Primavera do Leste / MT - Terca-Feira, 23 de Junho de 2026

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Delação de Riva transfere pecados a terceiros, diz advogado de Arcanjo



Após ouvir o depoimento do ex-deputado estadual José Riva, na tarde desta terça-feira (18), o advogado do bicheiro João Arcanjo Ribeiro, Zaid Arbid, afirmou que “estão criando uma nova forma indulgência”. Ele se refere à delação premiada que Riva firmou com o Ministério Público.

 

O ex-presidente da Assembleia Legislativa depôs como testemunha à juíza Ana Cristina Mendes, da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, em um dos processos referentes à Operação Arca de Noé, desencadeada em 2002.

 

Na audiência, a defesa de Arcanjo apresentou uma contradita, alegando que na época em que estourou a Arca de Noé, Riva omitiu esses fatos à Justiça. Após 18 anos, o ex-deputado resolveu expor as ilegalidades da Assembleia Legislativa no período em que foi presidente.

 

Ao Ministério Público, ele revelou que chegou a dever R$ 25 milhões ao ex-comendador e bicheiro e a dezenas de factorings.

“O ex-deputado Riva promove uma delação em que ele acha que ganha indulgência, não será mais pecador e os pecados serão transferidos a terceiros”, critica Zaid.

 

Na colaboração, foi decidido que Riva devolvesse o valor superior a R$ 50 milhões aos cofres públicos. A defesa do Arcanjo, porém, voltou a criticar a delação do ex-deputado. “Se você esteve participando de um crime, vai pra delação e você nada mais deve e só quem passou por perto passa a ser o culpado. Essa é a delação, a nova peça processual que é um bom negócio para os criminosos”, aponta.

 

Após prestar depoimento, José Riva disse à reportagem que está “aliviado”. “A delação sequer foi homologada e está em sigilo. Não há nada novo. Todos os fatos já conhecidos. Eu apenas fiz minha parte”, comenta.

 

As negociações, que se iniciaram no início de 2019, foram concluídas em dezembro passado, sob a coordenação da procuradora de Justiça e coordenadora do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), Ana Cristina Bardusco Silva.

 

Nos documentos, o ex-deputado detalhou que, durante os 20 anos que atuou como deputado (1995-2014), houve pagamentos de propina para 38 deputados com o objetivo de apoiarem o governo do Estado. O valor total do esquema chegou a R$ 175,7 milhões.

 

Operação Arca de Noé

 

A operação foi desencadeada no dia 5 de dezembro de 2002 pela Polícia Federal, levando para a cadeia o então comendador João Arcanjo Ribeiro, responsável por comandar o crime organizado no Estado.

 

Arcanjo, ao tomar conhecimento da operação, fugiu do Brasil. Ele só foi preso no dia 11 de abril 2003 no Uruguai e foi extratitado para o Brasil em 2006.

 

Arcanjo foi condenado por vários crimes, entre eles, a morte do empresário Sávio Brandão. À época, o comendador foi acusado, pelo Ministério Público, de matar os empresários Rivelino Brunini, Fauze Rachid Jaudy e Mauro Manhoso, o cabo da PM Valdir Pereira, e Leandro dos Santos, Celso Borges e Mauro Moraes, que teriam assaltado uma das bancas de jogos de bicho da Colibri.

 

Arcanjo foi preso novamente o ano passado acusado de continuar a comandar o jogo do bicho em Mato Grosso. Porém, se encontra em liberdade.

GD



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Polícia

Foragido por estupro de vulnerável tenta se esconder atrás de pé de manga, mas acaba preso pela PM em Primavera do Leste


Um homem de 56 anos, procurado pela Justiça pelo crime de estupro de vulnerável, foi preso pela Polícia Militar na tarde de sexta-feira (20), no bairro Novo Horizonte, em Primavera do Leste.

Segundo informações da PM, a prisão ocorreu após equipes do Grupo de Apoio do 14º Batalhão receberem informações sobre o paradeiro do suspeito. Os dados foram repassados pelo Grupo de Apoio do 2º BPM de Barra do Garças, que auxiliou nas diligências.

Durante patrulhamento pela Rua Haiti, os policiais identificaram dois homens em atitude considerada suspeita. Ao notar a aproximação da viatura, um deles demonstrou nervosismo e tentou fugir da abordagem, escondendo-se nos fundos de uma kitnet, atrás de um pé de manga.

A tentativa de escapar não deu certo. Os militares realizaram a abordagem e, após consulta ao sistema de segurança pública, confirmaram que havia um mandado de prisão em aberto contra o suspeito pelo crime de estupro de vulnerável, previsto no artigo 217-A do Código Penal.

Após receber voz de prisão e ser informado de seus direitos constitucionais, o homem foi encaminhado à Delegacia de Polícia Civil de Primavera do Leste, onde ficou à disposição da Justiça.

De acordo com a Polícia Militar, o suspeito não apresentava lesões corporais e a condução ocorreu sem a necessidade do uso de algemas.

Crime tem pena severa

O crime de estupro de vulnerável é considerado um dos mais graves previstos na legislação brasileira e ocorre quando a vítima é menor de 14 anos ou não possui condições de oferecer resistência ou consentimento. A pena pode chegar a 15 anos de prisão, podendo ser aumentada em determinadas circunstâncias.


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