agendas.

Até o momento, não há detalhamento público sobre os impactos diretos dessas viagens para a população.

Diante disso, permanecem as perguntas:

Qual foi o retorno efetivo dessas agendas?
E qual o limite entre compromisso institucional e participação em atividades de natureza política?


Antenado News